sexta-feira, 18 de julho de 2014

Boletim 180.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
O Equilíbrio.
Não precisamos ser malabaristas e assustados de como eles conseguem realizar suas proezas, mas precisamos ser equilibrados. Certamente temos um desafio maior do que aqueles artistas, ao realizarem suas façanhas nos picadeiros. Todos estamos no picadeiro da vida, e recebemos silenciosas vaias ou aplausos, ao desempenharmos nossas atividades sociais. Alguns, mais salientes costumam se expor até ao exagero, enquanto outros se retraem temerosos de algum tombo. É realmente necessário imaginar que estamos num picadeiro, e que temos uma imensa platéia nos assistindo. Será fácil mantermos nosso comportamento social, se soubermos equilibrar nossas emoções. Vejam o que o diz o Aurélio sobre a emoção: "Perturbação do espírito provocada por situações diversas e que se manifesta como alegria, tristeza, raiva, etc." Muitos irão dizer que é fácil, mas afirmo que não é. Não é, porque a maioria de nossos circunstantes, não é equilibrada emocionalmente. O equilíbrio emocional começa com a EDUCAÇÃO, mas infelizmente nosso Brasil está recém começando a perceber sua importância. 

sábado, 5 de julho de 2014

Boletim 179.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A ação.
Fui interpelado por uma pessoa querida, pelo fato de tanto me envolver com a comunidade. Orgulho-me de dizer que participo do Rotary Club de Camaquã, da Loja Maçônica Vanguarda, do Núcleo de Pesquisas Históricas de Camaquã, do Banco de Alimentos de Camaquã, do Cite 9 Cel. Dário Azambuja, da APROMAC – Associação de Proteção ao Meio Ambiente de Camaquã, e da Querência dos Poetas Livres Vilmo Medeiros. Em nenhuma delas existe remuneração pecuniária. Meditei muito, buscando por mim mesmo, e ao lembrar de um velho texto, que transcrevo abaixo, julgo que encontrei uma das razões do meu viver. Trata-se do capítulo V, de um tratado de 1775, intitulado “A Grande Obra Desvelada em Favor das Crianças da Luz”:

A vida é muito curta para os homens que pensam. Ela é muito longa para aqueles que não pensam. O tempo passa rapidamente quando se está ocupado; lentamente, quando não se faz nada. A vida consiste unicamente na ação. Sem ação, a vida não difere em nada da morte. Viver ocioso não é viver. É vegetar. Ocupar-se apenas de si é viver pela metade. Interessar-se pala felicidade universal dos homens, e agir em consequência é verdadeiramente viver, e sentir que se vive. Há poucos homens no mundo que vivem. Há muitos que, em lugar de viver, não fazem senão vegetar!

O Rotary e a Maçonaria tem por objetivo final a PAZ MUNDIAL, e seus associados se dedicam ao serviço filantrópico. Verdadeiramente não é necessário participarem desses associações, basta que cada um "ame seu semelhante como a si mesmo" e "deem de si, sem pensar em si". De início é um pouco difícil, mas depois fica fácil. Tão fácil que "mais se beneficia quem melhor serve".

sábado, 28 de junho de 2014

Boletim 178

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A Privacidade.
Soltei das teclas por perder minha rotina, tanto jogo de futebol em minha volta. Quero ver quando isso acabar, como é que voltaremos às nossas atividades. O título diz respeito àquelas câmeras colocadas nos estádios de futebol, que desconheço sua quantidade, mas reconheço suas qualidades. Elas são capazes de flagrar os mínimos gestos dos jogadores. Não só dos jogadores, mas de todos os assistentes. Então, fiquei pensando em 50 anos na minha frente, onde graças a Deus não serei personagem. As pessoas irão perder suas privacidades! Hoje, o que se vê nas redes sociais, é o interesse pela vida privada das pessoas. Uma curiosidade devassadora! Digo sempre que a humanidade está evoluindo, mas não consigo imaginar privar as pessoas de suas vidas íntimas. Lá nos cinquenta anos que virão, o marido acompanhará a esposa nos seus mínimos gestos, e vice-versa. Creio que isto irá provocar uma modificação no comportamento das pessoas,  e espero apenas que nossa moral e ética não sejam alteradas. 
Relato um fato ocorrido comigo. Em uma palestra que pronunciava num colégio de nível secundário, sobre uma entidade que participo, um jovem me peguntou se aceitávamos gays. Uma pergunta difícil de responder "de sopetão". Minha resposta, de imediato, foi que nada tínhamos com o comportamento privado das pessoas, e sim com o seu comportamento social. Agora, se o comportamento privado passar a ser "social", as coisas irão mudar. 

domingo, 15 de junho de 2014

Boletim 177.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Campeonato Mundial de Futebol, ou Foot Ball, ou Chute na Bola.
Tem sido um verdadeiro chute nas bolas para mim. Recém começou e não aguento mais. Gosto de futebol, onde sou colorado, sem sofrer ao perder, e sem gritar ao ganhar. Aquele amor calmo e sincero, puro e verdadeiro. Bem, mas é jogo demais. É muito chute nas bolas. Já estou até com pena delas, todas amassadas, cansadas e molhadas. Saco cheio diziam os gaúchos do meu velho tempo. Meus programas diários não existem mais, é só chute nas bolas. Então quando tiraram meu "Esquenta" deu vontade de chutar a TV pela janela. Certamente hoje à noite não haverá nem Fantástico. Fantástico! O pior é saber que recém está começando. Tenho de aguentar futebol até julho. Gastaram tanto dinheiro, que será necessário chutar muita bola, para recuperar o prejuízo. Será que esta conta também está sendo paga por nós, míseros brasileiros? Ou tudo é dinheiro de fora dos turistas? Desculpem vocês meus leitores, mas é muito futebol e não consigo acessar outro assunto.

PS - Agora 15h e 30 min busquei novamente a TV, e sabem o que encontrei? A Regina Cazé com meu programa Esquenta! Ela produziu o que? Futebol!!! Desliguei. Realmente estou numa ruim.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Boletim 176.

ABRINDO A PORTEIRA.
De volta ao LAR.
Jane e eu retornamos. Por mais que eu busque uma definição de LAR, não encontro. Creio que nele reside a essência do verdadeiro AMOR. Os dicionários definem como: casa de habitação, parte da cozinha onde se acende o fogo, terra natal, pátria, família. Uma definição tão ampla que me leva ao conceito de Universo. Ainda prefiro ficar com o conteúdo de meus objetos pessoais do dia a dia, de minha rotina familiar, de minha convivência amorosa, dos pequenos aborrecimentos diários, e das constantes esperanças do amanhã. Sei que pouca coisa me pertence, mas certamente meu LAR é indestrutível, como o Universo que nos rodeia, pois tudo é fruto do AMOR. 

GAPÃO.
Mais que os riscos das sombras que o fogo fez, mais que o amor materno da cadela Keka aleitando, e além das chaleiras pretas a água do mate aquentando, fica a saudade de quem não te desfruta há mais de um mês.

HISTÓRIA QUE ME CONTARAM.
"Amigo vale mais do que qualquer dinheiro".
Essa frase ouvia constantemente de meu avô paterno, Ney Xavier Azambuja. Tanto, que perguntei um dia para meu Pai, porque o Vovô repetia tanto aquela frase. Ele me contou assim:
"Na Revolução de 1893, chamada de Revolução da Degola, Papai e o Tio Estácio Xavier Azambuja, grande caudilho de Bagé, fugindo de um piquete do Gal. Zeca Netto, e com os cavalos já cansados, sentiram que seriam aprisionados. Tio Estácio disse ao Papai:
- Ney, estamos perdidos, e não será esta dinheirama que carregamos em nossas guaiacas, que irá salvar nossas vidas. Ao que Papai lhe respondeu:
- Pois te enganas, ainda tenho amigo. Vamos entrar na Fazenda da Lavoura, de meu amigo Gabriel Francisco Garcia onde estaremos à salvo. Tio Estácio retrucou:
- Estás louco! Ele é pica-pau (os republicanos), e nosso adversário político!
- Pode ser, mas é meu amigo, retrucou o  Papai.
Assim eles foram salvos pelo amigo que os homiziou. Imagina meu filho o tamanho daquela amizade, numa época em que os ideais políticos jogava irmão contra irmão, e filho contra pai".

FECHANDO A PORTEIRA.
Um homem jamais se anula, ao se afastar de seu trilho, na oferta de seu amor. O destino nos reserva uma eterna conquista, ou até reconquista, na dedicação a quem se ama, pois não existe amor velho, ele estará sempre renascendo...


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Boletim 175

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Juntamos os panos.
Jane e eu aguentamos três dias de separação dos corpos, para juntarmos outra vez os nossos panos. Isto me fez lembrar dos cinco anos que trabalhei no interior do Rio de Janeiro, plantando arroz! Dá para entender? Pois bem, foi uma boa lição de vida, e das tantas, lembro de uma, quando numa roda de cariocas descobri que todos já estavam na terceira ou quarta mulher. Ao confirmar que continuava com a mesma, eles passaram a gozar dos gaúchos, coisa que adoram fazer. Podem rir a vontade, pois sabemos que mesmo num mesmo país, somos de uma raça diferente. Os risos silenciaram quando contei que gaúcho também briga com a mulher, mas só durante o dia, pois de noite ele faz as pazes, tamanho é o frio, e a necessidade de uma costela quente. Dou testemunho deste frio nestas três noites de separação dos corpos, sabendo que nossas almas não se separam nunca. 
Vou me separar também destes meus traços, voltando para o Hospital de PUC, onde também ficarei dois ou três dias ao lado da minha costela quente, mas sem abraços.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Boletim 174.

ABRINDO A PORTEIRA.
Separei-me!
Depois de cinquenta e sete ano ao lado da minha Jane nos separamos. Fazem vinte e quatro horas, e já estou cheio de saudade. Ela sempre dormia em meu ombro amigo. A amizade quando provém da paixão e do amor é o maior de todos os sentimentos. Preservem as amizades sinceras de vocês, e um dia me darão razão. Calma, não se assustem pois a separação é passageira. Foi diagnosticado uma faringite em mim, e o médico disse que é contagiosa. Então a cama, toalha, sofá, talheres e até banheiro, tudo separado. O difícil é separar daquele abraço. Quando ficamos velhos tudo que é material vai perdendo sentido, o sexo e até o conforto, pois sabemos que nos momentos finais teremos apenas uma cama nos protegendo. Jane e eu logo estaremos no abraço novamente, e fico rezando, lamentando por aqueles que não podem mais desfrutar o abraço do amado amigo, ou amiga.


GALPÃO.
Amando a vida.
"É balda de quem é velho, andar jungido ao passado, como um boi magro e cansado ao peso da canga, mas que paciente e sem zanga, vai mascando a malagueta, que é o carreteiro sotreta, que não lhe afrouxa o serviço, e o boi velho nem por isso, deixa de amar a carreta". (Apparício Silva Rillo).
E aqui vou eu paciente e sem zanga, amando a vida que é minha Jane, pois com ela o mundo foi criado em 12 de novembro de 1957.


Aprendendo a dividir doçuras e amarguras.

HISTÓRIAS QUE VOU CONTAR.
Alegria da vida.
Só seremos alegres, se soubermos que fizemos a alegria de alguém. Lógico que para fazermos a alegria de alguém devemos, de certa forma, amá-lo, e logicamente, que para amá-lo teremos que amar primeiro a nós mesmos. Já escrevi, ou alguém escreveu antes mim que esqueci, que tudo é "de dentro para fora". Se não tivermos dentro de nós, não encontraremos fora de nós. Por vezes não identificamos o que temos dentro de nós (não é segredo, temos tudo), e será necessário um fato externo para despertar. Prestem atenção na vida, ela é bela e longa.

FECHANDO A PORTEIRA.
Fecho superando dificuldades, pois é nelas que encontraremos o crescimento.

domingo, 18 de maio de 2014

Boletim 173.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Uma das  muitas lições.
Adoro receber lições. Creio que é uma dádiva do velho, pois quando moço não gostava de receber lições. Verdade que elas eram pesadas, impostas por vezes à força. A mocidade de hoje está mais desenvolvida, pois possuem mais liberdade (por vezes até exagerada) permitindo desenvolver suas consciências, descortinando "seus caminhos" com mais antecedência. 
São três velha perguntas, de um velho livro de lições:

"O que é a vida?"
"Para que ela serve?"
"Qual o seu fim?"

O que peço é que meditem sobre elas. Busquem um lugar silencioso, quem sabe apenas com o som de uma boa música aos ouvidos de vocês. Irá lhes fazer bem. Se possível elevem seus pensamentos à Deus, numa breve oração, pedindo Seu auxílio. Quando ficarem velhos terão mais facilidade de compreensão, mas não custa começarem desde cedo. Não viemos inutilmente ao Mundo, e afirmo que tudo tem o seu sentido. A única coisa que não posso crer é que a VERDADE não exista, como está escrito no tal livro de lições, pois como seres humanos devemos nos distinguir "pela penetração do espírito, e pela capacidade de compreensão".
Meditem!

domingo, 11 de maio de 2014

Boletim 172.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Fiz 80 anos!
Sim, quem faz com saúde e amor no coração faz feliz. São meus votos para todos vocês, que ainda não fizeram. Posso afirmar que é bom, muito bom, principalmente quando cercado de familiares e amigos. Foi na Fazenda Santa Tereza, do meu Irmão-Primo Ney Artur Azambuja, que nos brindou com um macanudo churrasco de ovelha, assada pelo Soni, seu fluente empregado de muitos anos. Claro que teve muito discurso, mas todos curtos, mas com conteúdo. Meu conteúdo final de agradecimento foi para que desfrutássemos do "momento", pois a vida se resume em momentos felizes como aquele. Agora escrevendo me dou conta que é um 'vareio' dos momentos felizes contra os momentos infelizes. Façam as contas, e agradeçam ao Grande Arquiteto. 
Fixo dois momentos do belo encontro:
Dois punhos fechados, erguidos à Deus, pedindo Sua força, com minha alegria de vida estampada no rosto, e dos meus Irmãos. Obrigado Senhor.

Abraçado ao sobrinho-primo Paulo, filho do anfitrião Ney Artur. Depois o "fluente" Soni, grande assador agarrado numa garrafa de bom vinho e, por último meu Irmão-Primo Ney Artur, que será o primeiro.

sábado, 3 de maio de 2014

Boletim 171

ABRINDO A PORTEIRA.
Façam 80 anos.
Todos vocês irão fazer 80 anos. São esses os meus votos. Sei, muitos de vocês já chegaram lá. Agora permitam que conte dos meus oitenta, completados no dia de hoje. Nada mais belo do que poder olhar para trás, e contemplar um passado distante. Não importa que tivesse alguns medos, eles foram superado. Também não importa meus sofrimentos vividos, eles já passaram. Pouco importa minhas perdas materiais, pois certamente ganhei muitas outras. Não importa saber que termina os meus dias, pois o que importa é saber que: "O fim não existe. Tudo estará sempre acontecendo". 
Transcrevo uma mensagem para meditação, deixada pelo General Douglas Mac Arthur, com o título - "Gosto pela Vida".

Ninguém fica velho simplesmente porque viveu alguns anos. A pessoa só envelhece quando abandona seus ideais. Você é tão jovem quanto sua autoconfiança, e tão idoso quanto o seu medo; tão moço quanto as suas esperanças, e tão velho quanto o seu desespero. No centro de todo o coração há um gravador. Enquanto ele receber mensagens de beleza, esperança, alegria e coragem, você permanece jovem. Quando os fios se romperem, e seu coração estiver coberto com as neves do pessimismo e o gelo do ceticismo, então, e só então, você ficará velho".

Faço 80 anos com a trilogia da vida: DEUS, SAÚDE e FAMÍLIA.

GALPÃO.
Simplicidade x humildade.

Contemplem a foto acima. Há um conjunto de harmonia, com um cachorro enrodilhado, um gato preto estendido, uma chaleira coberta de pucumã, e o fogo forte assando um naco de carne. Uma mateada segura com as duas mãos, um lenço colorado no pescoço, dois violões sonando, fisionomias sorridentes, na expressão de pura felicidade. A cena me faz lembrar de uma canção perdida no espaço - "Para que tanta ambição, tanta vaidade, procurar uma estrela perdida, se o que nos traz felicidade, são as coisas mais simples da vida." 

FECHANDO A PORTEIRA.

Não importa o tempo vivido, importa as lições aprendida.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Boletim 170.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Tu promoveste a felicidade dos outros?
Assisti a um pedaço de filme na TV, onde me ficou gravada a lenda egípcia: "Quando chegares no céu, Deus te fará duas perguntas, que dependendo das respostas ali permanecerás, ou não". A primeira pergunta: "Foste feliz na Terra?". Iremos responder que sim, buscando a Glória de Deus, mas virá a segunda pergunta: "Fizeste a felicidade dos outros?". Bueno, aí a resposta será mais difícil, visto que não deveríamos ter promovido a infelicidade de ninguém. Meditei sobre o assunto, e entendi que está explicito na segunda pergunta, "buscaste" fazer a felicidade dos outros". Muitos recolhem-se em seu interior, e mesmo não promovendo a infelicidade alheia, não "buscam" pelos outros. Creio que aí reside a essência do amor - buscar pela felicidade dos outros. Não basta ser feliz para satisfazer meu eu, pois aqui viemos para compartilhar a felicidade (amor) com nossos semelhantes. Estou lendo o livro "Mais Platão, menos prozac", de Lou Marinoff, um professor de filosofia no City College de Nova York, que aconselho aos meus amigos. Estou na parte que os filósofos antigos discutem se há definição para o que seja o "mal" e o "bem". Já me referi anteriormente que isto é falta de moral, o que é também falta de ética. Chego a afirmar que o "mal" ou o "bem" é aquilo que promovemos ao outro, não a nós mesmos. Aquilo que me faz feliz pode promover a infelicidade do outro. Quando chegar no fim do livro irei me manifestar, afirmando, se há ou não possibilidade do ser humano viver sem prozac.  

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Boletim 169.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A competição.
Outro dia conversando com um amigo, ele comentou de uma competição pessoal que outro amigo lhe fazia. Passei a meditar sobre o assunto, chegando a conclusão que existem dois tipos de competição - a atlética, profissional, saudável e construtiva e, a pessoal, invejosa e destrutiva. Naturalmente que sofre o invejoso, que só tem olhos para apreciar o outro, jamais olhando para o seu interior, na busca de uma consciência sã. Vivem dentro de um escuro ainda não renascido, e não compreendem que terão de morrer, para renascer. Morrer para matar a inveja, o ódio, e todo o sentimento ruim, para renascerem limpos e puros. A Páscoa jamais passará, pois ela é simbolicamente a mensagem de Cristo para um renascimento, quando também surgiremos dos mortos, buscando por uma Luz Maior. A Humanidade está evoluindo. As guerras estão diminuindo, mesmo que ainda persista ódio entre alguns homens. Quando criança testemunhei em meus ancestrais a mescla de um medo e ódio, oriundo das muitas revoluções que viveram. Os homens passavam longe de seus lares, lutando por um simples ideal, mais do que dedicando amor aos seus filhos e seus afazeres. Hoje a luta é por ambição de riqueza e poder, mas concluo com o dizer de meu saudoso tio, Cel. Dário Silva Azambuja: "A humanidade passou pela dinastia da força, quando sobrevivia aquele que tinha mais músculos. Passamos depois pela dinastia do sangue, onde só tinha valor os nobres. Hoje estamos vivendo a dinastia do dinheiro, mas logo estaremos vivendo a dinastia dos valores, quando teremos um homem culto, educado e virtuoso". 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Boletim 168.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
O amor.
Sei. Já falei demais no assunto, mas ele não tem e nunca terá fim. Não sou noveleiro, mas ficava esperando o Repórter da Globo, ansioso pelo fim da novela "Joia Rara", quando assisti o seu final. Joia Rara, disse a atriz Glória Menezes, é o que chamamos de amor. Passou em sua alocução a descrever os benefícios do amor, e suas consequências na sociedade em que vivemos. Lamentei apenas que ela não dissesse o  que seja o amor.  Sei também que já me manifestei sobre sua definição em boletins anteriores, mas não custa repetir: este sentimento - amor - não nos pertence. Somente o terá aquele que crer num Ente Superior. Evitei chamá-lo de Deus, para não ferir aqueles que "se julgam ateus", pois conheço vários ateus que verdadeiramente "amam". O sentimento do amor só pertencerá àquele que desenvolver sua consciência, inspirada na ética e na moral religiosa (ética é a teoria e moral é a sua prática). O inconsciente é mau. Nossa conduta será sempre norteada pela ética. Também sei que há filósofos que a contestam, dizendo que não distinguimos o que seja bem, e o que seja mal. Estou longe de concordar com eles, principalmente com um tal de Spinoza. Imaginem que Thomas Hobbes(1588/1679) chegou a escrever: "Qualquer que seja o objeto do apetite ou desejo de um homem; é isso o que ele, por sua vez chamou de 'bem': e o objeto de seu ódio e aversão, de 'mal'." Deus! Então, se esta é a sua ética, ele não possui moral, e sem moral voltaremos a ser selvagens. Então amemos, não para o outro, mas para nossas próprias consciências. 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Boletim 167

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.

Meu velho Pai.

(Esta charla foi lida na Fazenda Sant´Anna, no dia do seu centenário de nascimento, 26 de janeiro de 1998, em uma reunião festiva do Rotary Club de Camaquã.)

Meu velho Campeiro, Pai e Companheiro Mário Silva Azambuja.

Sei que a campeirada é das brabas, pois vamos voltear a Invernada do Esquecimento. Ao passo lento, buscando pelo picaço, me treme o buçal na mão, como quem penetra a bruma do tempo. São porteiras pesadas, como a me dizer que entro em campo proibido, mas te encontro na beira do fogão galponeiro, envolto de paz e luz, chimarreando o doce líquido do descanso eterno. Só a força do amor seria capaz de permitir minha aproximação. 
         
Volteamos o rodeio da lembrança de meus primeiros galopes, quando senti tua austeridade paterna. Foi nela que encontrei a têmpera para enfrentar as intempéries da vida. Sei meu companheiro, era outro tempo, quando só havia a força do braço na dura luta pela sobrevivência, que não conhecia cansaços. Mas meu trote infantil se assustava com teus galopes rápidos e destemidos. Aprendi a obediência quando recebi este freio pesado, que a vida na sua ciência, nunca mais me permitiu deixar de lado. Lembrei quando afirmavas que ela é uma luta constante, para aqueles que aceitam o desafio de buscar um ideal. Pois te atropelando na idade, perdi o medo do final, pela linda e profunda trilha que deixaste no varzedo da existência, como um farol a me indicar um destino.

É incrível como tanto tempo depois, ainda me assalta a vontade de dar de rédeas para trás. Não para viver mais, mas para trotar ao teu lado outra vez, mudando o rumo de alguma coisa, ou simplesmente o tom da conversa. Com todo aquele carinho que nos unia, permitimos um “mundão” entre nós dois, esquecendo de desfrutar os bons momentos das descontraídas mateadas, dos tentos frouxos, de uma simples pescaria.


Mas vou sair deste tranco duro, mudar de rumo, falando de coisas boas, esquecendo até mesmo os Niños e os Diablos que se abatem por aqui. Teus dois filhos, três netos, cinco bisnetas, e um bisneto, todos lindos e gordos. Queres mais? Tua verde Sant’Anna, mesmo com toda a luta contra os “leoninos”. Teus muitos Companheiros, amigos e parceiros. Verdade que outro tanto se mudou de querência, quem sabe pela propaganda que fazem desta tua Invernada aí de cima.
  
Outro dia lembrei-me de ti, ao ler a lista dos partidos políticos que inventaram. São 29 com as mais misturadas letras, onde encontrei até um P.L. igualzinho ao nosso, mas no nome, pois em ideal só mesmo aquele parlamentarista. Lembro o quanto peleaste ao enterrarem cinco ou seis partidos, dizendo que eram muitos, para fundarem somente dois, matando nosso PL.

Bueno meu Campeiro, Pai e Companheiro, foi uma charla complicada, meio sem começo e será sem fim. Não dá para entender muita coisa, mas não podia deixar passar o cavalo encilhado, sem uma mensagem. Tinha muito mais para te contar, mas me despeço com a certeza que nos aproximamos, encurtando distâncias, onde saberemos sempre fazer amigos, na oferta da fraternidade. Amar não é para quem quer, é para quem soube ser humilde e verdadeiro como tu, para quem mais ofertou do que pediu, para quem mais trabalhou do que descansou, para quem mais se resignou do que reclamou e, principalmente, para quem muito mais amou do que odiou. Assim te guardarei na lembrança, ofertando meu respeito, no pedido de tua benção.
Teu filho
Luiz Fernando Azambuja

segunda-feira, 24 de março de 2014

Boletim 166.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Conhece a ti mesmo.
Sem ainda me conhecer ao todo, conheço pessoas que se desconhecem completamente. São aquelas que se julgam isentas de qualquer erro, e se julgam perfeitas. Sabem tudo, e são incapazes de admitir que outra pessoa saiba mais do que elas. Não se trata de vaidade pessoal, muito pelo contrário, psicologicamente elas buscam esconder os seus defeitos, na triste missão de querer convencer o outro com seus argumentos errados. Nas discussões são incapazes de ouvir o interlocutor, e mesmo permanecendo em silêncio, não estão escutando o que o outro diz, atentas às suas vozes interiores buscando suas justificativas. São incapazes de evolução. Já convivi com pessoas assim, e normalmente as taxo de egoístas, e egoísmo é um vício que destrói a alma humana. Desconhecem o que seja humildade...


Humildade vem do latim umilitas, e é a virtude que consiste em conhecer as suas próprias limitações e fraquezas, e agir de acordo com essa consciência. Refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. A Humildade é considerada pela maioria das pessoas como a virtude que dá o sentimento exato do nosso bom senso, ao nos avaliarmos em relação às outras pessoas.
Albert Einstein confessa que "por detrás da matéria há algo de inexplicável".
Humildade também não significa ter de se rebaixar para as outras pessoas, mas sim reconhecer e admitir suas falhas.
Do ponto de vista da filosofia, Immanuel Kant afirma que a humildade é a virtude central da vida, uma vez que dá uma perspectiva apropriada da moral.
Com a mesma humildade que recebo uma crítica, recebo um elogio!
A virtude que dá o sentimento de exatidão da nossa fraqueza.
Ter humildade é saber perder e saber vencer, ver a simplicidade nas coisas.

* Frases da Internet - Wikipédia e Dicionário inFormal.

Concordem comigo: todos estamos repletos de erros, pois não existe ninguém perfeito neste mundo, ou melhor, as criancinhas nascem perfeitas, e até certa idade permanecem inocentes. Daí que: "Delas será o Reino de Deus".
Nós adultos é que devemos nos cuidar.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Boletim 165.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Mágoa.
Um sentimento que sempre passou por longe de mim, por piores momentos que tenha sofrido, entretanto, nesta semana fui magoado, o que me fez refletir, e refletir muito. Claro, busquei sentar num banco tosco do Galpão do Galo Velho, frente a um fogo forte, numa madrugada silenciosa e calma, quando matutei muito. Toda mágoa tem casamento certo com a vergonha. Este dois sentimentos não são tão ruins como se pensa num primeiro momento. Temos de dar tempo, refletir muito, ponderar os acontecimentos, para depois, quem sabe muito depois, formar uma definitiva opinião. O primeiro passo é não deixar a mágoa se transformar em rancor. Jamais nossos sentimentos podem regredir, na ordem moral em que nos elevamos. O segundo passo é não colocar a culpa nos outros, o que é sempre muito fácil. Difícil é colocar a culpa em nós mesmos! Depois de muito refletir passei a culpar a mim mesmo. Também não fiz disto uma mortificação, apenas procurei aprender a lição para não cometer o mesmo erro. Já escrevi em boletins anteriores que nenhuma virtude é fácil de ser exercida, mas certamente a humildade é a mais difícil de todas. Não creio que tenhamos nascidos humildes, e sempre entendi que ela deve ser praticada, e esta prática estará associada à nossa consciência. Reconhecer o erro é um dom, mas pedir perdão é um ato de humildade.
Aquela mágoa não me fez mal, e depois do mate do estribo, depois que o Sol derramou sobre mim a sua luz para vencer o dia que amanhecia, entendi que é bom viver, revigorado pela energia de um DEUS CÓSMICO. 

quarta-feira, 5 de março de 2014

Boletim 164.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.


Obs. Repito o Boletim 52, datado de 2010, e um dos mais acessados, até mesmo na presente semana. Interesse genealógico.

Fazenda da Quinta.
A Fazenda da Quinta foi desmembrada da Sesmaria Flor da Praia, quando Faustina Maria Centeno, filha do Sargento-Mor, Boaventura José Centeno e de Dona Antônia Joaquina Gonçalves da Silva (irmã do Gal. Bento Gonçalves da Silva), recebeu metade da grande sesmaria. Faustina casou com o português João Luiz Pereira da Silva, um profissional na arte da enxertia, que construiu um pomar tão grande e perfeito, que deu nome à Fazenda da Quinta. Dou uma ideia do que foi este pomar, pois muito o percorri. Sob a ramada do parreiral, percorria-se um longo caminho, até chegar na taipa de um grande açude, onde havia um excelente local de banho, e pescaria. Dos dois lados deste parreiral, desenvolvia-se diversas espécies de árvore frutíferas, cerca de dois hectares de arvoredo, onde conheci alguns pés de café e algodão. O velho tear também é de minha lembrança, onde se confeccionava o tecido para as peças de roupa, já que na época os ovinos não haviam chegado na região, e o café era de difícil aquisição. Ambos, café e algodão, eram de péssima qualidade e baixa produtividade devido ao clima. Conheci também um imenso pé de pinheiro, que chamavam de pinheiro imperial, mas não sei dar sua origem. As palmeiras imperiais eram abundantes, e ainda hoje existem na região alguns de seus "filhos", que vieram procedentes do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Do casamento de João Luiz com Faustina conhecemos dois filhos - Boaventura Luiz Pereira da Silva, casado com Izabel Eufrásia, neta do Gal. Bento Gonçalves (aquela gente viajava muito pouco) , que tiveram um filho chamado Cel. Boaventura Luiz, chefe do Estado Maior do Gal. Zeca Netto, e pai de Dona Izabel Silveira da Silva, casada com o saudoso amigo Dorval Ribeiro. O outro filho, foi Francisco Luiz Pereira da Silva, conhecido por Vô Chico, casado com Tereza(?) com quem constituiu dois filhos: Adolfo Luiz Pereira da Silva, que casou com Anna América Centeno, tendo com ela quatro filhos: Thereza, casada com o primo Mário; Maria, casada com outro primo, Lauro; Sylvio, com Morena Pereira e, Francisco Luiz, conhecido como Luizinho, casado com Ivone Pereira. A outra filha do Vô Chico foi Faustina, que casou com o Cel. Ney Xavier Azambuja, proprietário da Fazenda da Invernada, com a qual teve treze filhos, mas sobreviveram apenas oito: Mário, da prima Thereza; Lauro da prima Maria; Mariá, casou com Tito Paranhos Barcellos; Marieta, com José Olavo Fay; Ney, com Nilda Souza; Marcolina com Romeu Luiz Pereira da Silva; Cel. Dário, com Maria de Lourdes Vilamil e, finalmente Adolfo, que casou com Zilda Souza.
Vou buscar a descendência desses primos, mas necessito do auxílio de meus parentes. Será necessário o nome dos filhos e netos dos meus primos. Também o ano de nascimento em parênteses ao lado do nome.  


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Boletim 163.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Nada muda!
O título pode parecer impossível, ainda mais se pensarem que estou me referindo a rotina, que mata, mas peço para refletirem.
O Sol é o mesmo desde os primeiros tempos. Nosso ar pode estar um pouco poluído, mas dá para viver. O voo dos pássaros, o perfume das flores, o movimento das nuvens, e tudo mais que a natureza nos contempla, é o mesmo. Nada muda. Dirão que mudamos nós, o que também não creio. A tecnologia é que nos faz mudar de um lugar para o outro rapidamente. Dentro de um mundo ambicioso e violento, com uma droga de TV nos perturbando 24 horas por dia, mudamos apenas a maneira de agir. Esquecemos de "viver" a natureza, e ainda para piorar as coisas, a agredimos. Não sou técnico no assunto, pois meu único título é de datilógrafo, mas tenho olhos para ver, e um coração para sentir. Como rotariano sou preocupado com a saúde do Mundo, erradicando a poliomielite da face da terra. Mas temos também de erradicar os bolsões de miséria, onde se multiplica a violência. Temos de promover mais escolas, mais professores com melhores salários, mais segurança de vida. Então fico me perguntando o que estamos fazendo para ajudar. Sei, dirão - eu pago meus impostos, mas afirmo que ainda está sobrando. Vejam o povo doando milhões aos políticos ladrões para saldarem suas dívidas! Quanto dinheiro como este, jogado fora, poderia ser dirigido àqueles necessitados? Restam os clubes de serviço, a maçonaria, as entidades sociais, mas justamente aquilo que está mudando nossa maneira de agir, não nos dá mais tempo para praticarmos o bem. O pior é que estamos alimentados pelo mal. 
Não sei se publicarei isto, sentindo que hoje estou negativo, e não gosto desta gente...

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Boletim 162

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Meu querido diabo. 
Certamente poucos me entenderão ao comentar um acontecimento particular, ocorrido junto de um grande amigo, quando de minhas férias. Éramos dois casais, comungando o mesmo apartamento, quando já no primeiro dia meu amigo confessou ser um ateu convicto. Percebendo a força de seus argumentos, com conceitos opostos aos meus, esperei chegar o momento certo para usar dos meus. Já de saída não deu certo, tendo ele me cortado a palavra, demonstrando ser um homem de difícil diálogo, na demonstração de uma convicção sem profundidade. Que amigo adorável, mas que homem complicado! Sem outro recurso para convencê-lo, passei para o seu lado, e mesmo depois de cinco anos sem beber álcool, aceitei um chopp, o que lhe deixou muito alegre. Depois foi uma taça de vinho e salgados torrados, coisa que detesto. Passei a chamá-lo de meu Querido Diabo, dizendo que não aceitando meu Deus, iria demonstrar que eu não tinha medo de seu Diabo. Ele passou a me ouvir com mais atenção desde então. Já nos separamos depois de uma semana, e me atrevo em afirmar que minhas palavras estarão gravadas em sua memória, e seus conceitos irão mudar.
Conclusão: O seu Diabo já está morto dentro de mim, pois a maldade só existe em quem não crê em Deus. Mas confesso: Não encontrei nenhuma maldade naquele meu amigo Querido Diabo!



quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Boletim 161.

ABRINDO A PORTEIRA.
Dívidas.
Sou PHD neste assunto, pois poucos de vocês acumularam tanta dívida como eu. Nunca lhes dei as costas, e elas me fizeram crescer internamente, mesmo esfarrapado por fora. Onde foi parar o meu capital perdido? E o capital de vocês todos? Não quero falar aqui em política. Nunca me referi a este assunto, já que a detesto assim como seus participantes mas, nossa economia está atrelada à política, e todos sabemos o que está se passando ali. Vejam o que meu contador, amigo e economista, pessoa de meu carinho e respeito, Ismar Luiz Erigson, publicou no facebook, e certamente poucos de vocês leram. Por favor, prestem atenção:

Para quem gosta de números.
É muito número para pouco espaço, então vou simplificar: 

Lucro Itaú
2002 - 2,377 bi 
2013 15,696 bi

Lucro Bradesco
2002 - 2,022 bi
2013 - 12,011 bi

2002 - dívida externa 212 bi + interna 640 bi = 852 bi
2007 - dívida externa 0,00 + interna 1,4 tri = 1,4 tri
2010 - dívida externa 240 bi + interna 1,65 tri = 1,890 tri
2013 - total 2,24 trilhões
Em 2007, trocamos a dívida externa de médio e longo prazos e taxas de juros mais baixas, por dívida interna de curto e médio prazos e taxas de juros mais altas.


Deus! Vocês deixarão de ler meus boletins, mas tenho de 

retornar no tempo, "VAMOS GUARDAR O DINHEIRO SOB O 

COLCHÃO"!!!! Vamos esquecer dos Bancos!!!



GALPÃO - HISTÓRIAS e FECHANDO.

Não dá para escrever mais nada. Se existe alguma coisa que tira a poesia é o dinheiro. Até as letras ficam borradas. 


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Boletim 160.

ABRINDO A PORTEIRA.
Nossos relacionamentos.
Parece que esse laço das relações humanas está rebentando. Desculpem, mas tenho de retornar no tempo, para dizer que lá "tínhamos liberdade nos relacionamentos". Também sei que aquela liberdade era pela segurança, pelos "poucos" conhecidos que tínhamos. Hoje o mundo inchou! Parece que não vai caber mais gente na Terra. São tantos, que não precisamos conhecer a tantos. Vamos nos relacionar nas redes sociais! Assim nos fechamos, não querendo dialogar com ninguém neste Mundo desconhecido, por mais que o conheçamos. Conhecemos "coisas", mas não queremos conhecer pessoas, e se vivemos num paraíso de coisas lindas é indispensável vivermos em união, pois não há paraíso sem fraternidade

GALPÃO.
A Paciência.
Aqui na beira do fogo é que aprendi a sismar. Ainda pouco virando o mate sobre mim, perdi a paciência. Já a perdi um milhão de vezes, mas cada dia que passa, ficando velho, aprendo a me encontrar mais rapidamente com ela. Quando jovem demorava horas, ou mesmo dias. Paciência é a mais difícil das sete virtudes (castidade, generosidade, temperança, diligência, paciência, caridade e humildade. Aprendi também que tem as três teologais = fé, esperança e caridade).  Para alcançá-las é necessário um demorado e apurado treinamento mental, e ele começa pelo desenvolvimento de nossas consciências. Paciência nas filas, no calor, no trânsito, na porcaria da política, nos amigos chatos, nas crianças mal educadas, e a lista não teria fim. Ninguém, entretanto, será paciente se não for tolerante! Tolerância deveria ser virtude, mas não consta como tal.


HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.
Felicidade.
Para mim é um tema inesgotável, principalmente porque a amo. Comprei o livro "Felicidade 360º". Estou me esbaldando. Destaco "Normal é ser feliz", do nosso já conterrâneo Leno Pappis, e comento alguns trechos que estão grifados:
"Quem é feliz vive mais e melhor". (Daí ele passa a dar dicas para sermos felizes.) "Para encontrarmos a felicidade, precisamos entender algumas verdades fundamentais sobre a natureza do nosso próprio ser e do mundo que nos rodeia. Precisamos redescobrir quem realmente somos, conectando-nos com nosso estado natural. É preciso que paremos de procurar lá fora aquilo que sempre esteve aqui dentro." (Só esta para mim bastou!) "Eu desafio você a observar as coisas singelas, a ouvir o canto dos pássaros, a caminhar de pés descalços, a tomar banho de chuva, a ouvir o barulho do vento, o farfalhar das folhas das árvores. Eu desafio você a deitar ao ar livre à noite, e de barriga para cima observar as estrelas, o amarelo da lua, sentir o cheiro da noite. Eu desfio você a voltar a ser como uma criança, a se esquecer dos problemas, a gargalhar de um papel rasgado, a dançar desengonçadamente, rir sem motivos. Isso ativa o código divino em você. Isso é reconexão, isso é felicidade".  
Recomendo contato com ele - lenopappis@hotmail.com 


FECHANDO A PORTEIRA
O melhor é deixá-la aberta, assim entrará muita coisa boa na minha Invernada da Felicidade.



sábado, 25 de janeiro de 2014

Boletim 159.

ABRINDO A PORTEIRA.
Amar.
É um tema universal, mas poucos meditamos sobre ele. Hermann Hesse escreveu em Obstinação, que "ser amado não é nada. Amar sim é que é tudo". Afirmo que amar não é admirar, encantar, extasiar, ou desfrutar a beleza do outro. Amar é muito mais que isto. Certos cônjuges vivem uma existência inteira com o outro, sem o amar. Admiram-se, extasiam-se, ou desfrutam-se, mas isto é prazer, não é amar. Amar é se ofertar ao outro. Amar é se sacrificar ao outro. Até mesmo é fazer tudo isto, sem pedir nada em troca. Amar não é negócio. Amar não é dizer "eu te dei, agora quero isto em troca". Amar é o silêncio da doação. Aqueles que conhecem a Bíblia fazem isto à Deus, mas esquecem de fazer isto ao seu semelhante. Alguns, mesmo sem conhecer a Bíblia, sabem ofertar seu amor puro e desinteressado ao semelhante. Esses estarão amando a Deus, pois Ele habita em nós. 


GALPÃO.
Amar.
Aqui também se ama. Ama-se o trabalho, que é a expressão do futuro, alimentando a seiva dos ancestrais, na realização de seus sonhos perdidos. Aqui cultuamos o respeito, que é o primeiro passo para o amor. 


HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.
Amar.
Esta história li no facebook, pois ali também tem coisas muito boas. 
"O funcionário de uma grande empresa ficou preso em sua câmara fria. Era fim de expediente e todos se retiravam, sendo inútil seus gritos e pancadas na porta. Morria, quando a porta foi aberta pelo ronda, que salvou sua vida. No hospital, o ronda lhe fez uma visita, quando o funcionário lhe perguntou porque abrira a câmara fria, pois esta não era sua obrigação. O ronda respondeu que assim procedera porque o amava, mesmo sem nunca ter trocado uma só palavra com ele. Ocorria que ele era o único funcionário da fábrica, que o cumprimentava ao entrar, e também se despedia ao sair. Naquele dia havia notado que não recebera sua despedida, e concluíra que havia algo de errado, tendo procurado por ele."
Isto é amor. Amor até mesmo sem diálogo. O ronda havia se ofertado. 

FECHANDO A PORTEIRA.
Explicando.
Vai um sobre o outro, porque o 158 foi enviado de um computador novo, que recebi de presente do filho Magrinho, e nele os contatos não foram copiados na íntegra. Alguns receberão em dobro. Desculpem.

Boletim 158.

ABRINDO A PORTEIRA.
Viver para comer, ou comer para viver?
A pergunta é cada vez mais atual, e muito devemos meditar nela. Somos tomados por pesadas propagandas da mídia,  induzindo o consumo das mais variadas e belas comidas. Nosso olhos não obedecem mais nossas mentes, ou nossas mentes estão seduzidas por nossos olhos. A coisa chegou a tal ponto, e pasmem, vi na TV, estão introduzindo bolas no estômago das criaturas, para que tenham a "sensação" de estarem alimentadas!!! O Silveira Bueno me diz que "sensação é a impressão produzida num órgão dos sentidos, pelos objetos exteriores, transmitida ao cérebro pelos nervos, e determinantes de um juízo ou conceito". Certamente perdemos o juízo, ou nossos conceitos de vida foram modificados, na busca do prazer momentâneo, esquecendo de nosso futuro.

GALPÃO.
A comida galponeira.
Aqui não nos reunimos para comer. Nos reunimos para trabalhar. De quando em quando o máximo é nos empanturrarmos com muita carne gorda, e o único carboidrato é um pouco de farinha de mandioca, que ajuda a "secar" a gordura. No mais é mate sobre o mate, no começo da churrascada até o seu fim. Não conheço galponeiro gordo, salvo os que se empanturram com arroz e feijão. Depois, a lida não deixa a gordura grudar no sangue. 

HISTÓRIAS QUE VOU CONTAR.
O guloso.
Não vou citar o nome deste saudoso e querido amigo, mas conto que muitas vezes estávamos almoçando, e ele projetando onde iríamos jantar. Verdadeiramente vivia para comer. Além de tudo era um exímio cozinheiro, e com um paladar apurado exigindo a perfeição dos temperos. Certa feita comíamos num restaurante no interior do Rio de Janeiro, carne na tábua. Era um, dois ou três bifes, cobertos com um, dois ou três ovos, e tudo abafado de muita, mas muita batata frita. Ele pediu uma tábua com três bifes só para ele. Ficamos em assustado silêncio, e dividimos nossas tábuas para que tocasse um bife para cada. Lá pelas tantas ele percebeu que estávamos no fim de nosso bife, e ele estava apenas no segundo, e foi quando disse: "aquele que avançar no meu terceiro bife vai levar uma garfada". Deus, isto é o prazer fora de qualquer juízo.

 FECHANDO A PORTEIRA.
É muita comida, vou é fechar a boca!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Boletim 157

ABRINDO A PORTEIRA.
Vista cansada. 
Recebi de Cony Filho, meu Irmão Fraterno, uma mensagem com esse título. Tão lindo o texto, que não consegui ver as belíssimas fotos. "Vi não vendo" ou "De tanto ver, não vi" como consta no texto. Vou tentar colar o link, mas não sei se dará certo. Depois de lê-lo quatro ou cinco vezes, passei a meditar nele, e me atrevi em opinar.
Vista perfeita.
Existem olhos que só percebem erros. Nada para eles é perfeito, e estão sempre em busca de algo que esteja faltando. Lembro de um dia ter mostrado um trabalho para certo amigo, quando ele apontou alguns erros. Se fosse só um, mas foram vários. Interessante que eu estava satisfeito com aquele serviço, que me proporcionava felicidade, o que julgo ser próprio dos medíocres. Aquele amigo era um perfeccionista, se aproximando da genialidade. Opino então, que felizes somos nós os medíocres, já que os gênios não são capazes de apreciar suas próprias obras primas. 

GALPÃO.
Galpão.
A história do nosso Rio Grande do Sul se confunde com GALPÃO. Era nele que se tramava as batalhas, longe de ouvidos tagarelas, ao lado das montarias encocheiradas, no 'sorvo da cuia bruna', e 'vaqueanos virando assados', foi assim que a história de nossa terra gaúcha aconteceu, riscada de sangue. Certamente o nosso torrão foi o único da Pátria assim formado, fazendo o amor por ele, se alimentar da seiva do chão bendito de nossos antepassados. Quando o Balbino canta o Rio Grande, a gente se encanta. Escutem:
"No teu recinto aquecido, duendes de estranho jogo, riscavam sombras de fogo, na taipa e no chão batido. No oitão de taquara e terra, cimbrava a bulha da guerra. Ali brotou a decisão: Brados de irmão para irmão, se ouviu de um para outro! A rincho e casco de potro, firmou-se ao cantar do galo, penhor de pai para filho, amor de filho pra pai... e a indiada pulou a cavalo, e a grito, pata e lombilho, num raio guacho que cai, a cincha e a sovéu gasto, trouxe este Brasil de arrastro, pras barrancas do Uruguay" (Balbino Marques da Rocha, no arremate do poema 'Galpão do Rio Grande'). 

HISTÓRIA QUE ME CONTARAM.
NPHC.
Núcleo de Pesquisas Históricas de Camaquã. Ali a gente toma um banho de história, escutando a voz do seu mentor e fundador, Dr. João Máximo Lopes, um bageense, que conhece a história de Camaquã, mais do que qualquer outro de seus filhos. Nossas reuniões começam as 18 horas de todas as últimas quintas feiras do mês (janeiro e fevereiro estamos de férias), na Av. Olavo Moraes, 444, segundo piso, sempre com interessantes palestras. Vale a pena ouvir as histórias que conta o João Máximo.


FECHANDO A PORTEIRA.
Vamos deixar aberta. A tropa anda aquerenciada, tem pasto bastante, e ninguém vai embora. Melhor ainda é que os ladrões sabem que simplicidade não pode ser roubada. 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Boletim 156

ABRINDO A PORTEIRA.
Orar pedindo. Orar ofertando.
Sabemos que a maioria dos fiéis rezam pedindo à Deus. Não consigo entender este tipo de oração. Já escrevi por aí que costumo orar sorrindo, em meu interior, ofertando alegria aos meus que partiram. Já tive um filho sendo operado no estrangeiro, com grave doença, e passando por uma capela do hospital me ajoelhei, sem conseguir pedir que fosse salvo. Simplesmente entendi que ele não me pertence. Pertence a Deus. Então orei: "Que seja feita a Tua vontade". Hoje ele é um homem lindo, saudável e realizado, graças à Deus! Quem nos dá, também tem direito de nos tirar.

GALPÃO.
Madrugada.
Existem aqueles que apreciam o entardecer, pois eu aprecio o nascer do Sol. A TV mostrou outro dia o ocaso do dia em diversos locais, onde as pessoas aplaudiam o Sol, imaginariamente, tocando na superfície d`água. Eu gosto de aplaudir a "barra vermelha da saia do céu" (Apparicio Silva Rillo). Entendo ser um momento do nascer, quando as coisas acontecem, na programação de meus afazeres. A maioria bate palmas ao ocaso porque deitam tarde, e poucos acordam cedo, para aplaudir o seu nascer. 

HISTÓRIA QUE VOU CONTAR. 
Malásia.
Aquele que disser que não é vaidoso, já está sendo vaidoso. O que busco é esconder as minhas vaidades, pois os fatos me pertencem, e eu não preciso divulgar aos outros. Entretanto, estou colando abaixo uma informação que o Google me reportou, publicando a assistência mundial que acessa o Galo Velho. Realmente fiquei vaidoso, e vou divulgar à vocês, como cultura. 


Visualizações de página por país

Gráfico dos países mais populares entre os visualizadores do blog
EntradaVisualizações de página
Malásia
320
Brasil
258
Estados Unidos
76
Alemanha
11
Rússia
7
Uruguai
4
Ucrânia
3
Indonésia
1
Esse foi o público que acessou o blog no último mês. O mês não é dezembro, mas o dia de hoje somado aos vinte e nove dias que o antecederam. Certamente estas 320 páginas acessadas na Malásia são de brasileiros, e seguramente de gaúchos, que lá estão trabalhando. Malásia não é ainda um tigre asiático (Hong Kong + Coreia do Sul + Singapura e Taiwan), mas segue o rumo. O país situa-se numa parte continental na península Malaia, e uma seção do norte da ilha de Bornéu. Incrível, mas destaco que  4/5 do seu território é coberto por floresta tropical, e proíbem a extração de madeira. Seu território tem 330.000 km² (não me atrevo a comparar com os nossos 8.500.000 km). Malásia é o maior produtor mundial de borracha, óleo de palma e estanho. Antiga possessão inglesa, que ali deixou bom desenvolvimento cultural, é o fator preponderante para o seu desenvolvimento.


 FECHANDO A PORTEIRA.
Vou deixá-la aberta, para que a vaidade vá embora.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Boletim 155.

ABRINDO A PORTEIRA.
2014.
Ele está novíssimo, e logo será apenas novo mas, logo logo já será velho. A velocidade do tempo está nos assustando. Pertenço a um tempo que a gente abria os olhos e ficava imaginando o que fazer. Hoje ficamos imaginando o que deixar para fazer amanhã. Nos países de primeiro mundo os profissionais tiram férias curtas, bem ao contrário daqui, e descobri o porquê: eles descansam "todos os dias"! Em um determinado horário fecham seu negócio, e vão praticar o esporte preferido. Os que se sentirem velhos para os esportes físicos vão jogar xadrez. Se fizermos assim, nossos dias ficarão mais longos. Experimentem.

GALPÃO.
O mate.
Certamente já falei dele, mas nunca é demais relatar o hábito mais gaúcho de todos. Lembro que escrevi sobre as mateadas em público. Ora, mate é um momento de sociabilidade quando entre familiares ou amigos, e por tal deve ficar restrito ao lar, ao galpão e até mesmo nos locais de trabalho. Condeno as mateadas dentro dos automóveis, salvo em viagem longas, muito longas. A raiz da fraternidade gaúcha consiste na frase "Queres um mate?". Imagina na rua o mateador encontrar um monte de amigos - impossível a oferta! No meu NPHC (Núcleo de Pesquisas Históricas de Camaquã) estamos fazendo um trabalho sobre o mate. Não como se faz mate, pois isto varia de um local para outro, mas as suas Leis. Talvez a primeira delas será: "Mate não se pede". O mate deve ser ofertado, no simbolismo de nossa hospitalidade. Nas rodas do mate, ninguém deve ser excluído, entretanto, alguém pode se excluir agradecendo o mate. Relatarei as Leis, quando o NPHC concluir o trabalho, e desde já estamos solicitando a participação de vocês.


HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.
Ainda o mate.
Fica difícil reler o que escrevi, evitando as repetições, mas lá vai mais uma. Um amigo e irmão, que já partiu para a Invernada do Esquecimento, costumava receber a comadre dele em sua família, onde mateavam. Então a comadre "engrenava" primeira, segunda e até terceira em sua bomba de mate, o que mexia com os seus bofes, pois uma das leis do mate é que só o cevador pode mexer na bomba. Então certo dia meu amigo "palanqueou" a bomba na cuia, usando um arame fino. Foi uma risada coletiva quando a comadre se deu mal. 

FECHANDO A PORTEIRA.
O Sofrimento.
"Isso não é vida!". Quantas vezes já ouvimos essa frase? Prestem atenção no seu significado. Quem a pronuncia parece querer partir para outra. Normalmente seu sofrimento é por coisa insignificante, um fato desprezível, no qual colocou todo o conteúdo da existência. Sofrer é padecer com paciência, foi o que encontrei no dicionário de Silveira Bueno, mas quem consegue paciência nas dores? Nas físicas talvez consigamos, mas e nas dores morais? Aquele amor perdido, numa ofensas, ou uma injustiças? Parece intolerável, mas tudo seria fácil se "Amássemos a Deus sobre todas as coisas"! Quem se habilita?
Que o Senhor, Criador de todos os Mundos esteja conosco em 2014 e SEMPRE. 

Galo Velho

Camaquã, Rio Grande do Sul, Brazil
Fundado em 05/07/1980, assim foi escrito em sua 1ª página do 1º Livro: “O que importa neste GALPÃO é que cada um saiba ser irmão do outro. Aqui terminou o patrão e o empregado; o pobre e o rico, o branco e o preto; o burro e o inteligente; o culto e o ignorante. Aqui é a INVERNADA DA AMIZADE e tem calor humano como tem calor de fogo. Nosso Galpão nem porta têm, está sempre aberto para quem buscar um abrigo. Neste Galpão os corpos cansados da lida diária encontrarão sempre um banco para descansar, e um mate amargo para a sede matar. Aqui o frio do Minuano não encontra morada, temos toda a Sant’Anna irmanada. A cada nascer de uma madrugada há de encontrar alguém aquentando fogo, buscando nas cinzas do passado, o Galo Velho que será, quando partir para a Invernada do Esquecimento. Ninguém será esquecido, se passar nesta vida vivendo como o nosso “Galo Velho” viveu, a todos querendo, sem nunca ter o mal no coração.”