quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Boletim 377


ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
O momento da mensagem!
Fico pensando naqueles escritores ou cronistas, que diariamente têm a obrigação de escrever uma crônica. Naturalmente ao escrever devo me doar, ofertando algo de bom, de otimismo, de verdade, mas nem todos os dias serei um homem sereno, pois sofro as influências do dia-a-dia. Assim é que passei duas semanas sem me comunicar no boletim do Galo Velho. Tenho meditado muito no que se passa em meu interior, que é o que interessa para o meu bom viver, já que aquilo que está aí fora não deve interferir na minha felicidade, mas interfere... Nestas horas o melhor é silenciar, e assim vou te respeitando, sem transmitir meus aborrecimentos.
Deixo um pequena mensagem do Luiz Antônio Pharol.











sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Boletim 376

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Ou se planta ou se cria!
Velha frase de meu avô, Ney Xavier Azambuja, pronunciada aos seus filhos que queriam plantar arroz na Fazenda da Invernada. Dizia mais, "vocês querem plantar, pois plantem tudo, eu vendo todo o gado, já que irão estragar meus aramados, porteiras, estradas, além da trazerem para cá um monte de gente estranha". Sei, os tempos mudaram, temos que fazer a integração lavoura-pecuária, mas que não é fácil não é. O velho caudilho ainda sentenciava: "Pecuária se não dá dinheiro não tira, e a lavoura tanto dá como tira". Difícil de ser contestada! Também sei, tu estás pensando, "só porque quebrastes três vezes plantando arroz vens com estas velharias", mas peço apenas para meditarem. Num país sem sustentação de preço ao produtor, como fazer contas? Vejam a situação do leite, do arroz, milho, feijão e até do moranguinho!
Perdoem o choro, mas o arroz hoje está valendo R$ 34,00, enquanto no ano passado valia R$ 50,00. Como não perder o sono?

sábado, 30 de setembro de 2017

Boletim 375.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
William Shakespeare.
Recebi o texto do maior de todos os escritores de todos os tempos, do meu filho Dr. Magrinho. Não lamente sua extensão, pois se queres aprender alguma coisa da vida, leia. Se conheces o texto, mesmo assim aprenderás mais alguma coisa.

O Menestrel - William Shakespeare

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…
E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. (O grifo é meu)
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…
Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…
Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Boletim 374

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Ter ou não ter.
Eu tenho muito. Isto não é bom, como também não é bom ter pouco. Quem tem muito tem mais chances de perder, pois quem nada tem, nada perde. Vejam só: Tenho uma fé inabalável em meu Deus. Tenho uma bela e saudável família. Tenho uma sociedade camaquense que me acolhe e me ama, onde tenho meus melhores amigos. Estás aguardando que eu escreva que tenha dinheiro? Isto pouco estará importando, depois de escrever tudo que tenho. Mas o mais importante que tenho, e o principal, é minha plena felicidade, que consiste em me conformar e agradecer a Deus por tudo que me deu, e me resignar com tudo que me tirou.
Amém!

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Boletim 373.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
O Computador.
Máquina maravilhosa, pena que de quando em quando não funciona. Então chama o técnico, que demora e demora. Ele está sobrecarregado, e a gente fica na espera. Esperar é difícil...

Sonhos desfeitos.
Tentei contar nos dedos meus sonhos desfeitos. Faltou dedo. Se tu consegues contar teus sonhos desfeitos é porque és muito jovem, ou porque não és sonhador, o que é ruim. Em todos meus sonhos eu estava bem acordado, e se dormi foi na mira de acertá-los. Sonhos de criança somados aos sonhos de adulto é uma grande cifra. Quando se fica velho a gente pára de sonhar, e então ficamos rabugentos. Sonhar faz bem para quem sonha, mesmo que depois soframos com o sonho desfeito. Por tal dou o conselho de continuarmos a sonhar, por mais velho que sejamos. Sonho faz bem, já que cada velho deve ter a segurança de um amanhã.

No outro dia sem conseguir colar, escrevo o que li de Luiz Antônio Pharol =
"Lembre-se: O maior pobre de todos os homens é aquele que não tem um sonho".

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Boletim 372.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Inteligência emocional.
Este negócio de "na natureza nada se perde, tudo se transforma", me faz matutar que meu pensamente é assim. Não crio nada, e tudo em mim se transforma. Leio muitas coisas, e algumas fazem parte do meu dia-a-dia, sendo o Professor Pharol uma delas. Ele me transforma. Muda o meu pensamento, ou melhora as coisas que cinzelo nesta labuta diária. Assim a última do Professor Pharol está colada aí abaixo para apreciação de vocês.


domingo, 27 de agosto de 2017

Boletim 371.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Não aguento mais...
Sei que muitos irão concordar comigo - não aguento mais ouvir  ou assistir noticiosos! É sempre a mesma coisa, nada muda - roubo e mais roubo. Politicagens e falcatruas (para mudar o disco e não escrever propinas). Meu Deus! Os políticos brasileiros enlouqueceram! Não existe mais direita nem esquerda, o que existe é dinheiro, o resto não interessa. Todos nós sabemos que eles estão preparando novas roubalheiras, e tudo começa por acabarem com a Lava Jato! A roubalheira é tanta que já estão ensinando até os orientais a roubarem, eles que são, ou foram, os caras mais honestos do Mundo.
Volto a dizer o que já escrevi lá atrás - NÃO VAMOS REELEGER NENHUM POLÍTICO. Vamos eleger gente nova que ainda não aprendeu a roubar.

sábado, 26 de agosto de 2017

Boletim 370.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Estou perdendo...
Muito cedo perdi minha Mamãe. Depois foram os tios, primos, Papai, Mana e uma infinidade de amigos. Claro, isto acontece com todos os velhos, mas a gente fica matutando com a alma triste. Mais tarde a gente passa a perder os dentes, os cabelos, a audição, a visão, uma verdadeira degradação. Infelizmente não há nada o que fazer para corrigir estas coisas, e ainda damos risadas por estarmos vivos, pois quem não perdeu é porque foi embora mais cedo. Já escrevi em algum lugar que só crescemos perdendo. Enquanto estivermos ganhando estaremos alimentando o ego. 
Vou encerrar esta ladainha triste, pedindo a Deus que não me faça perder a paciência, pois todo o impaciente é intolerante, o que é muito triste, e eu quero morrer alegre.


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Boletim 369.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Atempado.
Por vezes ficamos "atempados", principalmente os velhos, que ficam perdidos com a tecnologia dos tempos modernos. Pior é quando ficamos até mesmo sem tempo para escrever. Velho que escreve desenvolve a memória, e dificilmente a doença daquele alemão nos pega. Peguem esta dica, e escrevam cartas para os parentes e amigos. Ora só, escrever cartas, coisa que não existe mais nos tempos modernos, mas garanto e assino que faz bem. Certo, mais para quem escreve do que para quem recebe, muitas vezes sem tempo para ler cartas.
Permitam que diga sobre o termo "atempado". Ele é muito velho, tanto como o tempo de se escrever cartas. Lembro que diziam assim: "Deixem, ela esta atempada". Queriam dizer - ela está no tempo, que julgo muito mais suave do que dizer - ela está com as "regras" ou pior ainda "menstruada". 

domingo, 13 de agosto de 2017

Boltim 368.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
De volta pras casas.
Tu só darás valor à tua cama, quando dormires cinco noites em uma cadeira de hospital. Não é só aquela posição incômoda, muito mais é a expectativa de espera. Será sempre um momento de vacilação em tuas convicções. As incertezas dos resultados dos exames, as caminhadas pelos corredores infindos, contando lajotas limpas, buscando alegrias perdidas no peito. Já passei muitas horas nestas caminhadas, e fico me perguntando se enfraqueço, sofro ou entendo um pouco do sentido da vida. 
Depois de tanto, a "alta" tão esperada. O caminho de casa, que nos acolhe com seu perfume de vida, e um colorido ainda desconhecido. Retornar ao lar depois de um passeio turístico é muito pouco, perto do retorno após uma hospitalização. Resta agradecer a Deus numa oração silente.

domingo, 6 de agosto de 2017

Boletim 367

ABRINDO A PORTEIRA.
A violência.
Começo com uma oração de reconhecimento ao meu primo Ruy Rodrigo Brasileiro Azambuja, pelas palestras que pronunciava contra nossa TV. Costumava detalhar as violências que ali produziam, em horários onde crianças assistiam cenas de verdadeiro pavor. Nada melhorou, tudo está muito pior! E eu que costumo afirmar que estamos evoluindo! Não assisto novelas, mas clico no final delas esperando pelos noticiosos. Deus nos livre, ali só tem gente má, não se assiste uma cena de bondade. Minha alegria é que elas estão perdendo audiência, basta comprovar a quantidade de propaganda que fazem das mesmas. 
Novela é violência.
Noticioso é violência.
Política é violência.
Só resta mesmo assistir Mundo Animal, Pescarias, Esportes.
Não vejo luz nenhuma no fim deste túnel...


domingo, 30 de julho de 2017

Boletim 366.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
As reclamações.
Reclamar é o que existe de mais fácil na vida. Quero ver é aguentar calado, enquanto o outro argumenta exaltado, um ponto de vista com qual eu não concorde. Abrir a boca para chamar a atenção dos outros, em reclamações infindas e infundadas é diminuir a si próprio, fazendo mal aos circunvizinhos. Reclamar nas redes sociais do time que anda jogando mal. Fazer discursos nas esquinas reclamando do governo, que realmente só dá vexame. Até mesmo já assisti reclamarem dos familiares e amigos próximos. Quanto mais reclamar, mais me exasperarei contra o fato, e mais e mais ele me fará mal. O outro nem estará aí! 
Agora, aguentar calado é crescer no íntimo da gente. Se faz necessário a tolerância, que como toda a virtude é de difícil exercício. Não ando conseguindo, mas estou me esforçando, e creio que que no último suspiro estarei pronto. 

terça-feira, 25 de julho de 2017

Boletim 365.

ABRINDO A PORTEIRA.
A VARIG.
Já tratei do assunto, quando contei a história do "Atlântico", primeiro hidroavião da Varig, ligando Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande, voando sobre a Lagoa dos Patos. Otto Meyer foi o fundador da Varig, e junto com o primeiro funcionário dela, Rubem Berta, remavam o barco que levava os passageiros para o embarque lá na Ilha Grande dos Marinheiros. O primeiro voo foi em 3 de fevereiro de 1927, marcando o primeiro voo comercial no Brasil. Além dos dois pilotos tripulava um piloto-mecânico, que fazia reparos nos motores Roll Royce em pleno voo. O tempo de voo entre Porto Alegre e Pelotas era em torno de duas horas. 
Certamente evoluímos muito.

GALPÃO
TEIMOSIA DE AZAMBUJA – II

                 A fazenda mãe da família Azambuja foi a Invernada, localizada às margens do Banhado do Colégio. Local de difícil acesso, por seus campos alagados inverno e verão. Ali nasceu a geração de meus avós, pai e tios. 
                    Um terrível Sol de verão fazia calar os pássaros, e tremer o horizonte sem fim da grande vázea. Na frente da estância, na sombra de um cinamomo, o chimarrão corria de mão em mão, na busca de aplacar a sede daquele velho Coronel Ney, e seus filhos, entre eles meu tio Neyzinho. O açude ali perto refletia o brilho forte do Sol, emoldurado pelos galhos caídos dos salsos chorões da pequena ilha. Contemplando o calmo das águas, o Cel. Ney disse:
                - Olhem que grande jacaré boia ali no açude.
                - Aquilo não é jacaré, é toco Papai. Retrucou tio Neyzinho.
              Não é necessário dizer que se armava um circo. É toco. É jacaré. Não é jacaré. É toco. Entrou mais parente na teima e ferveu o angu. A coisa esquentava e já era um griteiro. No meio do rebuliço tio Neyzinho, desrespeitando o próprio calor, saiu de mansinho na direção do galpão retornando encilhado no seu tordilho cabos negros, já com o laço armado. Foi um tiro certeiro na “coisa”. Ninguém se animava a chegar pra beira do açude, pelo desconforto do dia. Veio então de arrasto para a beira do aramado, onde se incorporaram as noras, netos e empregados do severo caudilho, um grande e lustroso toco, para a contemplação dos teimosos. Tio Neyzinho berrou:
                - Então Papai não disse que era toco!
                Pondo fim ao desconforto de tudo, o velho caudilho sacou do seu grande 44 descarregando-o, sobre o “pobre e indefeso” toco, aos gritos: 
                        - Tira este bicho daqui!.
(Não esqueçam que aí tem o "dedo" do meu tio Fay).


HISTÓRIA QUE VOU CONTAR.
A autoridade.
Vou contar uma experiência de vida. Fui criado junto de fortes autoridades - Meu Pai e meu Avô Ney. Senti a dor dos relhaços, chicotadas, "cintaços", só não recebi "tamancaços". Naquele tempo tudo era na força do braço, e hoje o braço não necessita mais de força, pois a máquina chegou. Já meus filhos só apanharam bolos nas mãos, quando mentiam, as quais deveriam ser ofertadas, e ainda ouviam a frase "vai doer mais em mim do que em vocês". Hoje os filhos não apanham mais, e isto não quer dizer que não exista mais autoridade. A autoridade desenvolve respeito no outro, e por tal aprendi respeitar os meus ancestrais. Hoje os filhos apreendem o respeito pela conduta ética e moral de seus pais, que é transmitida em diálogos amorosos, na correção do comportamento de seus filhos. 
Certamente estamos evoluindo.
(Distramelei... - o dicionário não aceita esta palavra, mas quer dizer: abri a tramela, 'tranca da porta', e abri o bico...)
 
                                                     

domingo, 23 de julho de 2017

Boletim 364.

AZAMBUJA TEIMOSO - I

 Esclareço que estas histórias das teimosias de Azambuja, tem um cunho especial do meu saudoso tio, José Olavo Fay, casado com uma Azambuja teimosa, Marieta, irmã de meu Pai. Tio Fay era um homem muito perspicaz, e enfeitou as teimosias dos Azambuja. Creio que já foram publicadas, mas na dúvida vai novamente.
  
        O silêncio só era quebrado pelas passadas firmes do venerando Coronel Ney Xavier Azambuja, casado com Faustina Pereira da Silva, uma das donas da grande Fazenda da Quinta. Ele passeava pela sala da fazenda, com as mãos atrás do corpo, caminhando cabisbaixo e concentrado no serviço do dia seguinte, enquanto Mário, o mais velho de seus filhos, lia uma revista sentado na cadeira de espaldar alto, absorto na sua leitura.
        A casa grande tinha sua frente para o poente, descortinando a imensa várzea com seus banhados, e uma natureza viva que brilhava naquele fim de dia, com o céu encoberto num prenúncio de chuva. Então o Cel. Ney interrompendo seus passos, chegando junto da janela disse:
          - Mário, reparaste como o Sol está se pondo mais cedo?
        O filho olhou para o relógio de pêndulo da parede, e conferindo as horas, respondeu:
        - Não Papai, o Sol ainda não entrou. Deve estar oculto por alguma nuvem.
        Formou-se a discussão, com o velho caudilho teimando que o Sol havia entrado e, terminando por prevalecer sua vontade , se retraindo o filho, pela maneira incisiva com que o Pai se portava.
         Os passos do venerando fazendeiro continuaram pela sala, agora ainda mais pesados pela importância de sua autoridade. Foi quando algum tempo depois o último raio de Sol entrou na sala fazendo com que Mário dissesse:
        - Então Papai, não disse que Sol ainda não tinha entrado?
        Abruptamente, e mais forte ainda, o soberbo caudilho respondeu sem se dar por perdido.
        - Então é porque ele saiu de novo, pois àquela hora ele havia entrado.
                                       


sábado, 22 de julho de 2017

Boletim 353.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.

MEUS TROFÉUS ROTÁRIOS

         Outro dia contemplava meus troféus rotários, recém polidos, que luziam amarelados ao brilho da pouca luz. Buscava descobrir não sei o que além deles. Minha neta, que acompanhava inteligentemente meu olhar, fez uma referência à riqueza daquele ouro todo. Entendi que era uma tentativa de agradar o avô, que havia consertado sua boneca. Não consegui resposta e permaneci na muda contemplação. Quantos eram? Quantos anos de Rotary? Lembrei então das minhas vaidosas caminhadas até chegar ao “podium”, na escuta atenta das palmas fortes, cansadas palmas e, as não palmas. O abraço apertado do presidente, meu retorno à cadeira, sua exposição à minha frente, e depois a prateleira fria.
         A neta não se conteve com meu silêncio. Queria entender, e na tentativa de uma explicação, pergunta: “Vô, quanto eles valem?”   Pensei um pouco sobre a inútil resposta – “eles não tem valor meu anjo. São simples troféus, e troféus são lembranças”. Por saber que ela não entenderia, termino por afirmar: “Sim meu anjo, são tesouros de imensos valores”. Parecendo satisfeita, seu semblante se ilumina num largo sorriso. Meus cinqüenta anos após a minha neta me faz saber, que os meus valores são diferentes dos dela. Nossa contemplação pode ser a mesma, mas os pesos de nossas medidas são diferentes. Ela ainda não possui vaidades e, se as tem, felizmente não aprendeu a contemplá-las. Rogo a Deus que quando as tiver, saiba avaliá-las apenas com os olhos da sabedoria.
         “Contemplarei sempre meus troféus rotários. e tentarei descobrir neles além das minhas vaidades, as mudas palmas dos Companheiros que partiram, mas aplaudem forte quando acerto.”

         Finalmente descubro um olhar de orgulho em minha neta. Sou um homem imensamente rico diante de seus olhos, pois tenho muito ouro. Meu Deus Criador permita que eu continue pela vida juntando deste ouro. Serei muito mais rico ainda diante dos olhos da minha neta, quando ela descobrir o verdadeiro valor desta riqueza. Amar-me-á muito mais, ao saber que ninguém poderá comprá-lo, e que seu valor é resultado de um comportamento ético. 

(O escrito de 1990 estava perdido em uma folha de papel).

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Boletim 352.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Ser ou não ser?
          Claro, esta já é uma interrogação caduca. Sei, mas ela costuma me assaltar de inopino. Chega num arrepio de frio, numa lufada forte, num susto. 
         Já não me interrogo se sou. Gostaria de ter sido. Se fui, como fui? Quais meus acertos, e meus erros? Os reflexos não serão no meu ser, mas naqueles que criei, na esposa que amo, nos amigos que me cercam, na sociedade que me acolhe.
         Parece que meus objetivos não foram o principal. Não foi a chegada, mas o percurso. Não foi a conclusão, mas os meios que empreguei na empreitada. Eles permanecerão na minha consciência, após as borrascas, e os meus arrepios de frio. Creio que me preocupei por demais com a matéria, esquecendo do intelecto, e principalmente do espírito.
         Nunca encontrei a resposta para a caduca interrogação, pois estive procurando a perfeição, e ela não existe no humano. Ela é o Ser Criador, na sua verdade, no seu Juízo Final. 

terça-feira, 18 de julho de 2017

Boletim 351.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Quando não dá!
Não deu, e tu acabas de perder a parada! O que fazer? Primeiro e o mais importante é parar para pensar, buscando a tranquilidade de um silêncio, principalmente o silêncio interior. Repassar tudo que aconteceu, verificando onde erraste. Sim, houve algum erro teu, nem todo o erro deve ser repassado ao outro. Talvez seja necessário repassar mais de uma vez, sem descuidar, um momento sequer de usar tua consciência limpa e pura. Difícil, muito difícil, mas de suma importância para uma avaliação segura. Quantas vezes tu e eu erramos? Dizem que até mesmo Jesus Cristo errou, quando usou do chicote para expulsar os vendilhões do Templo.
Daí o mais fácil. É recomeçar tudo novamente, pois a esperança é a última que morre.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Boletim 350.


ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
O poder da oração.
A física quântica prova que somos pura energia, e que não somos matéria. Nossos pensamentos, emoções e sentimentos são fontes de energia. Todos já leram a frase "somos aquilo que pensamos". Basta pensar em violência que estaremos provocando emoções de maldade. Se pensarmos em bondade e respeito ao próximo atrairemos o AMOR. Da mesma forma se nossas orações tiverem bons propósitos, pureza de sentimentos, boa concentração, amor a Deus, alcançaremos nossos objetivos. 
Creio que já tenha publicado a música abaixo, mas nada custa ouvir novamente. The "Prayer" (oração), com Andrea Bocelli e Heather Headley. Basta clicar:

domingo, 16 de julho de 2017

Boletim 349.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Ética e moral.
Gosto de escrever leve, e este tema aí é dos pesados. Tenham paciência comigo, mas vou divagar. 
Tudo tem a ver com o outro, pois se andasse sozinho pelo mundo, ninguém iria se preocupar comigo. Então, em um simples resumo, a coisa deveria ser encarada de tal maneira, que devo procurar aquilo que me faça bem, mas sem prejudicar o meu semelhante. Daí uma conclusão óbvia - não sou o mais importante, o mais importante é o meu semelhante.
Para concluir o tema pesado, escrevo a frase que encontrei no facebook da Carine Azambuja:

"Você é o que espalha, e não o que junta".

Um bom domingo, desejando o bem aos nossos semelhantes.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Boletim 348.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Espiritualidade e família.
Naturalmente que vivenciamos aquilo que lemos e criamos em nossas consciências. Assim procurei pela vida à fora selecionar minhas leituras, como seleciono meus amigos. Ultimamente ando ligado no Pharol, que assina Luiz Antônio Pharol. Copio abaixo sua última publicação:

Casais que se espiritualizam juntos, permanecem juntos. Evoluir espiritualmente juntos impede conflitos. E quando investimos em espiritualidade atraímos para perto de nós aqueles que dão valor à um outro sentido do que é a vida. Este sentido é o amor.
A lembrança de que muitas vezes devemos abrir mão do egoísmo é colocar o sentimento da companheira(o) acima dos nossos. Nos encorajamos à vencer nossas tendências negativas, recebendo exemplos da positividade do sentimento afetivo.
É interessante, mas o primeiro lugar para onde as pessoas correm quando estão em desespero e sofrendo é a Igreja. Bem no fundo, todos sabem que o amor está onde a religiosidade está. Coloque espiritualidade na sua vida família, e ela ajudará a manter seu casamento vivo, e bem.

Acabo de pintar o cabelo de minha companheira Jane, e me dei conta que isto também é espiritualidade, comungando nossas dificuldades. Que Deus nos abençoe.

domingo, 9 de julho de 2017

Boletim 347.

ABRINDO A PORTEIRA.
O trânsito.
Fui professor de motorista dos meus dois filhos e dos quatro netos, além de outros amigos deles. Antes de segurarem a direção, a primeira lição era: "Dirigir BEM um automóvel foi o mais difícil que encontrei em minha vida. Se fosse fácil não morreria tanta gente ao dirigir". Essa lição foi dadas há mais de dez anos, pois meus netos hoje estão todos com carteira de motorista, e felizmente dirigem bem. Naquele tempo o trânsito era lento, e os carros mais lentos ainda. Ainda dirijo e creio que aos 84 tenha bons reflexos, mas o trânsito está insuportável. Porto Alegre é um caos. Haja paciência, educação, tolerância e habilidade. Nem quero falar nos riscos de batidas e roubos.
Gostaria de deixar um simples conselho: "Não procurem amigos nos outros carros, ou mesmo erros de outro motorista, até mesmo dos pedestres. Tenham concentração, cuidando apenas de vocês mesmos." Sei, não é fácil, mas dá para aprender a simples lição.

sábado, 8 de julho de 2017

Boletim 346.

ABRINDO E FECHADO A PORTEIRA.
O intrometimento.
Vamos olhar para dentro de nós mesmos. Deixemos de comentar atitudes de pessoas conhecidas, que sabemos serem intrometidas. Especificamente estou olhando só para o meu Eu. Quantas vezes deixei de ficar calado, e me intrometi num assunto que não tinha nada comigo? Quantas vezes ousei dar um conselho para alguém, que nem mesmo era meu amigo, e notei que meu conselho pegou o vento? Quantas vezes num momento de dificuldade externei meu aborrecimento, fazendo mal para o amigo que estava por perto? E aquele gesto agressivo e desnecessário numa complicação do trânsito? Alguém poderá dizer, mas eu tinha que pôr para fora! Esse botar para fora só irá machucar a minha pessoa, a outra pessoa está se "lixando". Aliás, é muito difícil ficarmos alheios aos acontecimentos deste mundo "entupido" e estúpido dos dias de hoje. Falta educação, compostura, calma, discernimento, juízo apurado dos fatos, mas principalmente segurança e tranquilidade  no nosso interior. Vamos nos conhecer melhor. Já é hora de saber quem somos. 

sábado, 1 de julho de 2017

Boletim 345.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Querência dos Poetas Livres.
É uma sociedade diferente de todas as demais. Basta que se diga que nela não se fala em dinheiro, nem possuímos tesoureiro. A única obrigação é com a verdade e a honra gaúcha. Mesmo sabendo que não somos obrigados, devemos usar nossas pilchas, símbolo do gauchismo. Mas o símbolo maior são nossas Prendas, também chamadas de Parceiras, único símbolo acima do Rio Grande do Sul. A poesia é o elo forte de nossa corrente campeira, pois tanto é poeta o que compõe, como aquele que a aparecia em silêncio e respeito. Serão 4 reuniões anuais, onde três Parceiros, em rodízio, promovem a refeição campeira e simples, quando será servido apenas o chimarrão, mas quem desejar que leve sua bebida. O ponto alto da reunião é a Tertúlia Galponeira, aberta pelo Patrão após o almoço ou janta, iniciando pela esquerda, reinando absoluto silêncio. A pessoa se levanta, se identifica, canta, toca, declama, ou simplesmente agradece o convite campeiro.
Prestamos uma homenagem àqueles que partiram para a Invernada do Esquecimento: Vilmo Medeiros, João Alaor Pereira, Amilton Pires, Aristides "Cicico" Machado, Dagoberto Machado e Nelson Bartz. Além das Parceiras: Santa Machado (Júlio Machado) e Marisa Freitas (Elmo de Freitas).

Uma cena galponeira -




terça-feira, 27 de junho de 2017

Boletim 344.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Nossa missão.
Certamente ela não será promover apenas a nossa felicidade. Ela só será cumprida quando promovermos a felicidade dos outros. Nascemos e somos sociais, portanto, nossa existência não terá sentido sem os outros. De que me valeria andar sozinho pelo mundo, buscando pelo nada? De que me valeria viver, sem ter uma missão?  Desde muito tempo venho me interrogando qual o sentido de minha vida. Apenas posso informar que tudo, mas tudo mesmo, se trata da minha consciência. Não basta saber de minhas qualidades, o principal é saber dos meus defeitos. Não basta eu ser afável, se não souber manter as amizades. Não basta eu ter família, se esta família não me amar. 
Quem sabe o sentido da vida é amar, para que os outros possam me amar? Conduzindo-me àquele que se ofertou por nos amar.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Boletim 343.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Quando estou triste.
Recebi de meu filho Dr. Magrinho, meu amigo, aquele que nasceu Luiz Fernando Azambuja Júnior, uma música que tocou meu coração. Talvez eu estivesse triste, como triste tenho um amigo que perdeu um filho. Por vezes devemos chorar, pois nossas lágrimas lavam e levam nossas tristezas. O cantor se chama Martin Hurkens, e a música é intitulada - "You raise me up". 

Quando estou triste, e, oh, minha alma, tão cansada
Quando os problemas fazem o coração pesar
Então, eu paro no meio do silêncio
Até você vir e sentar-se por um instante comigo
Não há vida - não há vida sem este desejo
Cada batida do meu coração tão imperfeito
Quando você chega e eu me espanto
Às vezes, eu acho ter vislumbrado a eternidade
Você me levanta, para alcançar montanhas
Você me eleva, para andar sobre o mar
Eu sou forte, quando estou sobre seus ombros
Você me levanta mais do que eu possa alcançar.


Cliquem:

sábado, 17 de junho de 2017

Boletim 342.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Paciência infinita.
Certamente que ela não existe, mas fico pensando, ou matutando. Quanto mais velho a gente vai ficando, mais paciencioso vamos ficando. Reparem como as crianças não sabem nada de paciência. Digo sempre assim: vou apendendo a deixar acontecer, pois afinal não irei corrigir mais nada, e toda a correção custa um preço alto. Reparem nos professores como sofrem. Na verdade cumprimos com nossos deveres, e não temos mais tempo de nos corrigir. Se errados levaremos nossos erros ao julgamento do Senhor, que nos dará a verdadeira lição da vida. Matutem.
Hoje é aniversário da minha Jane, esposa querida de 60 anos de matrimônio abençoado. Que mais te pedir meu Deus? Apenas agradecer tuas bênçãos.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Boletim 341.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Meu Deus!
Certamente a frase mais pronunciada nos dias de hoje. Devemos sair o mais rápido possível deste pânico. Não temos mais direção, e nossos trabalhos não nos sustentam mais. O Brasil está parado, e não digam que estou falando em política, pois em mim não habita o ódio ou a paixão. Tenho sido um verdadeiro equilibrista neste cordão da vida. Talvez por tal tenha chegado até aqui, com fé e esperança, as duas virtudes que conduzem o indivíduo à tranquilidade final da vida humana. Deixemos nosso Deus em paz, e vamos buscar novos caminhos. Já disse: Fomos roubados? Não adianta buscar o dinheiro que evaporou. Vamos buscar outro dinheiro e colocar as coisas nos seus devidos lugares. Tenhamos apenas confiança em Deus, e esperanças em dias melhores. Chamemos Deus apenas na oração de nos livrar do pânico.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Boletim 340.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Armado Jabor.
Impossível deixar de comentar o artigo deste paulista, que publico abaixo. Impossível deixar de se orgulhar em ser gaúcho.

ARNALDO JABOR ,SOBRE OS GAÚCHOS:
"Pois é. O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia
distribuindo ressentimentos passivos.
Olham o escândalo na televisão e exclamam 'que horror'.
Sabem do roubo do político e falam 'que vergonha'.
Veem a fila de aposentados ao sol e comentam 'que absurdo'.
Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram 'que medo'. E pronto!
Pois acho que precisamos de uma transição 'neste país'.
Do ressentimento passivo à participação ativa'.
Pois recentemente estive em Porto Alegre, onde pude apreciar atitudes com as quais não estou acostumado, paulista/paulistano que sou.
Um regionalismo que simplesmente não existe na São Paulo que, sendo de todos, não é de ninguém. No Rio Grande do Sul, palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa.Abriram com o Hino Nacional. Todos em pé, cantando.
Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul.
Fiquei curioso. Como seria o hino? Começa a tocar e, para minha surpresa, todo mundo cantando a letra! 'Como a aurora precursora / do farol da divindade, / foi o vinte de setembro / o precursor da liberdade '.
Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão. Com garrafa de água quente e tudo. E oferece aos que estão em volta. Durante o evento, a cuia passa de mão em mão, até para mim eles oferecem.
E eu fico pasmo. Todos colocando a boca na bomba, mesmo pessoas que não se conhecem. Aquilo cria um espírito de comunidade ao qual eu, paulista, não estou acostumado.
Desde que saí de Bauru, nos anos setenta, não sei mais o que é 'comunidade'.
Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São Paulo. Aliás, você sabia que São Paulo tem hino? Pois é... Foi então que me deu um estalo. Sabe como é que os 'ressentimentos passivos' se transformarão em participação ativa?
De onde virá o grito de 'basta' contra os escândalos, a corrupção e o deboche que tomaram conta do Brasil? De São Paulo é que não será.
Esse grito exige consciência coletiva, algo que há muito não existe em São Paulo. Os paulistas perderam a capacidade de mobilização. Não têm mais interesse por sair às ruas contra a corrupção.São Paulo é um grande campo de refugiados, sem personalidade, sem cultura própria, sem 'liga'.Cada um por si e o todo que se dane. E isso é até compreensível numa cidade com 12 milhões de habitantes.
Penso que o grito - se vier - só poderá partir das comunidades que ainda têm essa 'liga'. mesma que eu vi em Porto Alegre.
Algo me diz que mais uma vez os gaúchos é que levantarão a bandeira. Que buscarão em suas raízes a indignação que não se encontra mais em São Paulo.
Que venham, pois. Com orgulho me juntarei a eles. De minha parte, eu acrescentaria, ainda: '...Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra...

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Boletim 339.

ABRINDO A PORTEIRA.
O GALPÃO
         Foi publicado lá atrás, e parece não custar nada repassar, pois se trata de versos do grande Balbino Marques da Rocha, intitulado “Galpão do Rio Grande”, que transcrevo. “Meu santuário de fumaça, onde as vezes desencilho... Faço um altar de lombilho, do fogo à reminiscência, e cultuo a dor da ausência no oratório do passado. Galpão onde eu fui fedelho, tirando raspa de tacho, corpeando tala de relho... Templo de fogo vermelho, onde os avós se reuniram e donde a cavalo partiram pra um cruzada de macho.” oje HoHo        Certo que isto é uma ode ao gauchismo, para se guardar no fundo do coração. A poesia é muito longa, muito linda, pena que o espaço é pequeno. 

GALPÃO
 A morte da eguada.
Esta história me foi contada pelo Cristino, o nosso Galo Velho.
"Menino, fica difícil de entender meu tempo, pois está muito longe de hoje. A cavalhada dominava os campos, e eram valorizadas por sua grande utilização nas guerras e várias revoluções gaúchas. A última guerra à cavalo foi em 1932, e daí em frente a motorização substituiu a cavalhada. Imagina agora, que na Fazenda da Quinta eram 500 éguas, fora os potros, potras e cavalos. Os bovinos passaram a ter valor, e tinham de tomar o lugar dos cavalares. Então o patrão Mário Azambuja, que administrava a fazenda, chamava o Zé Grande para montar a cavalo ao lado dele, levando o mosquetão, com a ordem de "limpar campo". Égua velha, animal doente, quebrado, imprestável, aporreados, recebia a ordem do patrão - "bala nele". A corvalhada, mais faceira que ganso em taipa de açude, se banqueteava”.

Sei que é difícil de acreditar, mas lembro do causo ser contado pelo Galo Velho e confirmado por meu Papai. 

HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM 

                       No início do Século XX começaram a desenvolver o tráfego aéreo no Rio Grande. Primeiro porque não tínhamos estradas, e as distâncias a serem percorridas eram grandes. Como não havia aeroportos como temos hoje, passaram a usar hidroaviões, que desciam e decolavam nas águas da Lagoa dos Patos, próximo das grandes cidades. Assim a Varig inaugurou uma linha aérea ligando Porto Alegre à Pelotas e Rio Grande. Também é necessário esclarecer que entre estas cidades não havia linha férrea. O primeiro hidroavião tinha desenhado em sua fuselagem o prefixo BAAA. Contam até mesmo, que dois gaúchos estavam pescando serenamente na beira da lagoa, quando passou baixo aquele bruto “pássaro voador”, tendo um deles gritado: Baaa! Daí surgindo o nosso dito tão diário do gaúcho – Baaa!

            Mas a história é outra. Certo dia um desses hidroaviões navegadores, voava de Pelotas para Porto Alegre, quando teve uma pane num dos motores, descendo na Lagoa do Guaraxaim. Os pilotos, que eram alemães puros, amarraram o dito numa figueira, e saíram campo a fora. Deram numa casinha, e mesmo falando mal a língua, conseguiram saber que perto havia uma grande casa de fazenda. Era a Fazenda da Quinta, propriedade de meus avós, Centeno Pereira da Silva. Ali chegando foram bem recebidos e alojados no “quarto de fora”, onde era costume se hospedar estranhos. Eles perguntaram ao empregado que fora convidá-los para jantar, onde seria servido o mesmo, e informados que seria na casa principal, ali bateram na porta, e para surpresa da família estavam trajando smoking, ou seja, uma roupa de gala. Dá para se imaginar o susto daquelas pessoas, que mesmo ricos, eram dotados de grande simplicidade. 
            A história ainda não termina aí. Dois dias depois meu avô providenciou uma carroça, e gente para levar os pilotos até o avião, já tendo despachado um “próprio” até a vila do Duro para avisar por telegrama a Varig. Susto tiveram os dois pilotos, que chegando onde haviam deixado o avião, não o encontraram. Aconteceu que a Varig já o havia rebocado, após darem falta do mesmo. 

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Boletim 338.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A paciência.
Paciência é uma virtude tão difícil, que chega a existir duas paciências, a da virtude e a do jogo, no qual sou viciado. Minha saudosa Dinha, irmã do meu coração, dizia que jogava paciência para treinar sua honestidade, pois nada existe de pior do que roubar a si próprio. Então ultimamente tenho é treinado a minha paciência virtude, aturando pedreiros nos apartamentos aqui do edifício, e agora aqui dentro do meu próprio, aguentando o barulho. Depois vem aquelas impaciências  do dia a dia, que é bom tê-las, pois triste é não termos o que fazer. Passei a matutar. Quando se administra bem a paciência virtude, ela nos faz crescer, e quando a gente se "espavoneia" maltratando a coitada ela nos transforma num mico, aumentando cada vez mais a perturbação interior. Sabem, tudo está em aguentar calado. É difícil, mas tentem.    

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Boletim 337.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
As nossas queixas.
Outro dia apreciando uma amiga se queixar da vida, dei um conselho a ela, que cabe a cada um de nós - "Pára de te queixar. Cada vez fica mais difícil. Uma queixa atrai outras duas ou três". Depois vamos considerar: se queixas resolvessem os problemas... Assim creio que devemos parar de nos queixar do nosso querido Brasil, e cuidarmos de nossas famílias e nossos serviços. Vamos apenas cuidar em quem votar na próxima eleição. Eu por mim não gostaria de ver político algum ser reeleito. Por falar neste assunto político, outro dia descobri porque alguém ainda lê meus boletins - Não falo nunca em política. Este assunto esta desgastado, enjoado, engasgado, estragado, hilariado, cansado...
Certa feita fui roubado. Trabalhei bastante e repus tudo no lugar. Assim teremos que fazer. Nossas queixas não resolverão os problemas.
Que Deus nos ajude com saúde física e principalmente espiritual!

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Boletim 336.

ABRINDO A PORTEIRA.
As crianças de hoje.
Gostaria de escrever sobre as crianças de amanhã, mas não me atrevo, pois o que mais me impressiona são as crianças de hoje. Não sou expert no assunto, pois os netos estão adultos, e os bisnetos ainda não chegaram, mas presto atenção nas crianças com quem convivo. Outro dia assistindo um diálogo entre a mãe e uma filha de no máximo 5 anos, fiquei encantado, pois conversavam como dois adultos. Com cinco anos eu ainda não era um ser humano! Dirão que é a TV e os celulares de hoje. Certo, mas tem algo mais importante que tudo isto, a educação atual. As crianças de hoje não tem medo, nem viveram na "gaiola" que me cercou. Elas tem liberdade. Sei, dirão que esta liberdade está exagerada, mas apenas em alguns casos, pois na maioria das crianças hoje se percebe uma personalidade bem desenvolvida, fixada na boa educação e no desenvolvimento social. As crianças de hoje, desde nenê, são seres humanos. Alguns não percebem, mas estamos evoluindo, e muito! 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Boletim 335.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Sonhos desfeitos...
Quantos? Certamente incontáveis. Alguns chorados, outros comemorados. Os sonhos desfeitos dos jovens passava rápido. Eram "virtuais" (sei, naquele tempo não havia internet, mas nossas paixões eram só no olhar), e tão pródigos eram aqueles sonhos, que de um dia para outro mudava de namorada. Depois vem os sonhos desfeitos dos maduros, que realmente doía barbaridade. Os maduros sempre acham que são donos da verdade e do mundo, não admitindo que seus sonhos sejam desfeitos. Finalmente vem o sonho dos velhos, que da mesma forma que o dos jovens, passa rápido. Percebemos que este mundo dos homens já não nos pertence, e que a Verdade é outra, muito mais linda e perfeita, e mesmo que distante é resplandecente de Luz e Paz.  

sábado, 13 de maio de 2017

Boletim 334.

ABRINDO A PORTEIRA.
Não fala dos teus sonhos.
Os sonhos devem permanecer ocultos em nosso interior. Quanto mais o alimentarmos, mais nos transformaremos. Certamente que para o bem ou para o mal, dependendo de seus propósitos. Quando jovem eu não sabia sonhar, pois eles eram efêmeros, e não tinham a importância que têm hoje. Tu poderás dizer: "Mas sonho de velho é tão curto". Caberá uma resposta: "Estás enganado, pois o jovem sonha com a matéria, enquanto o velho sonha com um amanhã espiritual, buscando uma outra vida, onde consiga corrigir suas imperfeições".
Não deixem de sonhar, se for material não contem para ninguém, mas se for sonho espiritual gritem aos quatro ventos!

GALPÃO.
Ainda a poesia.
Por ter recebido comentários sobre a poesia do boletim anterior, e notando interesses por ela, volto ao tema, ainda com o poeta Júlio Macedo Machado, que poetiza o Galpão do Galo Velho:

A Fazenda da Sant`Anna
é um lugar abençoado.
O Galpão um templo sagrado,
o velho Patrão é quem diz.
Seus filhos ficam felizes,
o Castelhano e o Magrinho.
É onde encontro carinho,
da Dona Jane e do Seu Luiz.

O encontro dos Poetas
é uma grande alegria,
gaita, violão e cantoria,
Parceiros cantando o hino.
É um momento divino
é quase uma devoção.
Galo Velho este galpão
lembra o campeiro Cristino.

Olha a estampa do poeta declamando:


quarta-feira, 10 de maio de 2017

Boletim 333.

ABRINDO A PORTEIRA.
O meu silêncio.
Ele está no meu profundo, e é nele que me identifico ao dialogar com Aquele que habita em mim. Assim é que gosto de levantar antes do Sol, fabricando o meu mundo, enquanto os demais ainda não fazem barulho. Aliás, barulho é uma das poucas coisas que me irrita, principalmente aquelas músicas modernas metálicas. Domingo passado assisti o mais belo aniversário da minha vida, não só pela riqueza do local (NTZ), como principalmente pelo pronunciamento da aniversariante ao relatar seus 80 anos vividos. A beleza cessou quando um Abravanel subiu ao palco com uma banda aos 850 decibéis (Não errei. 85 é o que permite a lei 11.291) fazendo com que fugisse do local.
O meu silêncio profundo pertence só a mim, e creio mesmo ser a única coisa que possuo, sem dividir com ninguém. Pensem: após a vida viveremos em um silêncio ainda mais profundo. Deve ser uma maravilha!


GALPÃO.
A poesia.
Meu amigo poeta, Júlio Macedo Machado, que tem poesia até no nome, costuma dizer que a poesia está morrendo. Sempre o contradigo, pois se matamos a poesia estaremos matando os poetas, e pensem naqueles que já partiram. É sabido que poeta não morre nunca. Olhem só um dos versos da música "Ainda existe um lugar", onde Wilson Paim poetisa o Rio Grande do Sul.

"Aqui a verdade ainda reside em cada alma.
 Se aperta firme quando alguém lhe estende a mão.
 Se dá exemplo de amor fraternidade,
 aos da cidade que não sabem para onde vão".

https://www.youtube.com/watch?v=Boz2YcIt1QQ

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Boletim 332.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A janela dos fundos.
Sei, tem a janela da frente, onde muitas vezes me debruço para ver a banda passar, entretanto, é a janela dos fundos onde mais me entretenho por morar silêncios dentro dela. De quando em quando os latidos dos cães, que já me referi em boletim anterior, com suas conversas alegres, tristes, brabas, melancólicas, igualzinho aos suspiros humanos. Um limoeiro carregadinho de frutos, e abandonado aos cuidados do dono. Uma corda também carregadinha de panos, secando ao vento, enquanto os pardais satisfazem suas fomes, comendo alpistes derrubados das gaiolas dos canários, infelizes moradores no pátio do vizinho. Muito mais teria para ser descrito, mas me ponho a matutar - a vida agitada da janela da frente, e a vida silenciosa da janela dos fundos - aquele que eu mostro à sociedade vaidosa, e aquele que resguardo dentro do meu silêncio. 

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Boletim 331.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Deixa acontecer...
Não consigo entender as pessoas que não deixam acontecer! O turco diz que "tudo está escrito", pois que assim seja. Fico assustado e preocupado com as pessoas que não deixam, ou não querem, que as coisas aconteçam. Então, nestas horas se "intrometem", e ao fazerem isto, ferem ou são feridas. Sei o quanto é difícil apreciar os acontecimentos que nos aborrecem, e permanecer em silêncio, mas os fatos irão acontecer e terão o seu destino certo. 
Daí concluo: Sou dono da verdade? Estarei certo ao fazer as minhas considerações? Poderei estar errado?
Trabalho há 52 anos numa entidade filosófica que "busca a verdade", e todos sabemos que Deus é a única verdade. Ninguém é dono da verdade, assim como não é dono de Deus! Para ser feliz basta crer nesta única verdade que habita em cada um de nós. 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Boletim 330.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A velhice.
Ainda não comecei a rir de minha velhice, mas logo logo o farei. São pequenos tropeços, esquecimentos, impaciências e atrapalhadas, que nos fazem rir. Ela é relevante. Maravilhosa por ser respeitosa. As pessoas nos olham com inveja. Verdadeiramente é inveja, pois ficam pensando em chegar lá. Quem não chegou é porque foi. Vejam na mídia o destaque que dão àqueles que chegaram no centenário, ou melhor, cruzaram muito além dele. Lembrem que Matuzalém chegou nos 969 anos de idade, e foi o avô de Noé. Meu Deus, tinha mesmo que haver um dilúvio para carregar aquela velharia. Não consigo imaginar carregar tantos anos, eu que já ando atrapalhado com meus 83. 
O importante não é viver muito. O importante é viver bem. 

terça-feira, 25 de abril de 2017

Boletim 329.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
O flagelo de Deus.
Não consigo soltar do David Coimbra. Agora foi com o tema A peste negra, publicado no último domingo. Depois de comentar o Gengis Khan, que disse: "Eu sou o flagelo de Deus, e onde pisa a pata do meu cavalo, a grama jamais volta a crescer", ele relata os milhares que matou porque cometeram grandes pecados. David então arremata: "Que pecado teremos nós cometido para Deus nos enviar Renan Calheiros? Renan tem o poder da pata do cavalo de Gengis: por onde ele passa, nada mais crescerá". Conclui ainda dizendo que Gengis e seus mongóis, trouxeram do pé do Himalaia, um mal ainda pior - a peste negra!
Agora eu concluo: Será que o David está vaticinando que Renan Calheiros irá nos deixar um mal pior do que ele próprio?

domingo, 23 de abril de 2017

Boletim 328.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
É preciso saber viver.
O Roberto Carlos, Erasmo Carlos e a Vanderleia alegraram meu domingo ensolarado. Era um filme "chanchada" daqueles que  só mesmo brasileiro sabe fazer. Até o velho José Lewgoy bandidou engraçado. Mas, o que valeu mesmo foi compreender como o tempo passou bonito. Corria o botão da TV a procura de nada, quando encontrei a linda cena no Rio de Janeiro, e aquela cara bonita, fazendo eu pensar quem era mesmo aquele belo mancebo? Foi preciso aparecer na tela o Roberto Carlos para entender que se tratava do Tremendão. Eles até cantaram pouco, e mais trabalharam de maus artistas teatrais. Estou escrevendo tudo isto para dizer que em certo momento me emocionei. Voltou a minha juventude junto de meus heróis. É preciso saber viver, entendendo que nada dá volta, e que "Eu menino em outras eras que se perde na distância, na longa trilha da vida, que só se cruza uma vez. Uma só vez, pois a vida é como uma sanga, que tem uma só direção, e a gente mal comparando é como uma folha ressequida, que na tal sanga da vida vai levada de roldão". (Apparício Silva Rillo).  

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Boletim 327.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Lula será preso.
Não dá para deixar de ler a última página hoje de Zero Hora - o David Coimbra. Não pelas evidências que ele aborda ao se referir a culpa do Lula, mas pela clareza com que diz  da "paixão do povão por Lula". O certo é que o Povo brasileiro crê na justiça brasileira e detesta o Lula. Ele nos iludiu, pediu nosso voto, mentiu, roubou e promoveu o roubo de nosso parco dinheiro. Ninguém poderá por dúvida nesta afirmativa! Copio o que está lá, por David:
"Lula virou uma espécie de santo malandro, um tipo divertido e cheio de recursos que viceja na imaginário nacional. Os nossos grandes personagens da TV e do cinema são parecidos: o Didi Mocó, de Renato Aragão; o Bronco, de Ronaldo Golias; o Agostinho da Grande Família. Há dezenas de tipos manemolentes, de alegria constante e moral inconstante, que encantam o brasileiro". (deveria ter escrito o povão brasileiro)
Bem, está explicado o amor pelo Lula, e a causa de tudo é o povão brasileiro, mas não nós que estamos lendo isto, já que somos o Povo, e exigimos a prisão do Lula.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Boletim 326.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A depressão.
Nunca sofri deste mal, entretanto, estou sendo contagiado pela "depressão brasileira". Preciso de uma notícia boa! Já briguei com a TV que só fala porcaria. Preciso que alguém me dê alguma esperança. Dizem que ela é a última que morre, pois já estou no fim! Falaram que o pib tá dando lucro, mas acho que é mentira, só pra inventar coisa boa. Nasci e vou morrer agricultor, e é o setor que está dando algum alento. Sei. O Brasil é grande, e muito rico, tão rico que com toda a roubalheira ainda está havendo sobras.
Preciso de notícia boa. Tomar que o Inter ganhe hoje de noite... 

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Boletim 325.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Nojo.
21 horas. Acabo de desligar a TV. Não consigo mais ouvir, ou mesmo ler sobre as roubalheiras no Brasil. A vergonha sempre me acovardou. Estou com nojo! Lembro quando em 1952, com a pouca idade de 18 anos, sendo funcionário da Secretaria da Fazenda em Porto Alegre, ao assinar meu ponto encontrei "Nojo - 7 dias". Não entendi, pois não sabia que a palavra se referia a "profunda mágoa, pesar, luto", como define o dicionário. Era a morte naquele dia de meu avô Ney Azambuja, e seu enterro no dia seguinte. Como meu chefe descobriu isto, ainda hoje me assusta, pois nem eu sabia de sua morte. Verdade que as comunicações naquele tempo eram difíceis. 
Pois eu estou com nojo. Tão profunda mágoa, que não consigo mais ler ou falar sobre as roubalheiras no nosso País. Nenhuma explicação me satisfaz. Para concluir envio a vocês a melhor de todas as campanhas políticas que conheço:
NÃO REELEGER POLÍTICO ALGUM.
Nesta hora, até os bons devem ser condenados, igual a Cristo. 

Boletim 324.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A Páscoa.
Nossas feridas do corpo doem. Sangram. Nos assustam, mas terminam cicatrizando. Criam cascas, que ao caírem dão lugar a nova pele, jovem e sedosa. A única chaga que não cicatriza é a de Cristo! Seu sangue estará vivo em nós, enquanto lembrarmos do crime que cometemos contra ele, condenando-o ao martírio na cruz. Sim, o crime é nosso, pois não foi Pilatos quem o condenou, foi o povo. Então, esta ferida em nossas almas é mais profunda que as feridas em seu próprio corpo, que cicatrizaram e o ressuscitaram. 
Nossas feridas da alma são muito profundas. Mais doloridas e mais assustadoras que as do corpo. O único remédio para as suas dores é o esquecimento, mas será que podemos esquecer daquele nosso imenso crime? Hoje estamos buscando penitência, entretanto, há 2017 anos a humanidade busca esta penitência, mas continua pecando...

domingo, 9 de abril de 2017

Boletim 323.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.

As coisas Boas e as Ruins.
     Certamente que elas se originam em nossas mentes. Chega ao ponto de nos viciar! Bashar al-Assad é um viciado em coisas Ruins e nunca, mas nunca, pensou em coisas Boas. Também Hitler e outros tantos foram viciados em coisas Ruins. Madre Tereza, Luter King e outros tantos foram viciados em coisas Boas.
     E nós? Vamos olhar para dentro de nós. O quanto pensamos Bom, e o quanto pensamos Ruim? Será que contagiamos nosso vizinho com o ruim? Se ele também for viciado com o Ruim, a coisa vai de mal a pior! Se for viciado com o Bom irá de melhor à melhor...
     Creio que isto é cultura, e deveria ser desvendada em sala de aula, na cabecinha de nossos filhos ou netos, única maneira de acabar com a violência que nos assalta a cada momento. Pensem...

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Boletim 322.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Obrigado e desculpa.
Certamente são duas palavras irmãs, e fazem parte do princípio fundamental para ingressarmos no céu - a humildade. A primeira é o reconhecimento daquele que nos ofertou, e a segunda é o reconhecimento de nosso próprio erro. 
Como rotariano vou ofertar a vocês um vídeo que expressa o sentimento rotário - Mais se beneficia quem melhor SERVE! De nada me servirá a felicidade se não souber dividi-la com os demais. Somos mais de um milhão e duzentos mil rotarianos no Mundo buscando SERVIR aqueles mais necessitados. Basta que se diga: "estamos erradicando a poliomelite no Mundo inteiro". 
Apreciem:
video


quinta-feira, 30 de março de 2017

Boletim 321.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.

Obs. - Não é falta de assunto, é falta de tempo. Reproduzo um boletim de mais de cinco anos... 

Felizes são aqueles que assim se sentem...

Recebi do meu filho Magrinho, que nasceu Luiz Fernando Azambuja Júnior, um e-mail lembrando esta frase, que era uma das filosofadas de meu Velho Pai, Mário Silva Azambuja. Certamente convivendo com a "real" pobreza daquele outro tempo, nos ranchos de leivas, cobertos de santa-fé, ele se espantava com a felicidade morando com aquela gente. Então vejam a foto que o Magrinho me mandou anexo ao e-mail, me fazendo pensar nas tacadas do mestre Cláudio da Silva Ribeiro, na sua mesa oficial da Fazenda da Palmeira.



quarta-feira, 22 de março de 2017

Boletim 320.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Bodas de Prata.
Nada melhor do que assistir Bodas de Prata de filho, na demonstração de que a gente curtiu o tempo, assistindo a vida passar. Não conseguimos conviver com eles em nossas Bodas de Ouro, pois patrocinaram a viagem à Buenos Ayres. Agora  nos homenagearam com ida, volta e hotel em Floripa, no paraíso do Hotel Morro das Pedras, onde a festa se associou ao 3º encontro da família Graeff, gente alegre e com destaque na educação. Rolou descontração, cantoria e dança, num palco de circo, marca do eterno sorriso. Gostaria de postar alguma fotografia do momento que ficará vivo em nossas lembranças, mas são tantas, que fica impossível a escolha. Queremos participar do 4º encontro, no respeito e carinho à querida nora Majô Graeff Chagas Azambuja. Destacamos a presença dos Graeff de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, que marcaram por suas atuantes e alegres participações. Valeu Luis Mário e Majô.
Convidamos vocês todos para o dia 12 de novembro próximo em nossas Bodas de Diamante, numa missa especial na Igreja São João Batista de Camaquã, já que não encontramos local para abrigar tantos parentes e amigos.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Boletim 319.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Chegando de Férias.
Chegando da preciosa "férias" e concluindo alguma coisa das muitas que já tirei. Nada melhor do que "a véspera" das coisas, pois concluí agora que cheguei cansado. Lembro das imagens projetadas do "gozo das férias". Lembro das arrumações e do preparo para a viagem. Coisa bem boa. Agora a preparação para o retorno, a desarrumação das coisas, a projeção das imagens daquilo que me esperava - coisa ruim. Todos nós sabemos que o bom de tudo é a véspera. Véspera de casar certamente foi a melhor de todas minhas vésperas, e a sua projeção foi tão boa que dura por 60 belos anos. Também pudera, casamento não tem retorno! 
Bem, sempre procuro escrever pouco, e desta vez será ainda menor, pois estou desarrumando a desarrumada mala...
PS - Véspera de coisa boa, pois nunca se prepara véspera de coisa ruim. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Boletim 318.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.


Por férias adiadas vou matutando...

Os desafios.
Estamos enfrentando desafios permanentemente, com intensidades variáveis. Muitos fogem da raia. Nas competições é que se nota melhor os seus esforços, já que somos assistência. Vencer é o objetivo final, mas poucos estão aptos à vitória. Na maioria das vezes deixamos de olhar aqueles que lutam sem a mínima chance de lá chegar, e que são tão obstinados como os vencedores, lutando muitas vezes contra si mesmos. Na vida tudo é uma questão de competência, e ela pode ser física, intelectual ou espiritual (alguns dirão - emocional, mas afirmo que a força espiritual também impulsiona nossos passos). Voltemos então nossos olhos àqueles que abandonam a luta por se sentirem incompetentes. São os fracos, ou fracassados. Os fortes ou competentes sabem que devem continuar lutando, e que aquela contenda não é a última, pois outras virão depois, e eles deverão estar preparados. Pensem nisto, enquanto fico lembrando do meu amigo Kurt Kegel, que por incompetente estourou os miolos.

Galo Velho

Camaquã, Rio Grande do Sul, Brazil
Fundado em 05/07/1980, assim foi escrito em sua 1ª página do 1º Livro: “O que importa neste GALPÃO é que cada um saiba ser irmão do outro. Aqui terminou o patrão e o empregado; o pobre e o rico, o branco e o preto; o burro e o inteligente; o culto e o ignorante. Aqui é a INVERNADA DA AMIZADE e tem calor humano como tem calor de fogo. Nosso Galpão nem porta têm, está sempre aberto para quem buscar um abrigo. Neste Galpão os corpos cansados da lida diária encontrarão sempre um banco para descansar, e um mate amargo para a sede matar. Aqui o frio do Minuano não encontra morada, temos toda a Sant’Anna irmanada. A cada nascer de uma madrugada há de encontrar alguém aquentando fogo, buscando nas cinzas do passado, o Galo Velho que será, quando partir para a Invernada do Esquecimento. Ninguém será esquecido, se passar nesta vida vivendo como o nosso “Galo Velho” viveu, a todos querendo, sem nunca ter o mal no coração.”