quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Boletim 199.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA
O Amor.
O autor que me desculpe, pois encontrei a frase perdida na internet: "O Amor é a única coisa que cresce à medida que se reparte". Não é fenomenal? Esse é um tema que não se afasta de mim, pois assim como vocês fui criado com amor. Basta. Certamente o bandido não conheceu esta dádiva divina. Por falar em Deus, vejam o que Seu Filho deixou na Terra. Dois mil anos se passaram, e o amor que dedicou aos homens permanece "crescendo", pois creiam a violência tem diminuído com os passar dos séculos. Sei que a frase não pega bem, com este "monte" de violência que assistimos no dia a dia, mas as Guerras Mundiais, flagelo da humanidade, parece que estão contidas.
Até vou fazer novo parágrafo, coisa que não gosto. Preciso dizer que o roubo na Petrobrás é falta de amor. É violência. É desumanidade contra o brasileiro. É ambição desmedida. Volto a afirmar que temos de encontrar o "equilíbrio". Equilíbrio na distribuição de rendas, equilíbrio na administração pública, equilíbrio no amar. Sim, pois quando se ama alguma coisa em demasia, ela vira em fanatismo. Não esqueçamos que metade de nossa capacidade de amar, deve ficar dentro de nós mesmos, pois ela pertence a Deus, que nos criou. Vamos distribuir amor. Não custa nada, e faz bem.


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Boletim 198.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
 
A saudade.
 
Julgo que não devemos alimentar as saudades, crendo que elas é que nos alimentam. Talvez a frase seja controversa para muitos, mas é o meu pensar. Desde os quinze anos, quando perdi minha Mamãe, deixei que ela alimentasse o meu viver, e creio que tem dado certo. Sábado passado perdi muito mais do que uma prima, uma verdadeira irmã, Ivette Centeno Rodrigues. Ela ficou órfão da Mãe em tenra idade, e passou a ser criada por minha Mamãe, passando a ser minha irmã de criação.
Ivette deixou muitos escritos que guardo com carinho. Copio abaixo, um pequeno trecho, do que escreveu no dia 4 de abril de 2007:
"Fecho os olhos. Estão feridos. É o passado. É outro tempo, mas prossigo no labirinto de minhas lembranças que, com alegrias e sofrimentos, alicercei a minha maturidade. Se minhas mãos são fortes, e meu punho bate em sintonia com meu coração, tenho certeza que atingi a meta, que meu carinho e meu saber cresceram entre os vestígios do tempo, sabendo conduzir meus filhos para o bem. Às vezes me pergunto:
Será que eu sou a árvore cujas sementes os pássaros - meus filhos - pousam em seus ramos?
Será que na orquestra de minha vida, com mãos firmes, seguro a batuta para reger sinfonias diferentes?
Serei eu a peregrina que vai deixando rastros, e mudando de vereda conforme a idade?"
Ela conheceu a vida, por tê-la vivido intensamente. Gravo abaixo a minha despedida da minha irmã-prima Ivette, em seu apartamento em PAlegre, há poucos meses passado.
 
 
 


Boletim 197.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Vencendo obstáculos.
Primeiro me digam quais são os nossos obstáculos. Para muitos será pular mais alto, outros chegar mais depressa, ou ainda nocautear o adversário. Para outros será enriquecer, e melhor se conseguir de um dia para o outro. Olhem as filas da Mega Sena. Para os mais esclarecidos, o único obstáculo é alcançarmos a EDUCAÇÃO. Quanto mais atrasado o povo, mais ladrão ele será. Então, leiam a crônica de João Ubaldo Ribeiro - Educação - que tentarei colar abaixo. Ele trata da matéria prima com que se constrói um país. Claro, esta matéria prima é o povo, e vejam o povo que temos no Brasil. Não adianta trocar nossos governantes, o povo continuará o mesmo, reclamando e roubando, principalmente aqueles que votaram errado. Ubaldo diz que a moeda do brasileiro é a ESPERTEZA. Alguém se atreve a contrariar? Lembrem a propaganda do Gerson, o negócio é tirar vantagem. Enquanto isto vamos rezando a Deus para que nos proteja, desejando que os governantes vençam o obstáculo de construírem mais cadeias, pois parece que resolveram colocar os ladrões (ricos) nelas, e certamente vai faltar muito espaço.

Achei esta frase que não sei de quem: "
"Não é a política que faz os políticos virarem ladrões. É O SEU VOTO que faz os ladrões virarem políticos".
 
Obs.- Não consegui colar o anexo do João Ubaldo, mas não conseguindo mando uma oração. Cliquem. Se parar é necessário clicar em "começar" - delta ou triângulo embaixo, ou cliquem na própria imagem.

https://www.youtube.com/watch?v=3dcbSQOaNH0&list=RD3dcbSQOaNH0


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Boletim 196.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
 
A humildade.
Convivo com muitas pessoas nas várias instituições que participo, e presto atenção nos seus comportamentos, descobrindo suas atitudes sociais. Uma delas, especialmente, que conheço desde muitos anos, nunca ouvi pedir uma desculpa sequer. Certamente nunca errou, ou não reconhece seus erros. A única criatura que nunca errou é Deus, mesmo que nos mande um tsunami, para chamar a atenção dos homens por seus erros atômicos. Mas o que quero dizer é que para termos humildade, necessário se faz que tenhamos nossas consciências na superfície dos sentimentos. De nada adianta escondermos os erros praticados, sendo necessário "falarmos" com nosso interior, para ouvir a voz tranquila da consciência. Possivelmente teremos desagradáveis diálogos com ela, tocando nas profundas feridas que praticamos na alma. Se não por ação ou omissão, por certo em pensamentos. Todo o mal reside no fato de sabermos que fomos feitos à semelhança de Deus, e carregarmos uma ínfima partícula d'Ele, achando que somos perfeitos também. Graças Lhe dou meu Senhor, por fazer minha consciência gritar alto cada vez que erro, pois fácil é reconhecer os acertos, difícil é reconhecer os erros.

  

domingo, 2 de novembro de 2014

Boletim 195.

ABRINDO  FECHANDO A PORTEIRA.
 
A família.
 
Por mais que me digam, que a família está se acabando, não creio, pois ela é o princípio da vida e do amor. Assim não viveremos sem ela. Pode os conceitos de ética e de moral estarem se modificando, num ajuste social, onde a mulher passou a se tornar um ser humano, lutando ao lado do homem para desfrutar as benesses do mundo moderno. Mesmo assim, a mulher não deixou de amar seus filhos, nem mesmo abandonou seu lar. A mídia só sabe focar os casos omissos e criminosos, pois se focarem os normais não terão audiência. Vivi um mundo muito pior que o de hoje. Assisti minha única irmã romper com um noivado (por força da "família"!), porque o noivo era de partido político adversário. Assisti a dificuldade da mulher cursar uma faculdade, e a mais fácil para a sua formação era a de professora. Muitos não entendem o quanto estamos evoluindo, pois não veem que estamos passando por um período de adaptação.
Agora, vai juntar a família para passar um Natal, ou a Festa de Fim de Ano! No meu outro tempo havia um Patriarca (que pagava todas as contas) e mandava em todo mundo. Era um verdadeiro regime ditatorial! Viva a democracia! Viva nosso Galpão do Galo Velho, cujo lema é "PAZ E RESPEITO".   

domingo, 26 de outubro de 2014

Boletim 194.

O direito de errar.
Ela desempenha as funções de dona de casa com perfeição. Foi criada para isso desde criança, sem adquirir outra profissão. Desastradamente errou, deixando cair ao chão o prato que se espatifou. Desesperada perdeu o controle, lamentando por tê-lo pintado com carinho anos atrás. Deixei que se acalmasse para lhe dizer - "tens direito de errar". Daí a frase ficou bailando em minha cabeça - direito de errar? Sim todos nós temos este direito, desde que o erro não seja proposital. Um erro inconsciente, deve ser inconsequente....
Mas se o piloto errou e jogou o jatinho ao solo? Se o médico errou e o paciente morreu? Se o engenheiro errou e a obra ruiu? As consequências serão terríveis, não é mesmo? Agora, quem será capaz de julgar o piloto, o médico ou o engenheiro? A culpa desses profissionais será a mesma daquela dona de casa, que quebrou o prato sem propósito. Não havendo imperícia, omissão ou negligência, eles serão absolvidos, mesmo que esta absolvição seja a de Deus, pois a justiça dos homens tem imperícias, omissões, e negligências.
Abram o site abaixo, onde na verdade há mas sorte do que outra coisa qualquer, mas quanta imperícia, imprudência e negligência!

http://devour.com/video/close-calls-2014/

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Boletim 193.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
 
O Sucesso.
 
Esta é um obsessão da humanidade. Não se mede sacrifícios para chegar ao sucesso. Todos querem uma superação, seja onde for, nos esportes, nas finanças, na beleza e, a qualquer custo. Pouco importa se para chegar lá tenham que sacrificar até mesmo alguns anos de vida. Pouco importa a família e os amigos. Dane-se a ética e os conceitos sociais. Hoje a religião dos homens é vencer! Então fico batendo nestas teclas, onde também bate forte o meu coração gritando pelo equilíbrio! O desastre está tanto lá em cima, na conquista, como lá embaixo, na derrota. Encontrei uma bela frase que diz, "devemos trabalhar para viver, e não viver para trabalhar". Sei, vocês que me leem estarão concordando, já que os que não gostam de me ler é porque estão se matando. O desastre consiste no seguinte: tudo que conquistei alguém já conquistou, e estão me ofertando algo mais de novo, que não consigo comprar.
Agora vejamos o contrário. O homem foge de tudo isto é vai para uma praia paradisíaca, sob um chapéu de sol, com cerveja gelada, assistindo o mundo passar. O que ele irá construir para si, e para os outros? Nada. Fugir do mundo também será um desastre.
Concluo. Vamos nos deliciar com a nossa alma. Busquemos pelo nosso interior onde só nele alcançaremos a Paz de Deus, na certeza de uma outra vida, mais plena de amor.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Boletim 192.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
 
O alimento dos nossos sentimentos.
 
O que possuímos de melhor são nossos sentimentos, e por tal eles devem ser bem alimentados, para "sobreviverem". Claro que o alimento do bom sentimento é o amor, assim como o ódio é o alimento do mau sentimento. Daí concluir que quanto mais bebermos amor, mais mansos seremos, e quanto mais bebermos ódio mais violentos nos tornaremos. É necessário fazermos um retrospecto, para concluir que estamos melhorando. Nem quero me referir à era da Antiguidade, com seus "bárbaros" problemas, e vamos entrar na Idade Média (Século V), onde não melhoraram em nada nas suas violências e ódios. Chegando na Idade Moderna (Século XV), só o que melhorou foi a saída da fome e da peste, devido a novas técnicas da agricultura, terminando com a fome e aumentando a população europeia, mas o ódio continuou. Para não "estender o laço" vamos logo para os dias de hoje, e hoje é o dia de quem escreve, que assistiu na juventude o ódio estampado nas atitudes de ancestrais, que só pensavam nas revoluções gaúchas, uma atrás da outra. Sei, hoje ainda persiste ódios, existem guerras, e em alguns países há fome, mas estamos evoluindo. Minha instituição Rotária combate a peste e a fome no mundo inteiro. Certamente hoje existe muito mais amor nos corações humanos, do que em tempos passados. Rezemos, para que Deus continue abençoando os sentimentos dos homens. 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Boletim 191.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A vida privada.
Volto ao assunto porque cada vez fico mais assustado. Já nem me refiro as tais "redes sociais", pois estas vivem da vida alheia,  ou os alheios vivem mostrando suas vidas privadas. Vou me referir aos programas de TV. Levam um cristão para a frente da telinha, e passam a vascular a vida do coitado. Eu até já me emocionei com certos fatos relatados pelo entrevistado. Então, se entram no mais profundo de sua existência, como por exemplo sua atividade sexual, a coisa vira num verdadeiro sucesso. O Faustão se esbalda, dando piadas apimentadas. Quanto mais forte, maior será a emoção dos espectadores, um verdadeiro espetáculo. Fico me perguntando o que eu tenho com tudo aquilo? Não me fornece lição alguma, nem modifica meu modo de ser. Estando tranquilo, por ser bastante crescidinho, fico pensando nos mais jovens, que hoje certamente serão a maioria dos espectadores. Também eles não receberão lição alguma, pois o que aprenderam foi na educação do lar e da escola. Tento chegar a uma conclusão: Tudo é o espetáculo, nada mais do que se divertirem com o outro, assim como os romanos se divertiam com o sangue dos cristãos. Não vou nem comentar a droga das novelas... Todos agem assim porque não encontram um espetáculo de cultura, como um teatro, uma palestra educativa, uma viagem cultural, um programa de TV educativa. Sei, tudo isto existe, e creio que até bastante, mas quantos se interessam por eles? Para a maioria eles são desinteressantes, sem "espetáculo", salvo se no filme houver uma cobra engolindo um cristão vivo. Vou lamentar, pois certamente fecharei meus olhos, antes que meu querido Brasil adquira cultura.

sábado, 27 de setembro de 2014

Boletim 190.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
 
A lenda do chimarrão.
 
Já escrevi que todo velho tem suas baldas (para quem não sabe, balda quer dizer "mania"). Quando então se é muito velho, passa a ser lenda. Vamos à lenda do chimarrão.



Quando o homem branco chegou aqui, os indígenas eram nômades, não como hoje, vivendo na beira das estradas, ou "invadindo" aquilo que um dia foi seu. Naquele tempo, um velho índio se sentindo fraco recusou-se a acompanhar a tribo. A mais jovem de suas filhas, chamada Jary decidiu ficar junto do velho pai, assistindo seu amor, chamado Pery, perder-se na curva do mato.
Algum tempo depois entrou na taba deles, um estranho pajé, que sabendo do gesto desprendido da jovem, tentou uma recompensa pela sua atitude fraterna, perguntando a ela o que desejava para ser feliz. Jary permaneceu em silêncio, nada pedindo. O velho pai respondeu em seu lugar: "Quero renovar minhas forças, para retornar à minha tribo, levando comigo minha Jary para junto de seu amor Pery". O pajé entregou então ao velho índio e sua filha, uma planta de cor muito verde, chamada de "caá-y", ensinando aos dois como planta-la, e colher suas folhas, secando-as ao vento, para depois serem trituradas, fazendo com a mesma uma infusão reconfortante. Com a nova bebida o velho índio renovou as forças, e em pouco tempo iniciou seu retorno à tribo.
A bela índia Jary ao passar de duas luas, reencontrou a tribo, e nela seu grande amor, que persiste ainda hoje, nos constantes beijos que ofertamos em nossas bombas de chimarrão.


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Boletim 189.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
 
 
A chama crioula. O dia em que nasceu o tradicionalismo.
 
Há sessenta e sete anos passados, mais precisamente no dia 7 de setembro de 1947, um grupo de estudantes do Colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, liderados por João Carlos D´Ávila Paixão Cortes tomaram uma fagulha da Pira da Pátria, no Parque Farroupilha. Para tal utilizaram um cabo de vassoura, na ponta do qual enrolaram alguns panos, alcançando o seu cume, e acendendo no Fogo Simbólico uma pequena chama, que a transportaram para o Colégio Júlio de Castilhos. Estavam devidamente pilchados e encilhados, e lá chegando lançaram as bases do Movimento Tradicionalista  Gaúcho. É necessário dizer, que naquela metade do século passado, quem andasse pilchado era vaiado. Aqueles oito estudantes: Cyro Dutra Ferreira, Antônio João Sá de Siqueira, Orlando Jorge Degrazia, Fernando Machado Vieira, João Carlos D´Ávila Paixão Cortes, Ciro Dias da Costa, Ciço Araújo Campos e João Machado Vieira tinham seus umbigos plantados nos férteis campos do Rio Grande do Sul, e a saudade do pago fez iluminar o esplendor do gauchismo.
Quanto mais brilhar esta chama, mais alimentaremos em nossos corações o gauchismo. Assim nos orgulhamos do gauchismo ter ultrapassado as fronteira do Rio Grande do Sul, com CTGs plantados em quase todos os estados brasileiros, como também ultrapassarmos a fronteira do Brasil, pois só nos EUA temos mais de 50 CTG, devidamente registrados no MTG.
 


domingo, 7 de setembro de 2014

Boletim 188.

ABRINDO  FECHANDO A PORTEIRA.
 

A REVOLUÇÃO FARROUPILHA

         Em fins do século XVIII o mundo havia passado por forte transformação social, com o iluminismo, que somente na primeira metade do século XIX chegaria à nossa incipiente América do Sul. A Revolução Francesa com sua bandeira: Liberdade, Igualdade e Fraternidade inspirou o lema da Revolução Farroupilha: Liberdade, Igualdade e Humanidade, fazendo com que os gaúchos entendessem os novos princípios éticos e morais, iluminando o mundo de esperanças. Assim, o Gal. Antônio de Souza Netto gritou pela nossa República Riograndense, cinqüenta anos antes de Floriano Peixoto.
Esta nova forma de governo, chamada de República, já havia se instalado em diversos países, difundida pela Maçonaria Universal, que ainda hoje propugna pelo combate à tirania e o fanatismo. Assim, o líder farroupilha e maçom, Gal. Bento Gonçalves da Silva, envolveu muitos outros irmãos da nossa Ordem, como o italiano Giuseppe Garibaldi, e trinta outros conterrâneos, todos maçons, que aqui vieram defender o ideal da liberdade.
A História Farroupilha e suas causa é do conhecimento de todos, o que desejo fixar aqui é o amor de nossos ancestrais, alimentado em nosso sangue pela seiva da terra, onde nossos antepassados derramaram seu sangue. Com lanças em riste, e muitos corações vibrantes de idealismo, seguiram seus líderes, que na frente de combate mostravam o caminho da vitória. No nosso solo ainda hoje frutifica a têmpera gaúcha, desfraldando a honra da palavra dada, a hospitalidade do respeito a um lar, e a valentia de um povo, que aprendeu no campo da batalha a desconhecer o perigo, pelo respeito herdado dos ancestrais.
 Foi no campo de batalha que despertou o atavismo gaúcho de amor ao solo pampa, no apego aos ideais, no desvelo à família e na devoção ao seu cavalo, o mais forte dos amores. Ele o companheiro nas horas difíceis da vida e da morte, sempre com as rédeas na mão, e atento ao perigo eminente.  Na sua agilidade e destreza era o salvador da própria vida, ao obedecer a caimba do freio, ao firmar patas em solo escorregadio, ao retesar músculos no entrechoque das lanças. E, se resistimos por dez anos de guerra cruel, foi pelo ímpeto e a força do cavalo crioulo, assustando inimigos pela destreza e valentia do soldado farroupilha.
Que nossa têmpera gaúcha continue mostrando ao povo, os ideais cívicos conquistados nos campos de batalhas: LIBERDADE, IGUALDADE e HUMANIDADE.

Nas lutas da humanidade...        
Nos planaltos e nas matas,         
o desenho das tuas patas             
foi o selo da verdade,                 
sobre governos e ideias...          
Os povos foram plateias                        
das tuas soberbas jornadas.         

Sombra de sol e lua,
numa amplidão meridiana.
Disparaste na savana...
E em noite medonha e crua,
espicaçando em cruzadas,
caraguatás e alecrins,
teus cascos como estopins,
estremeceram chapadas,
nas distantes alvoradas,
retinidas de clarins!

(Balbino Marques da Rocha).

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Boletim 187.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
 
Façam tudo com amor!
 
Primeiramente é necessário dizer que eu não consigo, mas estou tentando, e encontrando muita dificuldade. Àqueles que amo faço com 90% de amor. Aos amigos faço com 60% de amor. Aos estranhos não sei qualificar, mas é uma nota baixa, algo como 30 ou 40%. E o meu eu? Quanto me amo? Não sei dar uma nota para mim mesmo.  Sabendo que Ele habita em mim, e me respeita, fico pensando no quanto não O respeito. São frequente minhas impaciências, mesmo tendo corrigido minhas exasperações. No trânsito, cada vez mais difícil, tenho mantido boa educação, mas apenas boa, quando deveria dizer ótima. Na minha escrita, quando estou matutando nestes traços, e minha Jane interrompe seguidamente, fico com dificuldade de ser educado. Nos gestos cotidianos, como ainda pouco, ao quebrar um prato pintado por ela, não consegui fazer com que o amor me perdoasse. Será que ponho amor em cada aperto de mão, em cada abraço? Ou será que o faço distraidamente? Um abraço faz bem aos dois que se abraçam. O amor é a chave da felicidade. Ele tão decantado, declamado, poetizado é pouco praticado.
 
Espero que me entendam, para me ajudar a amar mais.


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Boletim 187

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
 
Feliz pra burro...
 
Vocês sabem o quanto falo de felicidade, então, meu Irmão-Amigo Negro Velho, que nasceu Wilson Scherer Dias, postou no Facebook, e estou repetindo.
 
 
 
 
Um dia, o jumento de um fazendeiro caiu no poço. O animal relinchou penosamente por horas, enquanto o fazendeiro pensava o que fazer. Por fim, o fazendeiro chegou a conclusão de que o poço precisava mesmo ser fechado e, como o animal estava velho, não valia a pena resgata-lo.
O fazendeiro convidou seus vizinho para ajuda-lo. Todos pegaram pás e começaram a jogar terra dentro do poço. No início, percebendo o que acontecia, o jumento relinchava, desesperado. Depois, para surpresa geral, aquietou-se. Algumas pás de terra depois, o fazendeiro resolveu olhar para baixo e ficou surpreso com o que viu. O jumento sacudia cada pá de terra que caía sobre ele, e aproveitava a terra para subir um pouco mais.
Não demorou para todos se espantarem ao ver o jumento escapar do poço e sair trotando alegremente.
A vida vai jogar terra em você. Todo tipo de terra. Para sair do poço, o segredo é sacudi-la e aproveitá-la para subir mais um pouco. Cada um de nossos problemas pode ser um degrau. Sairemos do poço mais profundo, se não nos detivermos, se não desistirmos. Sacuda a terra e aproveite-a para subir um pouco mais.
 
Lembre-se de cinco regras simples para ser feliz:
1- Livre seu coração de todo o ódio. Perdoe.
2- Livre sua mente das preocupações. A maioria nunca acontece.
3- Viva com simplicidade e aproveite o que você tem.
4- Ofereça mais.
5- Espere menos.
 
Concluo que parece fácil, mas não é.

 
 
  
 


domingo, 24 de agosto de 2014

Boletim 186.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
 
O poder do livro.
Assisti hoje no programa Esquenta, Regina Cazé entrevistar um homem, que quando criança buscava alimentos nos lixões da cidade do Distrito Federal, para ele e outros dez irmãos.  Regina sempre nos traz uma lição de vida, e essa foi profunda, num momento em que grande parte de nossa população busca um novo rumo para sua vida. Aquele menino num certo dia encontrou um livro, que não gravei o título, mas que mudou o destino de sua vida. Ali ele entendeu que todos nós temos direito a um outro espaço, que deve ser conquistado com sacrifícios. Ele passou então a juntar mais livros, mesmo os molhados com chorume, gastando seu tempo na leitura dos mesmos. Incrível, que no final da entrevista, Regina pergunta ao homem o que ele havia conquistado na vida, obtendo como resposta, que ele já estava formado em medicina, e a nova meta de uma pós-graduação. Emocionante.
Dou meu próprio testemunho, de quando fui para Porto Alegre concluir meu curso secundário, no Colégio Farroupilha. Contava com a idade de quinze anos, e minha Mamãe recém havia falecido. Tinha muito medo, e chorava muito, morando sozinho num quarto de pensão. Foi quando entrei numa livraria fazendo amizade com o livreiro, que me indicou livros. Creiam, tinha exame no dia seguinte, mas não interrompia as leituras dos meus romances. Não me formei em nada, e mesmo sem invejar aquele homem dos lixões, confirmo que foi nos livros que encontrei a paz, que ainda hoje me habita. Não sei passar sem os meus livros, que são o alimento de minha alma. O poder dos livros!

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Boletim 185

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
 
19 de agosto.
Sem que me desse conta da data cheguei no Galpão do Galo Velho, e no seu ritual aticei as brasas, fazendo um fogo forte para espantar a escuridão dos sofredores. 
 
 
 
Colhi três margaridas e coloquei no pequeno vaso. Acendi a vela da Nossa Senhora da Conceição, e a perfumei com incenso. Depois tomei do livro que há mais de mês não o acariciava, sentando no banco tosco. Foi quando escrevi a data - 19 de agosto - e um silêncio imenso brotou dentro de mim, pois meu velho Pai morria nesta data no ano de 1977. Eu e meu filho Magrinho havíamos chegado dos EUA em junho, e na recepção que ele nos fez, percebi em sua fisionomia que havia chegado o seu fim. Não houve drama, e me despedi dele sem derramar lágrimas, mas mesmo domando a emoção em meu peito, senti a dor da separação. Temos de entender que esse é o caminho de todos nós. O Galpão do Galo Velho lhe deixa aqui uma prece de amor, carinho e respeito.
É a "longa trilha da vida, que só se cruza uma vez" (Apparício).
Se algum de vocês quiser orar comigo, sugiro que cliquem em Minha oração.




domingo, 10 de agosto de 2014

Boletim 184.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.

Sonhei um dia.
Com um espaço infinito onde me debrucei olhando a vida distante. Era um horizonte iluminado, onde percorri caminhos em busca do que não sabia. Apenas a natureza verdejante, ondulada por suave brisa, ao som de ondas borbulhantes, de um mar sereno. Busquei respostas que ainda hoje não encontrei, então as interrogações não me feriam. Sonho criança que se satisfazia com o desconhecido, e que hoje tanto me assusta. Talvez não fosse o nascer do dia, por certo um alegre ocaso, e por mais que eu cresse no ensinamento do meu anjo, que dizia não existir o fim, eu percebia que alguma coisa estava termiando. 
 

Então abre as tuas asas.


Abre as tuas asas e voa na imaginação. Sobe aos ares do cosmo bendito, sem nuvens tolhendo a luz eterna. Fica solto no livre de tua limpa e pura consciência, e bebe a paz do infinito. Encontrarás em suaves acordes, os sonhos que tanto te embalaram, e respostas perdidas que tanto te assustaram. Não será um novo mundo, será o nosso mesmo mundo, pois nada muda. Nada finda. É a viagem certa, que todos faremos um dia, quando encontraremos a Palavra Perdida.  

Perdoem a prosa, mas esse cisne me convidou à voar.

 
 

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Boletim 183.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
 
O ócio.
Quando minha Ordem Maçônica me ensinou, que três vícios destroem a alma humana, orgulho, ócio e volúpia, não havia me dado conta de sua profundidade. Detenho-me apenas no ócio, mas peço que entendam, que não estou me referindo aquele espaço de descanso do trabalho, que Domenico de Masi diz ser um ócio criativo. Não estou me referindo a isso, quero focar aquele acontecimento de quem perdeu seu emprego, foi para casa e não fez mais nada, deixando sua mente destruir sua vida. Conheci algumas pessoas assim. Eu mesmo estava entrando nesta canoa furada. Hoje em dia o que mais assusta os velhos como eu é o tal de Alzheimer, e nos meus parcos conhecimentos sobre a mente humana (deixo meu Irmão-Primo Ney Artur Azambuja opinar melhor que eu), reafirmo que o ócio destrói a alma humana, pois ela é o nosso espírito, e é Silveira Bueno que diz ser ele a nossa mente. Deixo aqui o meu testemunho: quando perdi meus negócios, descobri que trabalhar para o bem estar dos outros, é melhor que trabalhar para mim próprio.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Boletim 182.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A ética.
Recebi algumas participações sobre o que escrevi de ética no último boletim. Uma delas pedindo que não vinculasse ética com religião, ou seja, muito ateu é ético. Concordei, e fiz uma modificação. No boletim 162 relatei uma convivência que mantive no verão, com um amigo ateu, reconhecendo ser ele um homem ético. Redijo o que já escrevi, que mesmo não sendo da minha criação aceitei por sua lógica - "Ética é a lei que nos governa. Moral é a prática desta lei." As religiões não são leis nacionais, o que implica em afirmar que os ateus não são aéticos, mesmo sabendo que alguns o são. Aqueles que adotarem uma religião, deverão fazer de seus preceitos a sua ética e moral. Tal fato provoca certo desconforto, visto que religião é o que mais vinga no Brasil, pois temos um templo em cada esquina. Tem uns que não trabalham aos sábados, outros aos domingos, e alguns que nem trabalham. Aquele que se sentir feliz estará certo, visto que aqui viemos com esta única finalidade, mas existe ser humano que se sente feliz ao matar seu semelhante. Basta comprovarmos as guerras e atrocidades mundo à fora, entretanto, todos teremos um dia de prestar contas de nossos atos à Deus. É quando divirjo dos ateus, visto que não sendo necessário prestar contas à alguém, podem agir da maneira que bem lhes aprovar.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Boletim 181.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
 
A ética.
Depois das mais diversas definições de ética encontrei em Dalai Lama, a expressão mais simples do seu significado – “Ser ético é não fazer mal ao meu semelhante”. Ficou bailando em minha memória, uma definição muito mais antiga, gravada nas pedras da Arca da Aliança – “Ama teu próximo como a ti mesmo”, ensinamento que seus seguidores hoje esqueceram, se matando uns aos outros em Gaza. 
Ultimamente temos nos preocupados, sobremaneira, com a necessidade de ética, e certamente é por sua completa falta nos nossos políticos. Estamos diariamente focando tal assunto, que é milenar. Bastou qualquer político cometer um deslize, para nos acordar, e nós maçons e rotarianos(as), instituições que propugnam a verdade, não só nos acordamos, como nos revoltamos. 
Não temos tempo sequer para nossos filhos, que aprendem mais nas escolas e com os amigos, do que em nossos lares. Não sabemos dedicar uma hora sequer para "nosso recolhimento espiritual", ou a missa semanal. Deixamos de pesquisar nosso interior, buscando o interior dos outros, buscando o que, se tudo está dentro de nós. Os prazeres do mundo moderno, a doce atração dos bens de consumo, a maldita globalização empobrecendo 90% da população, para enriquecer o restante dela. Tudo calcado na falta de ética.
Pior, é que não vejo nenhuma luz no fim deste túnel.


sexta-feira, 18 de julho de 2014

Boletim 180.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
O Equilíbrio.
Não precisamos ser malabaristas e assustados de como eles conseguem realizar suas proezas, mas precisamos ser equilibrados. Certamente temos um desafio maior do que aqueles artistas, ao realizarem suas façanhas nos picadeiros. Todos estamos no picadeiro da vida, e recebemos silenciosas vaias ou aplausos, ao desempenharmos nossas atividades sociais. Alguns, mais salientes costumam se expor até ao exagero, enquanto outros se retraem temerosos de algum tombo. É realmente necessário imaginar que estamos num picadeiro, e que temos uma imensa platéia nos assistindo. Será fácil mantermos nosso comportamento social, se soubermos equilibrar nossas emoções. Vejam o que o diz o Aurélio sobre a emoção: "Perturbação do espírito provocada por situações diversas e que se manifesta como alegria, tristeza, raiva, etc." Muitos irão dizer que é fácil, mas afirmo que não é. Não é, porque a maioria de nossos circunstantes, não é equilibrada emocionalmente. O equilíbrio emocional começa com a EDUCAÇÃO, mas infelizmente nosso Brasil está recém começando a perceber sua importância. 

sábado, 5 de julho de 2014

Boletim 179.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A ação.
Fui interpelado por uma pessoa querida, pelo fato de tanto me envolver com a comunidade. Orgulho-me de dizer que participo do Rotary Club de Camaquã, da Loja Maçônica Vanguarda, do Núcleo de Pesquisas Históricas de Camaquã, do Banco de Alimentos de Camaquã, do Cite 9 Cel. Dário Azambuja, da APROMAC – Associação de Proteção ao Meio Ambiente de Camaquã, e da Querência dos Poetas Livres Vilmo Medeiros. Em nenhuma delas existe remuneração pecuniária. Meditei muito, buscando por mim mesmo, e ao lembrar de um velho texto, que transcrevo abaixo, julgo que encontrei uma das razões do meu viver. Trata-se do capítulo V, de um tratado de 1775, intitulado “A Grande Obra Desvelada em Favor das Crianças da Luz”:

A vida é muito curta para os homens que pensam. Ela é muito longa para aqueles que não pensam. O tempo passa rapidamente quando se está ocupado; lentamente, quando não se faz nada. A vida consiste unicamente na ação. Sem ação, a vida não difere em nada da morte. Viver ocioso não é viver. É vegetar. Ocupar-se apenas de si é viver pela metade. Interessar-se pala felicidade universal dos homens, e agir em consequência é verdadeiramente viver, e sentir que se vive. Há poucos homens no mundo que vivem. Há muitos que, em lugar de viver, não fazem senão vegetar!

O Rotary e a Maçonaria tem por objetivo final a PAZ MUNDIAL, e seus associados se dedicam ao serviço filantrópico. Verdadeiramente não é necessário participarem desses associações, basta que cada um "ame seu semelhante como a si mesmo" e "deem de si, sem pensar em si". De início é um pouco difícil, mas depois fica fácil. Tão fácil que "mais se beneficia quem melhor serve".

sábado, 28 de junho de 2014

Boletim 178

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A Privacidade.
Soltei das teclas por perder minha rotina, tanto jogo de futebol em minha volta. Quero ver quando isso acabar, como é que voltaremos às nossas atividades. O título diz respeito àquelas câmeras colocadas nos estádios de futebol, que desconheço sua quantidade, mas reconheço suas qualidades. Elas são capazes de flagrar os mínimos gestos dos jogadores. Não só dos jogadores, mas de todos os assistentes. Então, fiquei pensando em 50 anos na minha frente, onde graças a Deus não serei personagem. As pessoas irão perder suas privacidades! Hoje, o que se vê nas redes sociais, é o interesse pela vida privada das pessoas. Uma curiosidade devassadora! Digo sempre que a humanidade está evoluindo, mas não consigo imaginar privar as pessoas de suas vidas íntimas. Lá nos cinquenta anos que virão, o marido acompanhará a esposa nos seus mínimos gestos, e vice-versa. Creio que isto irá provocar uma modificação no comportamento das pessoas,  e espero apenas que nossa moral e ética não sejam alteradas. 
Relato um fato ocorrido comigo. Em uma palestra que pronunciava num colégio de nível secundário, sobre uma entidade que participo, um jovem me peguntou se aceitávamos gays. Uma pergunta difícil de responder "de sopetão". Minha resposta, de imediato, foi que nada tínhamos com o comportamento privado das pessoas, e sim com o seu comportamento social. Agora, se o comportamento privado passar a ser "social", as coisas irão mudar. 

domingo, 15 de junho de 2014

Boletim 177.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Campeonato Mundial de Futebol, ou Foot Ball, ou Chute na Bola.
Tem sido um verdadeiro chute nas bolas para mim. Recém começou e não aguento mais. Gosto de futebol, onde sou colorado, sem sofrer ao perder, e sem gritar ao ganhar. Aquele amor calmo e sincero, puro e verdadeiro. Bem, mas é jogo demais. É muito chute nas bolas. Já estou até com pena delas, todas amassadas, cansadas e molhadas. Saco cheio diziam os gaúchos do meu velho tempo. Meus programas diários não existem mais, é só chute nas bolas. Então quando tiraram meu "Esquenta" deu vontade de chutar a TV pela janela. Certamente hoje à noite não haverá nem Fantástico. Fantástico! O pior é saber que recém está começando. Tenho de aguentar futebol até julho. Gastaram tanto dinheiro, que será necessário chutar muita bola, para recuperar o prejuízo. Será que esta conta também está sendo paga por nós, míseros brasileiros? Ou tudo é dinheiro de fora dos turistas? Desculpem vocês meus leitores, mas é muito futebol e não consigo acessar outro assunto.

PS - Agora 15h e 30 min busquei novamente a TV, e sabem o que encontrei? A Regina Cazé com meu programa Esquenta! Ela produziu o que? Futebol!!! Desliguei. Realmente estou numa ruim.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Boletim 176.

ABRINDO A PORTEIRA.
De volta ao LAR.
Jane e eu retornamos. Por mais que eu busque uma definição de LAR, não encontro. Creio que nele reside a essência do verdadeiro AMOR. Os dicionários definem como: casa de habitação, parte da cozinha onde se acende o fogo, terra natal, pátria, família. Uma definição tão ampla que me leva ao conceito de Universo. Ainda prefiro ficar com o conteúdo de meus objetos pessoais do dia a dia, de minha rotina familiar, de minha convivência amorosa, dos pequenos aborrecimentos diários, e das constantes esperanças do amanhã. Sei que pouca coisa me pertence, mas certamente meu LAR é indestrutível, como o Universo que nos rodeia, pois tudo é fruto do AMOR. 

GAPÃO.
Mais que os riscos das sombras que o fogo fez, mais que o amor materno da cadela Keka aleitando, e além das chaleiras pretas a água do mate aquentando, fica a saudade de quem não te desfruta há mais de um mês.

HISTÓRIA QUE ME CONTARAM.
"Amigo vale mais do que qualquer dinheiro".
Essa frase ouvia constantemente de meu avô paterno, Ney Xavier Azambuja. Tanto, que perguntei um dia para meu Pai, porque o Vovô repetia tanto aquela frase. Ele me contou assim:
"Na Revolução de 1893, chamada de Revolução da Degola, Papai e o Tio Estácio Xavier Azambuja, grande caudilho de Bagé, fugindo de um piquete do Gal. Zeca Netto, e com os cavalos já cansados, sentiram que seriam aprisionados. Tio Estácio disse ao Papai:
- Ney, estamos perdidos, e não será esta dinheirama que carregamos em nossas guaiacas, que irá salvar nossas vidas. Ao que Papai lhe respondeu:
- Pois te enganas, ainda tenho amigo. Vamos entrar na Fazenda da Lavoura, de meu amigo Gabriel Francisco Garcia onde estaremos à salvo. Tio Estácio retrucou:
- Estás louco! Ele é pica-pau (os republicanos), e nosso adversário político!
- Pode ser, mas é meu amigo, retrucou o  Papai.
Assim eles foram salvos pelo amigo que os homiziou. Imagina meu filho o tamanho daquela amizade, numa época em que os ideais políticos jogava irmão contra irmão, e filho contra pai".

FECHANDO A PORTEIRA.
Um homem jamais se anula ao se afastar de seu trilho, na oferta de seu amor. O destino nos reserva uma eterna conquista, ou até reconquista, na dedicação a quem se ama, pois não existe amor velho, ele estará sempre renascendo...


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Boletim 175

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Juntamos os panos.
Jane e eu aguentamos três dias de separação dos corpos, para juntarmos outra vez os nossos panos. Isto me fez lembrar dos cinco anos que trabalhei no interior do Rio de Janeiro, plantando arroz! Dá para entender? Pois bem, foi uma boa lição de vida, e das tantas, lembro de uma, quando numa roda de cariocas descobri que todos já estavam na terceira ou quarta mulher. Ao confirmar que continuava com a mesma, eles passaram a gozar dos gaúchos, coisa que adoram fazer. Podem rir a vontade, pois sabemos que mesmo num mesmo país, somos de uma raça diferente. Os risos silenciaram quando contei que gaúcho também briga com a mulher, mas só durante o dia, pois de noite ele faz as pazes, tamanho é o frio, e a necessidade de uma costela quente. Dou testemunho deste frio nestas três noites de separação dos corpos, sabendo que nossas almas não se separam nunca. 
Vou me separar também destes meus traços, voltando para o Hospital de PUC, onde também ficarei dois ou três dias ao lado da minha costela quente, mas sem abraços.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Boletim 174.

ABRINDO A PORTEIRA.
Separei-me!
Depois de cinquenta e sete ano ao lado da minha Jane nos separamos. Faze vinte e quatro horas, e já estou cheio de saudade. Ela sempre dormia em meu ombro amigo. A amizade quando provém da paixão e do amor é o maior de todos os sentimentos. Preservem as amizades sinceras de vocês, e um dia me darão razão. Calma, não se assustem pois a separação é passageira. Foi diagnosticado uma faringite em mim, e o médico disse que é contagiosa. Então a cama, toalha, sofá, talheres e até banheiro, tudo separado. O difícil é separar daquele abraço. Quando ficamos velhos tudo que é material vai perdendo sentido, o sexo e até o conforto, pois sabemos que nos momentos finais teremos apenas uma cama nos protegendo. Jane e eu logo estaremos no abraço novamente, e fico rezando, lamentando por aqueles que não podem mais desfrutar o abraço do amado amigo, ou amiga.


GALPÃO.
Amando a vida.
"É balda de quem é velho, andar jungido ao passado, como um boi magro e cansado ao peso da canga, mas que paciente e sem zanga, vai mascando a malagueta, que é o carreteiro sotreta, que não lhe afrouxa o serviço, e o boi velho nem por isso, deixa de amar a carreta". (Apparício Silva Rillo).
E aqui vou eu paciente e sem zanga, amando a vida que é minha Jane, pois com ela o mundo foi criado em 12 de novembro de 1957.


Aprendendo a dividir doçuras e amarguras.

HISTÓRIAS QUE VOU CONTAR.
Alegria da vida.
Só seremos alegres, se soubermos que fizemos a alegria de alguém. Lógico que para fazermos a alegria de alguém devemos, de certa forma, amá-lo, e logicamente, que para amá-lo teremos que amar primeiro a nós mesmos. Já escrevi, ou alguém escreveu antes mim que esqueci, que tudo é "de dentro para fora". Se não tivermos dentro de nós, não encontraremos fora de nós. Por vezes não identificamos o que temos dentro de nós (não é segredo, temos tudo), e será necessário um fato externo para despertar. Prestem atenção na vida, ela é bela e longa.

FECHANDO A PORTEIRA.
Fecho superando dificuldades, pois é nelas que encontraremos o crescimento.

domingo, 18 de maio de 2014

Boletim 173.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Uma das  muitas lições.
Adoro receber lições. Creio que é uma dádiva do velho, pois quando moço não gostava de receber lições. Verdade que elas eram pesadas, impostas por vezes à força. A mocidade de hoje está mais desenvolvida, pois possuem mais liberdade (por vezes até exagerada) permitindo desenvolver suas consciências, descortinando "seus caminhos" com mais antecedência. 
São três velha perguntas, de um velho livro de lições:

"O que é a vida?"
"Para que ela serve?"
"Qual o seu fim?"

O que peço é que meditem sobre elas. Busquem um lugar silencioso, quem sabe apenas com o som de uma boa música aos ouvidos de vocês. Irá lhes fazer bem. Se possível elevem seus pensamentos à Deus, numa breve oração, pedindo Seu auxílio. Quando ficarem velhos terão mais facilidade de compreensão, mas não custa começarem desde cedo. Não viemos inutilmente ao Mundo, e afirmo que tudo tem o seu sentido. A única coisa que não posso crer é que a VERDADE não exista, como está escrito no tal livro de lições, pois como seres humanos devemos nos distinguir "pela penetração do espírito, e pela capacidade de compreensão".
Meditem!

domingo, 11 de maio de 2014

Boletim 172.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Fiz 80 anos!
Sim, quem faz com saúde e amor no coração faz feliz. São meus votos para todos vocês, que ainda não fizeram. Posso afirmar que é bom, muito bom, principalmente quando cercado de familiares e amigos. Foi na Fazenda Santa Tereza, do meu Irmão-Primo Ney Artur Azambuja, que nos brindou com um macanudo churrasco de ovelha, assada pelo Soni, seu fluente empregado de muitos anos. Claro que teve muito discurso, mas todos curtos, mas com conteúdo. Meu conteúdo final de agradecimento foi para que desfrutássemos do "momento", pois a vida se resume em momentos felizes como aquele. Agora escrevendo me dou conta que é um 'vareio' dos momentos felizes contra os momentos infelizes. Façam as contas, e agradeçam ao Grande Arquiteto. 
Fixo dois momentos do belo encontro:
Dois punhos fechados, erguidos à Deus, pedindo Sua força, com minha alegria de vida estampada no rosto, e dos meus Irmãos. Obrigado Senhor.

Abraçado ao sobrinho-primo Paulo, filho do anfitrião Ney Artur. Depois o "fluente" Soni, grande assador agarrado numa garrafa de bom vinho e, por último meu Irmão-Primo Ney Artur, que será o primeiro.

sábado, 3 de maio de 2014

Boletim 171

ABRINDO A PORTEIRA.
Façam 80 anos.
Todos vocês irão fazer 80 anos. São esses os meus votos. Sei, muitos de vocês já chegaram lá. Agora permitam que conte dos meus oitenta, completados no dia de hoje. Nada mais belo do que poder olhar para trás, e contemplar um passado distante. Não importa que tivesse alguns medos, eles foram superado. Também não importa meus sofrimentos vividos, eles já passaram. Pouco importa minhas perdas materiais, pois certamente ganhei muitas outras. Não importa saber que termina os meus dias, pois o que importa é saber que: "O fim não existe. Tudo estará sempre acontecendo". 
Transcrevo uma mensagem para meditação, deixada pelo General Douglas Mac Arthur, com o título - "Gosto pela Vida".

Ninguém fica velho simplesmente porque viveu alguns anos. A pessoa só envelhece quando abandona seus ideais. Você é tão jovem quanto sua autoconfiança, e tão idoso quanto o seu medo; tão moço quanto as suas esperanças, e tão velho quanto o seu desespero. No centro de todo o coração há um gravador. Enquanto ele receber mensagens de beleza, esperança, alegria e coragem, você permanece jovem. Quando os fios se romperem, e seu coração estiver coberto com as neves do pessimismo e o gelo do ceticismo, então, e só então, você ficará velho".

Faço 80 anos com a trilogia da vida: DEUS, SAÚDE e FAMÍLIA.

GALPÃO.
Simplicidade x humildade.

Contemplem a foto acima. Há um conjunto de harmonia, com um cachorro enrodilhado, um gato preto estendido, uma chaleira coberta de pucumã, e o fogo forte assando um naco de carne. Uma mateada segura com as duas mãos, um lenço colorado no pescoço, dois violões sonando, fisionomias sorridentes, na expressão de pura felicidade. A cena me faz lembrar de uma canção perdida no espaço - "Para que tanta ambição, tanta vaidade, procurar uma estrela perdida, se o que nos traz felicidade, são as coisas mais simples da vida." 

FECHANDO A PORTEIRA.

Não importa o tempo vivido, importa as lições aprendida.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Boletim 170.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Tu promoveste a felicidade dos outros?
Assisti a um pedaço de filme na TV, onde me ficou gravada a lenda egípcia: "Quando chegares no céu, Deus te fará duas perguntas, que dependendo das respostas ali permanecerás, ou não". A primeira pergunta: "Foste feliz na Terra?". Iremos responder que sim, buscando a Glória de Deus, mas virá a segunda pergunta: "Fizeste a felicidade dos outros?". Bueno, aí a resposta será mais difícil, visto que não deveríamos ter promovido a infelicidade de ninguém. Meditei sobre o assunto, e entendi que está explicito na segunda pergunta, "buscaste" fazer a felicidade dos outros". Muitos recolhem-se em seu interior, e mesmo não promovendo a infelicidade alheia, não "buscam" pelos outros. Creio que aí reside a essência do amor - buscar pela felicidade dos outros. Não basta ser feliz para satisfazer meu eu, pois aqui viemos para compartilhar a felicidade (amor) com nossos semelhantes. Estou lendo o livro "Mais Platão, menos prozac", de Lou Marinoff, um professor de filosofia no City College de Nova York, que aconselho aos meus amigos. Estou na parte que os filósofos antigos discutem se há definição para o que seja o "mal" e o "bem". Já me referi anteriormente que isto é falta de moral, o que é também falta de ética. Chego a afirmar que o "mal" ou o "bem" é aquilo que promovemos ao outro, não a nós mesmos. Aquilo que me faz feliz pode promover a infelicidade do outro. Quando chegar no fim do livro irei me manifestar, afirmando, se há ou não possibilidade do ser humano viver sem prozac.  

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Boletim 169.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A competição.
Outro dia conversando com um amigo, ele comentou de uma competição pessoal que outro amigo lhe fazia. Passei a meditar sobre o assunto, chegando a conclusão que existem dois tipos de competição - a atlética, profissional, saudável e construtiva e, a pessoal, invejosa e destrutiva. Naturalmente que sofre o invejoso, que só tem olhos para apreciar o outro, jamais olhando para o seu interior, na busca de uma consciência sã. Vivem dentro de um escuro ainda não renascido, e não compreendem que terão de morrer, para renascer. Morrer para matar a inveja, o ódio, e todo o sentimento ruim, para renascerem limpos e puros. A Páscoa jamais passará, pois ela é simbolicamente a mensagem de Cristo para um renascimento, quando também surgiremos dos mortos, buscando por uma Luz Maior. A Humanidade está evoluindo. As guerras estão diminuindo, mesmo que ainda persista ódio entre alguns homens. Quando criança testemunhei em meus ancestrais a mescla de um medo e ódio, oriundo das muitas revoluções que viveram. Os homens passavam longe de seus lares, lutando por um simples ideal, mais do que dedicando amor aos seus filhos e seus afazeres. Hoje a luta é por ambição de riqueza e poder, mas concluo com o dizer de meu saudoso tio, Cel. Dário Silva Azambuja: "A humanidade passou pela dinastia da força, quando sobrevivia aquele que tinha mais músculos. Passamos depois pela dinastia do sangue, onde só tinha valor os nobres. Hoje estamos vivendo a dinastia do dinheiro, mas logo estaremos vivendo a dinastia dos valores, quando teremos um homem culto, educado e virtuoso". 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Boletim 168.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
O amor.
Sei. Já falei demais no assunto, mas ele não tem e nunca terá fim. Não sou noveleiro, mas ficava esperando o Repórter da Globo, ansioso pelo fim da novela "Joia Rara", quando assisti o seu final. Joia Rara, disse a atriz Glória Menezes, é o que chamamos de amor. Passou em sua alocução a descrever os benefícios do amor, e suas consequências na sociedade em que vivemos. Lamentei apenas que ela não dissesse o  que seja o amor.  Sei também que já me manifestei sobre sua definição em boletins anteriores, mas não custa repetir: este sentimento - amor - não nos pertence. Somente o terá aquele que crer num Ente Superior. Evitei chamá-lo de Deus, para não ferir aqueles que "se julgam ateus", pois conheço vários ateus que verdadeiramente "amam". O sentimento do amor só pertencerá àquele que desenvolver sua consciência, inspirada na ética e na moral religiosa (ética é a teoria e moral é a sua prática). O inconsciente é mau. Nossa conduta será sempre norteada pela ética. Também sei que há filósofos que a contestam, dizendo que não distinguimos o que seja bem, e o que seja mal. Estou longe de concordar com eles, principalmente com um tal de Spinoza. Imaginem que Thomas Hobbes(1588/1679) chegou a escrever: "Qualquer que seja o objeto do apetite ou desejo de um homem; é isso o que ele, por sua vez chamou de 'bem': e o objeto de seu ódio e aversão, de 'mal'." Deus! Então, se esta é a sua ética, ele não possui moral, e sem moral voltaremos a ser selvagens. Então amemos, não para o outro, mas para nossas próprias consciências. 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Boletim 167

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.

Meu velho Pai.

(Esta charla foi lida na Fazenda Sant´Anna, no dia do seu centenário de nascimento, 26 de janeiro de 1998, em uma reunião festiva do Rotary Club de Camaquã.)

Meu velho Campeiro, Pai e Companheiro Mário Silva Azambuja.

Sei que a campeirada é das brabas, pois vamos voltear a Invernada do Esquecimento. Ao passo lento, buscando pelo picaço, me treme o buçal na mão, como quem penetra a bruma do tempo. São porteiras pesadas, como a me dizer que entro em campo proibido, mas te encontro na beira do fogão galponeiro, envolto de paz e luz, chimarreando o doce líquido do descanso eterno. Só a força do amor seria capaz de permitir minha aproximação. 
         
Volteamos o rodeio da lembrança de meus primeiros galopes, quando senti tua austeridade paterna. Foi nela que encontrei a têmpera para enfrentar as intempéries da vida. Sei meu companheiro, era outro tempo, quando só havia a força do braço na dura luta pela sobrevivência, que não conhecia cansaços. Mas meu trote infantil se assustava com teus galopes rápidos e destemidos. Aprendi a obediência quando recebi este freio pesado, que a vida na sua ciência, nunca mais me permitiu deixar de lado. Lembrei quando afirmavas que ela é uma luta constante, para aqueles que aceitam o desafio de buscar um ideal. Pois te atropelando na idade, perdi o medo do final, pela linda e profunda trilha que deixaste no varzedo da existência, como um farol a me indicar um destino.

É incrível como tanto tempo depois, ainda me assalta a vontade de dar de rédeas para trás. Não para viver mais, mas para trotar ao teu lado outra vez, mudando o rumo de alguma coisa, ou simplesmente o tom da conversa. Com todo aquele carinho que nos unia, permitimos um “mundão” entre nós dois, esquecendo de desfrutar os bons momentos das descontraídas mateadas, dos tentos frouxos, de uma simples pescaria.


Mas vou sair deste tranco duro, mudar de rumo, falando de coisas boas, esquecendo até mesmo os Niños e os Diablos que se abatem por aqui. Teus dois filhos, três netos, cinco bisnetas, e um bisneto, todos lindos e gordos. Queres mais? Tua verde Sant’Anna, mesmo com toda a luta contra os “leoninos”. Teus muitos Companheiros, amigos e parceiros. Verdade que outro tanto se mudou de querência, quem sabe pela propaganda que fazem desta tua Invernada aí de cima.
  
Outro dia lembrei-me de ti, ao ler a lista dos partidos políticos que inventaram. São 29 com as mais misturadas letras, onde encontrei até um P.L. igualzinho ao nosso, mas no nome, pois em ideal só mesmo aquele parlamentarista. Lembro o quanto peleaste ao enterrarem cinco ou seis partidos, dizendo que eram muitos, para fundarem somente dois, matando nosso PL.

Bueno meu Campeiro, Pai e Companheiro, foi uma charla complicada, meio sem começo e será sem fim. Não dá para entender muita coisa, mas não podia deixar passar o cavalo encilhado, sem uma mensagem. Tinha muito mais para te contar, mas me despeço com a certeza que nos aproximamos, encurtando distâncias, onde saberemos sempre fazer amigos, na oferta da fraternidade. Amar não é para quem quer, é para quem soube ser humilde e verdadeiro como tu, para quem mais ofertou do que pediu, para quem mais trabalhou do que descansou, para quem mais se resignou do que reclamou e, principalmente, para quem muito mais amou do que odiou. Assim te guardarei na lembrança, ofertando meu respeito, no pedido de tua benção.
Teu filho
Luiz Fernando Azambuja

segunda-feira, 24 de março de 2014

Boletim 166.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Conhece a ti mesmo.
Sem ainda me conhecer ao todo, conheço pessoas que se desconhecem completamente. São aquelas que se julgam isentas de qualquer erro, e se julgam perfeitas. Sabem tudo, e são incapazes de admitir que outra pessoa saiba mais do que elas. Não se trata de vaidade pessoal, muito pelo contrário, psicologicamente elas buscam esconder os seus defeitos, na triste missão de querer convencer o outro com seus argumentos errados. Nas discussões são incapazes de ouvir o interlocutor, e mesmo permanecendo em silêncio, não estão escutando o que o outro diz, atentas às suas vozes interiores buscando suas justificativas. São incapazes de evolução. Já convivi com pessoas assim, e normalmente as taxo de egoístas, e egoísmo é um vício que destrói a alma humana. Desconhecem o que seja humildade...


Humildade vem do latim umilitas, e é a virtude que consiste em conhecer as suas próprias limitações e fraquezas, e agir de acordo com essa consciência. Refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. A Humildade é considerada pela maioria das pessoas como a virtude que dá o sentimento exato do nosso bom senso, ao nos avaliarmos em relação às outras pessoas.
Albert Einstein confessa que "por detrás da matéria há algo de inexplicável".
Humildade também não significa ter de se rebaixar para as outras pessoas, mas sim reconhecer e admitir suas falhas.
Do ponto de vista da filosofia, Immanuel Kant afirma que a humildade é a virtude central da vida, uma vez que dá uma perspectiva apropriada da moral.
Com a mesma humildade que recebo uma crítica, recebo um elogio!
A virtude que dá o sentimento de exatidão da nossa fraqueza.
Ter humildade é saber perder e saber vencer, ver a simplicidade nas coisas.

* Frases da Internet - Wikipédia e Dicionário inFormal.

Concordem comigo: todos estamos repletos de erros, pois não existe ninguém perfeito neste mundo, ou melhor, as criancinhas nascem perfeitas, e até certa idade permanecem inocentes. Daí que: "Delas será o Reino de Deus".
Nós adultos é que devemos nos cuidar.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Boletim 165.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Mágoa.
Um sentimento que sempre passou por longe de mim, por piores momentos que tenha sofrido, entretanto, nesta semana fui magoado, o que me fez refletir, e refletir muito. Claro, busquei sentar num banco tosco do Galpão do Galo Velho, frente a um fogo forte, numa madrugada silenciosa e calma, quando matutei muito. Toda mágoa tem casamento certo com a vergonha. Este dois sentimentos não são tão ruins como se pensa num primeiro momento. Temos de dar tempo, refletir muito, ponderar os acontecimentos, para depois, quem sabe muito depois, formar uma definitiva opinião. O primeiro passo é não deixar a mágoa se transformar em rancor. Jamais nossos sentimentos podem regredir, na ordem moral em que nos elevamos. O segundo passo é não colocar a culpa nos outros, o que é sempre muito fácil. Difícil é colocar a culpa em nós mesmos! Depois de muito refletir passei a culpar a mim mesmo. Também não fiz disto uma mortificação, apenas procurei aprender a lição para não cometer o mesmo erro. Já escrevi em boletins anteriores que nenhuma virtude é fácil de ser exercida, mas certamente a humildade é a mais difícil de todas. Não creio que tenhamos nascidos humildes, e sempre entendi que ela deve ser praticada, e esta prática estará associada à nossa consciência. Reconhecer o erro é um dom, mas pedir perdão é um ato de humildade.
Aquela mágoa não me fez mal, e depois do mate do estribo, depois que o Sol derramou sobre mim a sua luz para vencer o dia que amanhecia, entendi que é bom viver, revigorado pela energia de um DEUS CÓSMICO. 

quarta-feira, 5 de março de 2014

Boletim 164.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.


Obs. Repito o Boletim 52, datado de 2010, e um dos mais acessados, até mesmo na presente semana. Interesse genealógico.

Fazenda da Quinta.
A Fazenda da Quinta foi desmembrada da Sesmaria Flor da Praia, quando Faustina Maria Centeno, filha do Sargento-Mor, Boaventura José Centeno e de Dona Antônia Joaquina Gonçalves da Silva (irmã do Gal. Bento Gonçalves da Silva), recebeu metade da grande sesmaria. Faustina casou com o português João Luiz Pereira da Silva, um profissional na arte da enxertia, que construiu um pomar tão grande e perfeito, que deu nome à Fazenda da Quinta. Dou uma ideia do que foi este pomar, pois muito o percorri. Sob a ramada do parreiral, percorria-se um longo caminho, até chegar na taipa de um grande açude, onde havia um excelente local de banho, e pescaria. Dos dois lados deste parreiral, desenvolvia-se diversas espécies de árvore frutíferas, cerca de dois hectares de arvoredo, onde conheci alguns pés de café e algodão. O velho tear também é de minha lembrança, onde se confeccionava o tecido para as peças de roupa, já que na época os ovinos não haviam chegado na região, e o café era de difícil aquisição. Ambos, café e algodão, eram de péssima qualidade e baixa produtividade devido ao clima. Conheci também um imenso pé de pinheiro, que chamavam de pinheiro imperial, mas não sei dar sua origem. As palmeiras imperiais eram abundantes, e ainda hoje existem na região alguns de seus "filhos", que vieram procedentes do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Do casamento de João Luiz com Faustina conhecemos dois filhos - Boaventura Luiz Pereira da Silva, casado com Izabel Eufrásia, neta do Gal. Bento Gonçalves (aquela gente viajava muito pouco) , que tiveram um filho chamado Cel. Boaventura Luiz, chefe do Estado Maior do Gal. Zeca Netto, e pai de Dona Izabel Silveira da Silva, casada com o saudoso amigo Dorval Ribeiro. O outro filho, foi Francisco Luiz Pereira da Silva, conhecido por Vô Chico, casado com Tereza(?) com quem constituiu dois filhos: Adolfo Luiz Pereira da Silva, que casou com Anna América Centeno, tendo com ela quatro filhos: Thereza, casada com o primo Mário; Maria, casada com outro primo, Lauro; Sylvio, com Morena Pereira e, Francisco Luiz, conhecido como Luizinho, casado com Ivone Pereira. A outra filha do Vô Chico foi Faustina, que casou com o Cel. Ney Xavier Azambuja, proprietário da Fazenda da Invernada, com a qual teve treze filhos, mas sobreviveram apenas oito: Mário, da prima Thereza; Lauro da prima Maria; Mariá, casou com Tito Paranhos Barcellos; Marieta, com José Olavo Fay; Ney, com Nilda Souza; Marcolina com Romeu Luiz Pereira da Silva; Cel. Dário, com Maria de Lourdes Vilamil e, finalmente Adolfo, que casou com Zilda Souza.
Vou buscar a descendência desses primos, mas necessito do auxílio de meus parentes. Será necessário o nome dos filhos e netos dos meus primos. Também o ano de nascimento em parênteses ao lado do nome.  


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Boletim 163.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Nada muda!
O título pode parecer impossível, ainda mais se pensarem que estou me referindo a rotina, que mata, mas peço para refletirem.
O Sol é o mesmo desde os primeiros tempos. Nosso ar pode estar um pouco poluído, mas dá para viver. O voo dos pássaros, o perfume das flores, o movimento das nuvens, e tudo mais que a natureza nos contempla, é o mesmo. Nada muda. Dirão que mudamos nós, o que também não creio. A tecnologia é que nos faz mudar de um lugar para o outro rapidamente. Dentro de um mundo ambicioso e violento, com uma droga de TV nos perturbando 24 horas por dia, mudamos apenas a maneira de agir. Esquecemos de "viver" a natureza, e ainda para piorar as coisas, a agredimos. Não sou técnico no assunto, pois meu único título é de datilógrafo, mas tenho olhos para ver, e um coração para sentir. Como rotariano sou preocupado com a saúde do Mundo, erradicando a poliomielite da face da terra. Mas temos também de erradicar os bolsões de miséria, onde se multiplica a violência. Temos de promover mais escolas, mais professores com melhores salários, mais segurança de vida. Então fico me perguntando o que estamos fazendo para ajudar. Sei, dirão - eu pago meus impostos, mas afirmo que ainda está sobrando. Vejam o povo doando milhões aos políticos ladrões para saldarem suas dívidas! Quanto dinheiro como este, jogado fora, poderia ser dirigido àqueles necessitados? Restam os clubes de serviço, a maçonaria, as entidades sociais, mas justamente aquilo que está mudando nossa maneira de agir, não nos dá mais tempo para praticarmos o bem. O pior é que estamos alimentados pelo mal. 
Não sei se publicarei isto, sentindo que hoje estou negativo, e não gosto desta gente...

Galo Velho

Camaquã, Rio Grande do Sul, Brazil
Fundado em 05/07/1980, assim foi escrito em sua 1ª página do 1º Livro: “O que importa neste GALPÃO é que cada um saiba ser irmão do outro. Aqui terminou o patrão e o empregado; o pobre e o rico, o branco e o preto; o burro e o inteligente; o culto e o ignorante. Aqui é a INVERNADA DA AMIZADE e tem calor humano como tem calor de fogo. Nosso Galpão nem porta têm, está sempre aberto para quem buscar um abrigo. Neste Galpão os corpos cansados da lida diária encontrarão sempre um banco para descansar, e um mate amargo para a sede matar. Aqui o frio do Minuano não encontra morada, temos toda a Sant’Anna irmanada. A cada nascer de uma madrugada há de encontrar alguém aquentando fogo, buscando nas cinzas do passado, o Galo Velho que será, quando partir para a Invernada do Esquecimento. Ninguém será esquecido, se passar nesta vida vivendo como o nosso “Galo Velho” viveu, a todos querendo, sem nunca ter o mal no coração.”