segunda-feira, 19 de junho de 2017

Boletim 343.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Quando estou triste.
Recebi de meu filho Dr. Magrinho, meu amigo, aquele que nasceu Luiz Fernando Azambuja Júnior, uma música que tocou meu coração. Talvez eu estivesse triste, como triste tenho um amigo que perdeu um filho. Por vezes devemos chorar, pois nossas lágrimas lavam e levam nossas tristezas. O cantor se chama Martin Hurkens, e a música é intitulada - "You raise me up". 

Quando estou triste, e, oh, minha alma, tão cansada
Quando os problemas fazem o coração pesar
Então, eu paro no meio do silêncio
Até você vir e sentar-se por um instante comigo
Não há vida - não há vida sem este desejo
Cada batida do meu coração tão imperfeito
Quando você chega e eu me espanto
Às vezes, eu acho ter vislumbrado a eternidade
Você me levanta, para alcançar montanhas
Você me eleva, para andar sobre o mar
Eu sou forte, quando estou sobre seus ombros
Você me levanta mais do que eu possa alcançar.


Cliquem:

sábado, 17 de junho de 2017

Boletim 342.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Paciência infinita.
Certamente que ela não existe, mas fico pensando, ou matutando. Quanto mais velho a gente vai ficando, mais paciencioso vamos ficando. Reparem como as crianças não sabem nada de paciência. Digo sempre assim: vou apendendo a deixar acontecer, pois afinal não irei corrigir mais nada, e toda a correção custa um preço alto. Reparem nos professores como sofrem. Na verdade cumprimos com nossos deveres, e não temos mais tempo de nos corrigir. Se errados levaremos nossos erros ao julgamento do Senhor, que nos dará a verdadeira lição da vida. Matutem.
Hoje é aniversário da minha Jane, esposa querida de 60 anos de matrimônio abençoado. Que mais te pedir meu Deus? Apenas agradecer tuas bênçãos.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Boletim 341.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Meu Deus!
Certamente a frase mais pronunciada nos dias de hoje. Devemos sair o mais rápido possível deste pânico. Não temos mais direção, e nossos trabalhos não nos sustentam mais. O Brasil está parado, e não digam que estou falando em política, pois em mim não habita o ódio ou a paixão. Tenho sido um verdadeiro equilibrista neste cordão da vida. Talvez por tal tenha chegado até aqui, com fé e esperança, as duas virtudes que conduzem o indivíduo à tranquilidade final da vida humana. Deixemos nosso Deus em paz, e vamos buscar novos caminhos. Já disse: Fomos roubados? Não adianta buscar o dinheiro que evaporou. Vamos buscar outro dinheiro e colocar as coisas nos seus devidos lugares. Tenhamos apenas confiança em Deus, e esperanças em dias melhores. Chamemos Deus apenas na oração de nos livrar do pânico.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Boletim 340.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Armado Jabor.
Impossível deixar de comentar o artigo deste paulista, que publico abaixo. Impossível deixar de se orgulhar em ser gaúcho.

ARNALDO JABOR ,SOBRE OS GAÚCHOS:
"Pois é. O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia
distribuindo ressentimentos passivos.
Olham o escândalo na televisão e exclamam 'que horror'.
Sabem do roubo do político e falam 'que vergonha'.
Veem a fila de aposentados ao sol e comentam 'que absurdo'.
Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram 'que medo'. E pronto!
Pois acho que precisamos de uma transição 'neste país'.
Do ressentimento passivo à participação ativa'.
Pois recentemente estive em Porto Alegre, onde pude apreciar atitudes com as quais não estou acostumado, paulista/paulistano que sou.
Um regionalismo que simplesmente não existe na São Paulo que, sendo de todos, não é de ninguém. No Rio Grande do Sul, palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa.Abriram com o Hino Nacional. Todos em pé, cantando.
Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul.
Fiquei curioso. Como seria o hino? Começa a tocar e, para minha surpresa, todo mundo cantando a letra! 'Como a aurora precursora / do farol da divindade, / foi o vinte de setembro / o precursor da liberdade '.
Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão. Com garrafa de água quente e tudo. E oferece aos que estão em volta. Durante o evento, a cuia passa de mão em mão, até para mim eles oferecem.
E eu fico pasmo. Todos colocando a boca na bomba, mesmo pessoas que não se conhecem. Aquilo cria um espírito de comunidade ao qual eu, paulista, não estou acostumado.
Desde que saí de Bauru, nos anos setenta, não sei mais o que é 'comunidade'.
Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São Paulo. Aliás, você sabia que São Paulo tem hino? Pois é... Foi então que me deu um estalo. Sabe como é que os 'ressentimentos passivos' se transformarão em participação ativa?
De onde virá o grito de 'basta' contra os escândalos, a corrupção e o deboche que tomaram conta do Brasil? De São Paulo é que não será.
Esse grito exige consciência coletiva, algo que há muito não existe em São Paulo. Os paulistas perderam a capacidade de mobilização. Não têm mais interesse por sair às ruas contra a corrupção.São Paulo é um grande campo de refugiados, sem personalidade, sem cultura própria, sem 'liga'.Cada um por si e o todo que se dane. E isso é até compreensível numa cidade com 12 milhões de habitantes.
Penso que o grito - se vier - só poderá partir das comunidades que ainda têm essa 'liga'. mesma que eu vi em Porto Alegre.
Algo me diz que mais uma vez os gaúchos é que levantarão a bandeira. Que buscarão em suas raízes a indignação que não se encontra mais em São Paulo.
Que venham, pois. Com orgulho me juntarei a eles. De minha parte, eu acrescentaria, ainda: '...Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra...

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Boletim 339.

ABRINDO A PORTEIRA.
O GALPÃO
         Foi publicado lá atrás, e parece não custar nada repassar, pois se trata de versos do grande Balbino Marques da Rocha, intitulado “Galpão do Rio Grande”, que transcrevo. “Meu santuário de fumaça, onde as vezes desencilho... Faço um altar de lombilho, do fogo à reminiscência, e cultuo a dor da ausência no oratório do passado. Galpão onde eu fui fedelho, tirando raspa de tacho, corpeando tala de relho... Templo de fogo vermelho, onde os avós se reuniram e donde a cavalo partiram pra um cruzada de macho.” oje HoHo        Certo que isto é uma ode ao gauchismo, para se guardar no fundo do coração. A poesia é muito longa, muito linda, pena que o espaço é pequeno. 

GALPÃO
 A morte da eguada.
Esta história me foi contada pelo Cristino, o nosso Galo Velho.
"Menino, fica difícil de entender meu tempo, pois está muito longe de hoje. A cavalhada dominava os campos, e eram valorizadas por sua grande utilização nas guerras e várias revoluções gaúchas. A última guerra à cavalo foi em 1932, e daí em frente a motorização substituiu a cavalhada. Imagina agora, que na Fazenda da Quinta eram 500 éguas, fora os potros, potras e cavalos. Os bovinos passaram a ter valor, e tinham de tomar o lugar dos cavalares. Então o patrão Mário Azambuja, que administrava a fazenda, chamava o Zé Grande para montar a cavalo ao lado dele, levando o mosquetão, com a ordem de "limpar campo". Égua velha, animal doente, quebrado, imprestável, aporreados, recebia a ordem do patrão - "bala nele". A corvalhada, mais faceira que ganso em taipa de açude, se banqueteava”.

Sei que é difícil de acreditar, mas lembro do causo ser contado pelo Galo Velho e confirmado por meu Papai. 

HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM 

                       No início do Século XX começaram a desenvolver o tráfego aéreo no Rio Grande. Primeiro porque não tínhamos estradas, e as distâncias a serem percorridas eram grandes. Como não havia aeroportos como temos hoje, passaram a usar hidroaviões, que desciam e decolavam nas águas da Lagoa dos Patos, próximo das grandes cidades. Assim a Varig inaugurou uma linha aérea ligando Porto Alegre à Pelotas e Rio Grande. Também é necessário esclarecer que entre estas cidades não havia linha férrea. O primeiro hidroavião tinha desenhado em sua fuselagem o prefixo BAAA. Contam até mesmo, que dois gaúchos estavam pescando serenamente na beira da lagoa, quando passou baixo aquele bruto “pássaro voador”, tendo um deles gritado: Baaa! Daí surgindo o nosso dito tão diário do gaúcho – Baaa!

            Mas a história é outra. Certo dia um desses hidroaviões navegadores, voava de Pelotas para Porto Alegre, quando teve uma pane num dos motores, descendo na Lagoa do Guaraxaim. Os pilotos, que eram alemães puros, amarraram o dito numa figueira, e saíram campo a fora. Deram numa casinha, e mesmo falando mal a língua, conseguiram saber que perto havia uma grande casa de fazenda. Era a Fazenda da Quinta, propriedade de meus avós, Centeno Pereira da Silva. Ali chegando foram bem recebidos e alojados no “quarto de fora”, onde era costume se hospedar estranhos. Eles perguntaram ao empregado que fora convidá-los para jantar, onde seria servido o mesmo, e informados que seria na casa principal, ali bateram na porta, e para surpresa da família estavam trajando smoking, ou seja, uma roupa de gala. Dá para se imaginar o susto daquelas pessoas, que mesmo ricos, eram dotados de grande simplicidade. 
            A história ainda não termina aí. Dois dias depois meu avô providenciou uma carroça, e gente para levar os pilotos até o avião, já tendo despachado um “próprio” até a vila do Duro para avisar por telegrama a Varig. Susto tiveram os dois pilotos, que chegando onde haviam deixado o avião, não o encontraram. Aconteceu que a Varig já o havia rebocado, após darem falta do mesmo. 

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Boletim 338.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A paciência.
Paciência é uma virtude tão difícil, que chega a existir duas paciências, a da virtude e a do jogo, no qual sou viciado. Minha saudosa Dinha, irmã do meu coração, dizia que jogava paciência para treinar sua honestidade, pois nada existe de pior do que roubar a si próprio. Então ultimamente tenho é treinado a minha paciência virtude, aturando pedreiros nos apartamentos aqui do edifício, e agora aqui dentro do meu próprio, aguentando o barulho. Depois vem aquelas impaciências  do dia a dia, que é bom tê-las, pois triste é não termos o que fazer. Passei a matutar. Quando se administra bem a paciência virtude, ela nos faz crescer, e quando a gente se "espavoneia" maltratando a coitada ela nos transforma num mico, aumentando cada vez mais a perturbação interior. Sabem, tudo está em aguentar calado. É difícil, mas tentem.    

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Boletim 337.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
As nossas queixas.
Outro dia apreciando uma amiga se queixar da vida, dei um conselho a ela, que cabe a cada um de nós - "Pára de te queixar. Cada vez fica mais difícil. Uma queixa atrai outras duas ou três". Depois vamos considerar: se queixas resolvessem os problemas... Assim creio que devemos parar de nos queixar do nosso querido Brasil, e cuidarmos de nossas famílias e nossos serviços. Vamos apenas cuidar em quem votar na próxima eleição. Eu por mim não gostaria de ver político algum ser reeleito. Por falar neste assunto político, outro dia descobri porque alguém ainda lê meus boletins - Não falo nunca em política. Este assunto esta desgastado, enjoado, engasgado, estragado, hilariado, cansado...
Certa feita fui roubado. Trabalhei bastante e repus tudo no lugar. Assim teremos que fazer. Nossas queixas não resolverão os problemas.
Que Deus nos ajude com saúde física e principalmente espiritual!

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Boletim 336.

ABRINDO A PORTEIRA.
As crianças de hoje.
Gostaria de escrever sobre as crianças de amanhã, mas não me atrevo, pois o que mais me impressiona são as crianças de hoje. Não sou expert no assunto, pois os netos estão adultos, e os bisnetos ainda não chegaram, mas presto atenção nas crianças com quem convivo. Outro dia assistindo um diálogo entre a mãe e uma filha de no máximo 5 anos, fiquei encantado, pois conversavam como dois adultos. Com cinco anos eu ainda não era um ser humano! Dirão que é a TV e os celulares de hoje. Certo, mas tem algo mais importante que tudo isto, a educação atual. As crianças de hoje não tem medo, nem viveram na "gaiola" que me cercou. Elas tem liberdade. Sei, dirão que esta liberdade está exagerada, mas apenas em alguns casos, pois na maioria das crianças hoje se percebe uma personalidade bem desenvolvida, fixada na boa educação e no desenvolvimento social. As crianças de hoje, desde nenê, são seres humanos. Alguns não percebem, mas estamos evoluindo, e muito! 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Boletim 335.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Sonhos desfeitos...
Quantos? Certamente incontáveis. Alguns chorados, outros comemorados. Os sonhos desfeitos dos jovens passava rápido. Eram "virtuais" (sei, naquele tempo não havia internet, mas nossas paixões eram só no olhar), e tão pródigos eram aqueles sonhos, que de um dia para outro mudava de namorada. Depois vem os sonhos desfeitos dos maduros, que realmente doía barbaridade. Os maduros sempre acham que são donos da verdade e do mundo, não admitindo que seus sonhos sejam desfeitos. Finalmente vem o sonho dos velhos, que da mesma forma que o dos jovens, passa rápido. Percebemos que este mundo dos homens já não nos pertence, e que a Verdade é outra, muito mais linda e perfeita, e mesmo que distante é resplandecente de Luz e Paz.  

sábado, 13 de maio de 2017

Boletim 334.

ABRINDO A PORTEIRA.
Não fala dos teus sonhos.
Os sonhos devem permanecer ocultos em nosso interior. Quanto mais o alimentarmos, mais nos transformaremos. Certamente que para o bem ou para o mal, dependendo de seus propósitos. Quando jovem eu não sabia sonhar, pois eles eram efêmeros, e não tinham a importância que têm hoje. Tu poderás dizer: "Mas sonho de velho é tão curto". Caberá uma resposta: "Estás enganado, pois o jovem sonha com a matéria, enquanto o velho sonha com um amanhã espiritual, buscando uma outra vida, onde consiga corrigir suas imperfeições".
Não deixem de sonhar, se for material não contem para ninguém, mas se for sonho espiritual gritem aos quatro ventos!

GALPÃO.
Ainda a poesia.
Por ter recebido comentários sobre a poesia do boletim anterior, e notando interesses por ela, volto ao tema, ainda com o poeta Júlio Macedo Machado, que poetiza o Galpão do Galo Velho:

A Fazenda da Sant`Anna
é um lugar abençoado.
O Galpão um templo sagrado,
o velho Patrão é quem diz.
Seus filhos ficam felizes,
o Castelhano e o Magrinho.
É onde encontro carinho,
da Dona Jane e do Seu Luiz.

O encontro dos Poetas
é uma grande alegria,
gaita, violão e cantoria,
Parceiros cantando o hino.
É um momento divino
é quase uma devoção.
Galo Velho este galpão
lembra o campeiro Cristino.

Olha a estampa do poeta declamando:


quarta-feira, 10 de maio de 2017

Boletim 333.

ABRINDO A PORTEIRA.
O meu silêncio.
Ele está no meu profundo, e é nele que me identifico ao dialogar com Aquele que habita em mim. Assim é que gosto de levantar antes do Sol, fabricando o meu mundo, enquanto os demais ainda não fazem barulho. Aliás, barulho é uma das poucas coisas que me irrita, principalmente aquelas músicas modernas metálicas. Domingo passado assisti o mais belo aniversário da minha vida, não só pela riqueza do local (NTZ), como principalmente pelo pronunciamento da aniversariante ao relatar seus 80 anos vividos. A beleza cessou quando um Abravanel subiu ao palco com uma banda aos 850 decibéis (Não errei. 85 é o que permite a lei 11.291) fazendo com que fugisse do local.
O meu silêncio profundo pertence só a mim, e creio mesmo ser a única coisa que possuo, sem dividir com ninguém. Pensem: após a vida viveremos em um silêncio ainda mais profundo. Deve ser uma maravilha!


GALPÃO.
A poesia.
Meu amigo poeta, Júlio Macedo Machado, que tem poesia até no nome, costuma dizer que a poesia está morrendo. Sempre o contradigo, pois se matamos a poesia estaremos matando os poetas, e pensem naqueles que já partiram. É sabido que poeta não morre nunca. Olhem só um dos versos da música "Ainda existe um lugar", onde Wilson Paim poetisa o Rio Grande do Sul.

"Aqui a verdade ainda reside em cada alma.
 Se aperta firme quando alguém lhe estende a mão.
 Se dá exemplo de amor fraternidade,
 aos da cidade que não sabem para onde vão".

https://www.youtube.com/watch?v=Boz2YcIt1QQ

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Boletim 332.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A janela dos fundos.
Sei, tem a janela da frente, onde muitas vezes me debruço para ver a banda passar, entretanto, é a janela dos fundos onde mais me entretenho por morar silêncios dentro dela. De quando em quando os latidos dos cães, que já me referi em boletim anterior, com suas conversas alegres, tristes, brabas, melancólicas, igualzinho aos suspiros humanos. Um limoeiro carregadinho de frutos, e abandonado aos cuidados do dono. Uma corda também carregadinha de panos, secando ao vento, enquanto os pardais satisfazem suas fomes, comendo alpistes derrubados das gaiolas dos canários, infelizes moradores no pátio do vizinho. Muito mais teria para ser descrito, mas me ponho a matutar - a vida agitada da janela da frente, e a vida silenciosa da janela dos fundos - aquele que eu mostro à sociedade vaidosa, e aquele que resguardo dentro do meu silêncio. 

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Boletim 331.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Deixa acontecer...
Não consigo entender as pessoas que não deixam acontecer! O turco diz que "tudo está escrito", pois que assim seja. Fico assustado e preocupado com as pessoas que não deixam, ou não querem, que as coisas aconteçam. Então, nestas horas se "intrometem", e ao fazerem isto, ferem ou são feridas. Sei o quanto é difícil apreciar os acontecimentos que nos aborrecem, e permanecer em silêncio, mas os fatos irão acontecer e terão o seu destino certo. 
Daí concluo: Sou dono da verdade? Estarei certo ao fazer as minhas considerações? Poderei estar errado?
Trabalho há 52 anos numa entidade filosófica que "busca a verdade", e todos sabemos que Deus é a única verdade. Ninguém é dono da verdade, assim como não é dono de Deus! Para ser feliz basta crer nesta única verdade que habita em cada um de nós. 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Boletim 330.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A velhice.
Ainda não comecei a rir de minha velhice, mas logo logo o farei. São pequenos tropeços, esquecimentos, impaciências e atrapalhadas, que nos fazem rir. Ela é relevante. Maravilhosa por ser respeitosa. As pessoas nos olham com inveja. Verdadeiramente é inveja, pois ficam pensando em chegar lá. Quem não chegou é porque foi. Vejam na mídia o destaque que dão àqueles que chegaram no centenário, ou melhor, cruzaram muito além dele. Lembrem que Matuzalém chegou nos 969 anos de idade, e foi o avô de Noé. Meu Deus, tinha mesmo que haver um dilúvio para carregar aquela velharia. Não consigo imaginar carregar tantos anos, eu que já ando atrapalhado com meus 83. 
O importante não é viver muito. O importante é viver bem. 

terça-feira, 25 de abril de 2017

Boletim 329.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
O flagelo de Deus.
Não consigo soltar do David Coimbra. Agora foi com o tema A peste negra, publicado no último domingo. Depois de comentar o Gengis Khan, que disse: "Eu sou o flagelo de Deus, e onde pisa a pata do meu cavalo, a grama jamais volta a crescer", ele relata os milhares que matou porque cometeram grandes pecados. David então arremata: "Que pecado teremos nós cometido para Deus nos enviar Renan Calheiros? Renan tem o poder da pata do cavalo de Gengis: por onde ele passa, nada mais crescerá". Conclui ainda dizendo que Gengis e seus mongóis, trouxeram do pé do Himalaia, um mal ainda pior - a peste negra!
Agora eu concluo: Será que o David está vaticinando que Renan Calheiros irá nos deixar um mal pior do que ele próprio?

domingo, 23 de abril de 2017

Boletim 328.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
É preciso saber viver.
O Roberto Carlos, Erasmo Carlos e a Vanderleia alegraram meu domingo ensolarado. Era um filme "chanchada" daqueles que  só mesmo brasileiro sabe fazer. Até o velho José Lewgoy bandidou engraçado. Mas, o que valeu mesmo foi compreender como o tempo passou bonito. Corria o botão da TV a procura de nada, quando encontrei a linda cena no Rio de Janeiro, e aquela cara bonita, fazendo eu pensar quem era mesmo aquele belo mancebo? Foi preciso aparecer na tela o Roberto Carlos para entender que se tratava do Tremendão. Eles até cantaram pouco, e mais trabalharam de maus artistas teatrais. Estou escrevendo tudo isto para dizer que em certo momento me emocionei. Voltou a minha juventude junto de meus heróis. É preciso saber viver, entendendo que nada dá volta, e que "Eu menino em outras eras que se perde na distância, na longa trilha da vida, que só se cruza uma vez. Uma só vez, pois a vida é como uma sanga, que tem uma só direção, e a gente mal comparando é como uma folha ressequida, que na tal sanga da vida vai levada de roldão". (Apparício Silva Rillo).  

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Boletim 327.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Lula será preso.
Não dá para deixar de ler a última página hoje de Zero Hora - o David Coimbra. Não pelas evidências que ele aborda ao se referir a culpa do Lula, mas pela clareza com que diz  da "paixão do povão por Lula". O certo é que o Povo brasileiro crê na justiça brasileira e detesta o Lula. Ele nos iludiu, pediu nosso voto, mentiu, roubou e promoveu o roubo de nosso parco dinheiro. Ninguém poderá por dúvida nesta afirmativa! Copio o que está lá, por David:
"Lula virou uma espécie de santo malandro, um tipo divertido e cheio de recursos que viceja na imaginário nacional. Os nossos grandes personagens da TV e do cinema são parecidos: o Didi Mocó, de Renato Aragão; o Bronco, de Ronaldo Golias; o Agostinho da Grande Família. Há dezenas de tipos manemolentes, de alegria constante e moral inconstante, que encantam o brasileiro". (deveria ter escrito o povão brasileiro)
Bem, está explicado o amor pelo Lula, e a causa de tudo é o povão brasileiro, mas não nós que estamos lendo isto, já que somos o Povo, e exigimos a prisão do Lula.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Boletim 326.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A depressão.
Nunca sofri deste mal, entretanto, estou sendo contagiado pela "depressão brasileira". Preciso de uma notícia boa! Já briguei com a TV que só fala porcaria. Preciso que alguém me dê alguma esperança. Dizem que ela é a última que morre, pois já estou no fim! Falaram que o pib tá dando lucro, mas acho que é mentira, só pra inventar coisa boa. Nasci e vou morrer agricultor, e é o setor que está dando algum alento. Sei. O Brasil é grande, e muito rico, tão rico que com toda a roubalheira ainda está havendo sobras.
Preciso de notícia boa. Tomar que o Inter ganhe hoje de noite... 

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Boletim 325.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Nojo.
21 horas. Acabo de desligar a TV. Não consigo mais ouvir, ou mesmo ler sobre as roubalheiras no Brasil. A vergonha sempre me acovardou. Estou com nojo! Lembro quando em 1952, com a pouca idade de 18 anos, sendo funcionário da Secretaria da Fazenda em Porto Alegre, ao assinar meu ponto encontrei "Nojo - 7 dias". Não entendi, pois não sabia que a palavra se referia a "profunda mágoa, pesar, luto", como define o dicionário. Era a morte naquele dia de meu avô Ney Azambuja, e seu enterro no dia seguinte. Como meu chefe descobriu isto, ainda hoje me assusta, pois nem eu sabia de sua morte. Verdade que as comunicações naquele tempo eram difíceis. 
Pois eu estou com nojo. Tão profunda mágoa, que não consigo mais ler ou falar sobre as roubalheiras no nosso País. Nenhuma explicação me satisfaz. Para concluir envio a vocês a melhor de todas as campanhas políticas que conheço:
NÃO REELEGER POLÍTICO ALGUM.
Nesta hora, até os bons devem ser condenados, igual a Cristo. 

Boletim 324.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A Páscoa.
Nossas feridas do corpo doem. Sangram. Nos assustam, mas terminam cicatrizando. Criam cascas, que ao caírem dão lugar a nova pele, jovem e sedosa. A única chaga que não cicatriza é a de Cristo! Seu sangue estará vivo em nós, enquanto lembrarmos do crime que cometemos contra ele, condenando-o ao martírio na cruz. Sim, o crime é nosso, pois não foi Pilatos quem o condenou, foi o povo. Então, esta ferida em nossas almas é mais profunda que as feridas em seu próprio corpo, que cicatrizaram e o ressuscitaram. 
Nossas feridas da alma são muito profundas. Mais doloridas e mais assustadoras que as do corpo. O único remédio para as suas dores é o esquecimento, mas será que podemos esquecer daquele nosso imenso crime? Hoje estamos buscando penitência, entretanto, há 2017 anos a humanidade busca esta penitência, mas continua pecando...

domingo, 9 de abril de 2017

Boletim 323.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.

As coisas Boas e as Ruins.
     Certamente que elas se originam em nossas mentes. Chega ao ponto de nos viciar! Bashar al-Assad é um viciado em coisas Ruins e nunca, mas nunca, pensou em coisas Boas. Também Hitler e outros tantos foram viciados em coisas Ruins. Madre Tereza, Luter King e outros tantos foram viciados em coisas Boas.
     E nós? Vamos olhar para dentro de nós. O quanto pensamos Bom, e o quanto pensamos Ruim? Será que contagiamos nosso vizinho com o ruim? Se ele também for viciado com o Ruim, a coisa vai de mal a pior! Se for viciado com o Bom irá de melhor à melhor...
     Creio que isto é cultura, e deveria ser desvendada em sala de aula, na cabecinha de nossos filhos ou netos, única maneira de acabar com a violência que nos assalta a cada momento. Pensem...

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Boletim 322.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Obrigado e desculpa.
Certamente são duas palavras irmãs, e fazem parte do princípio fundamental para ingressarmos no céu - a humildade. A primeira é o reconhecimento daquele que nos ofertou, e a segunda é o reconhecimento de nosso próprio erro. 
Como rotariano vou ofertar a vocês um vídeo que expressa o sentimento rotário - Mais se beneficia quem melhor SERVE! De nada me servirá a felicidade se não souber dividi-la com os demais. Somos mais de um milhão e duzentos mil rotarianos no Mundo buscando SERVIR aqueles mais necessitados. Basta que se diga: "estamos erradicando a poliomelite no Mundo inteiro". 
Apreciem:
video


quinta-feira, 30 de março de 2017

Boletim 321.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.

Obs. - Não é falta de assunto, é falta de tempo. Reproduzo um boletim de mais de cinco anos... 

Felizes são aqueles que assim se sentem...

Recebi do meu filho Magrinho, que nasceu Luiz Fernando Azambuja Júnior, um e-mail lembrando esta frase, que era uma das filosofadas de meu Velho Pai, Mário Silva Azambuja. Certamente convivendo com a "real" pobreza daquele outro tempo, nos ranchos de leivas, cobertos de santa-fé, ele se espantava com a felicidade morando com aquela gente. Então vejam a foto que o Magrinho me mandou anexo ao e-mail, me fazendo pensar nas tacadas do mestre Cláudio da Silva Ribeiro, na sua mesa oficial da Fazenda da Palmeira.



quarta-feira, 22 de março de 2017

Boletim 320.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Bodas de Prata.
Nada melhor do que assistir Bodas de Prata de filho, na demonstração de que a gente curtiu o tempo, assistindo a vida passar. Não conseguimos conviver com eles em nossas Bodas de Ouro, pois patrocinaram a viagem à Buenos Ayres. Agora  nos homenagearam com ida, volta e hotel em Floripa, no paraíso do Hotel Morro das Pedras, onde a festa se associou ao 3º encontro da família Graeff, gente alegre e com destaque na educação. Rolou descontração, cantoria e dança, num palco de circo, marca do eterno sorriso. Gostaria de postar alguma fotografia do momento que ficará vivo em nossas lembranças, mas são tantas, que fica impossível a escolha. Queremos participar do 4º encontro, no respeito e carinho à querida nora Majô Graeff Chagas Azambuja. Destacamos a presença dos Graeff de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, que marcaram por suas atuantes e alegres participações. Valeu Luis Mário e Majô.
Convidamos vocês todos para o dia 12 de novembro próximo em nossas Bodas de Diamante, numa missa especial na Igreja São João Batista de Camaquã, já que não encontramos local para abrigar tantos parentes e amigos.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Boletim 319.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Chegando de Férias.
Chegando da preciosa "férias" e concluindo alguma coisa das muitas que já tirei. Nada melhor do que "a véspera" das coisas, pois concluí agora que cheguei cansado. Lembro das imagens projetadas do "gozo das férias". Lembro das arrumações e do preparo para a viagem. Coisa bem boa. Agora a preparação para o retorno, a desarrumação das coisas, a projeção das imagens daquilo que me esperava - coisa ruim. Todos nós sabemos que o bom de tudo é a véspera. Véspera de casar certamente foi a melhor de todas minhas vésperas, e a sua projeção foi tão boa que dura por 60 belos anos. Também pudera, casamento não tem retorno! 
Bem, sempre procuro escrever pouco, e desta vez será ainda menor, pois estou desarrumando a desarrumada mala...
PS - Véspera de coisa boa, pois nunca se prepara véspera de coisa ruim. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Boletim 318.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.


Por férias adiadas vou matutando...

Os desafios.
Estamos enfrentando desafios permanentemente, com intensidades variáveis. Muitos fogem da raia. Nas competições é que se nota melhor os seus esforços, já que somos assistência. Vencer é o objetivo final, mas poucos estão aptos à vitória. Na maioria das vezes deixamos de olhar aqueles que lutam sem a mínima chance de lá chegar, e que são tão obstinados como os vencedores, lutando muitas vezes contra si mesmos. Na vida tudo é uma questão de competência, e ela pode ser física, intelectual ou espiritual (alguns dirão - emocional, mas afirmo que a força espiritual também impulsiona nossos passos). Voltemos então nossos olhos àqueles que abandonam a luta por se sentirem incompetentes. São os fracos, ou fracassados. Os fortes ou competentes sabem que devem continuar lutando, e que aquela contenda não é a última, pois outras virão depois, e eles deverão estar preparados. Pensem nisto, enquanto fico lembrando do meu amigo Kurt Kegel, que por incompetente estourou os miolos.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Boletim 317.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Sou importante.
Sim, sou importante, mas para mim, não para os outros. Se agir pensando nos outros, certamente serei mais um vaidoso entre os inúmeros deste Mundo. Minha importância deve ser reservada ao mais íntimo do meu ser, pois se ela transparecer passarei a ser, além de vaidoso, mais um egoísta também. Jamais ela deve ser considerada perfeita, e sim limitada à minha pequenez. Devo direcionar a importância do meu viver às virtudes humanas, que serão conquistadas com muito sacrifício, pois não conheço nenhuma virtude fácil. Fácil são os vícios, principalmente aqueles da alma: o orgulho, o ócio e a volúpia.
Falar do íntimo da gente já é difícil, o que dirá escrever sobre ele, mas como ando me procurando, fico pensando em vocês, que podem perfeitamente me ajudar.
Vou entrar em férias, dando também férias à vocês destas matutices.  

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Boletim 316.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Respeito.
Não existirá respeito sem o "querer bem". Uma frase tão curta com um conteúdo tão grande. Por "querer bem" à meu Papai foi que o Galo Velho lhe dedicou a placa fotografada abaixo.

Fico me perguntando se queria bem ao meu Avô, Cel. Ney Xavier Azambuja. Tinha grande admiração por sua pessoa, austera e correta no trato social, mas eu sentia muito medo daquela austeridade, e medo afugenta o "querer bem". Quando ele morreu em 22 de outubro de 1952, aos 87 anos de idade vim ao seu enterro, agradecendo as lições dele recebidas, mas me interrogando se lhe queria bem. Hoje posso pensar assim: "Meus netos não têm medo de mim, o que me permite imaginar que possam me querer bem, pois medo não se dá bem com o amor". 

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Boletim 315.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Eu não entendi!
Eu não entendi porque o movimento de rotação da Terra é no sentido anti-horário. Também não entendi como a sua translação tem a velocidade de trinta quilômetros por segundo, numa multiplicação difícil para saber qual a velocidade em quilômetros por hora. Parece, entretanto, que nada disto tem importância. O que eu muitas vezes não entendi foi a pessoa que mora ao meu lado, e isto sim é fundamental para minha felicidade. Eu não entendi a palavra de Cristo, e isto é fundamental para o meu desenvolvimento. Ainda não entendo também o verdadeiro sentido da vida, e isto atormenta meu viver. Não entendo ainda qual a minha missão aqui na Terra, nem mesmo entendo o que devo deixar para os outros. O que dizer então do que eu devo levar comigo, quando partir para a Invernada do Esquecimento. 
Só entendo que não devo parar, e se tudo gira ao meu redor, devo girar junto, na procura constante de me encontrar. Talvez me encontre no último momento, quando uma Luz me guiará.  

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Boletim 314.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
O mate.
Vamos falar do mate, nosso hábito diário e imagem do gauchismo.
     O mate "solito". Aquele que temos como parceiro a própria cuia e a natureza nos contemplando. Ele será envolvido em belo silêncio, e para tal devemos colocar só metade de erva na cuia, para que seja comprido e meditativo.
     O mate "de mano". É aquele que dispomos de um parceiro para a mateada. Devemos colocar a terça parte de erva na cuia, equilibrando o tempo entre uma mateada e outra. "Preciso de uma mateada contigo" - já se sabe que tem um assunto importante para ser tratado.
     O mate "de roda". Aqui geralmente é a roda galponeira, ou em rodeios e outros eventos sociais. O mate deve ser servido com a mão direita, na expressão da força gaúcha, e a roda gira pela esquerda. Quando a roda é grande devemos encher o porongo de erva fazendo um mate curto, para que gire mais rápido.
     É necessário frisar que não existe nada escrito ou sacramentado neste assunto do mate, pois as coisas mudam de uma região para a outra. Nosso Núcleo de Pesquisas Históricas de Camaquã está preparando um trabalho sobre o mate, que será publicado oportunamente. 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Boletim 313.

ABRINDO A PORTEIRA.
A convivência.
É a convivência que alimenta o amor, até mesmo a paixão, mas principalmente a amizade. Deixei a amizade para o fim, porque é ela que permanece depois de tudo. Convivo há 59 anos com minha Jane, com quem mantenho a verdadeira amizade. Eu sei, a convivência também acaba com tudo, mas assim deve ser. Terminou - devemos começar tudo de novo, e refazer novas relações. Quando não dá certo, o bom mesmo é esquecer completamente. A sociedade de hoje está nos separando, de tudo e de todos, fazendo com que cada vez mais nos fechemos dentro do peito. Escrevo que é tudo de dentro para fora, então fico com medo que este "dentro" cresça tanto, fazendo  com que esqueçamos dos outros. Nascemos sociais, mesmo sem sermos socialistas, já que o socialista é anti-social, não querendo saber do outro, só cuidando de si mesmo. 
Então se somos sociais, vamos conviver com o outro, aprendendo a dividir diferenças. Não vai ser preciso quebrar nada, nem mesmo dentro de nós.

GALPÃO.
Convivência.
Pois convivi com um amigo que trabalhou comigo por 33 anos, João da Silva Vigano. Já dediquei algumas páginas do Galo Velho à ele, mas não cansarei de trazê-lo junto de mim, já que não posso conviver com ele, posso perfeitamente alimentar lembranças. Foi meu capataz, e depois dos meus dois filhos, deixando na Sant`Anna uma trilha profunda de trabalho, dedicação, honestidade, aprendizado, e amizade. Junto com sua esposa Noeli Rocha Vigano nos visitou no dia 27 do mês passado, quando registramos detalhes no livro do Galpão, inclusive que no dia anterior seria aniversário do meu Papai, Mário Silva Azambuja, que nascera em 26 de janeiro de 1898, na Fazenda da Invernada. Minha neta Fernanda, de surpresa, apareceu com um bolo e uma velinha, cantando o Parabéns ao aniversariante. Foi lindo! Vejam:
Da esquerda - Tomaz Sostruznik, Noeli Rocha Vigano, Fernanda Lahude Azambuja, e ele, o João da Silva Vigano. Valeu!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Boletim 312.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A Felicidade III.
Não procura a felicidade, ela não se encontra por aí. Ela está dentro dentro de ti. 
Encerrando, afirmo que é um tema infinito - Amor.
Não conhecerás a felicidade sem o amor. 
O mundo foi construído com AMOR há 2017 anos passados. Nunca consegui definir o que seja o AMOR, na sua essência. Os dicionaristas também nunca conseguiram. Procurem uma definição para ele, e certamente ficarão frustrados. Eu definiria AMOR como origem e fim da VIDA. Nenhum AMOR será tão grande como aquele da MÃE que nos viu nascer. Nenhum AMOR será tão grande como aquele dos que nos amam, conduzindo nossa putrefata matéria à última morada. Definiria também AMOR como único elemento capaz de ser carregado para a outra vida. Sei, tem alguns que conseguem carregar o ódio. Que Deus os perdoe.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Boletim 311.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A Felicidade II.
Não procurem a felicidade, ela não se encontra por aí. Ela está dentro de nós. 
Continuando, faço minhas considerações, focando a necessidade premente de nos transformar em uma nova pessoa! Por mais satisfeitos que estejamos com nosso ego, certamente podemos ficar melhor. Então percebam que é tudo de "dentro para fora". Olhem:
1- Solidariedade. Cito-a em primeiro lugar por ser o princípio;
2- Tolerância. Parece ser consequência da primeira;
3- Perdão. Certamente o mais difícil do nosso dia à dia;
4- Pensar. Fácil, mas o difícil é sua conclusão; 
5- Ouvir. Fácil também, quando sem preconceitos;
6- Contemplar. Fácil ainda, se contemplarmos apenas o belo;
7- Silêncio. Aqui é difícil, muito difícil, quando da contrariedade.
Todos os 7 são elementos "interiores" de nosso ser. Todos irão construir nossa felicidade, que é a mensagem divina. Basta nossa concentração (talvez seja um oitavo elemento) para nos transformar em nova pessoa. Cristo viveu apenas 33 anos, mas transmitiu com facilidade estes ensinamentos, que a humanidade está custando a entender. 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Boletim 310.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A Felicidade.
Não procurem a felicidade, ela não se encontra por aí. Ela está dentro de nós. Deus nos colocou no mundo para sermos felizes, e parece que a humanidade ainda não descobriu que Ele é a única felicidade do ser humano. Sem Ele, nada existe, tudo é ilusão passageira, tudo é matéria, e toda a matéria é destrutível. Primeiro porque ao partirmos não dá para carregar nenhuma matéria, depois, devemos fazer a longa viagem o mais leve possível, e nada é mais leve do que uma alma limpa e pura. A vida, ou a felicidade, se resume na trilogia:
DEUS, SAÚDE, e FAMÍLIA (amigos).
Peço àquele que descobrir o quarto elemento, que me ensine a VIVER. 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Boletim 309.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Férias.
É um espaço lindo que a sociedade inventou. Todos nós temos necessidade de descansar, pois até o Senhor sentiu o efeito do trabalho e descansou no sétimo dia. Acontece que a sociedade permite que o descanso não seja só no sétimo dia, são dois meses! Tudo fica parado. As ruas desertas, com espaço até mesmo para estacionarmos nossos carros, o que não acontece no resto do ano. Não existe fila em lugar algum, e até mesmo os "carros de som" estão calados. Muitos dizem: Maravilha! Eu fico triste, pois velho não sabe sair da rotina. A gente tira uma semana de férias, e olha lá, mas parece que outros ficam os dois meses de férias. Será possível! Onde está o povo? As praias estão fervendo nos dois meses. Verdadeiramente nosso Brasil é um país rico. Tão rico que não necessitamos trabalhar. Salve a internet que sabe ocupar nossos espaços.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Boletim 308

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Passou mais um ano!
Acabou mais um ano, dos 82 que já festejei. A gente sempre fica pensando, quando a festa irá terminar. Será mesmo que o fim existe? Tenho escrito que ele não existe, pois certamente estará acontecendo em algum tempo e lugar. Sei também que não seremos nós, serão outros, mas alguma coisa de nós permanecerá. Também sei que não haverá lembranças, o que é muito bom. São aprendizados para conquistarmos um lugar à direita do Senhor. A direita d`Ele é muito grande, e não queiram conquistar a esquerda.
Tenho recebido muitas mensagens de Fim de Ano, que repasso à vocês, com carinho e respeito. Mantenho minhas esperanças, e uma delas é a de festejar mais um ou vários Anos Novos, já que a esperança não nos abandonará nunca.
Abaixo uma foto da Fernanda Lahude Azambuja na Santaninha, "Casa Mãe" da Fazenda Sant`Anna. Éramos poucos, perto daquela do Natal, mas estavam todos, todos presentes.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Boletim 307.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Passou mais um Natal.
Acabou mais um Natal entre as muitas dezenas que já assisti. Tentei retroceder na memória algum, que tenha me marcado. O do ano passado ficou, mas também terá esquecimento. Já escrevi que é ruim o apego ao passado, principalmente quando ele foi ruim, como também se foi bom deverá ser esquecido. Vivamos o presente, alimentando esperanças, como aquela que alimento do próximo Natal, junto de minha bela família, com saúde. Quando a qualidade é boa, pouco importa a quantidade! A foto abaixo, da minha neta Roberta Chagas Azambuja, diz tudo do nosso lindo Natal de 2016, lá na sombra dos jamelões, ou jambolões, do meu saudoso tio José Olavo Fay. Os dois velho, os dois filhos, os quatro netos, duas noras, e um "neto-genro".


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Boletim 306.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Alô. Quem fala?
Costumo levantar cedo, então o relógio marcava sete horas desta segunda feira, já me encontrando desperto e atento à vida. De cara lavada e boca escovada, me aproximo do computador para abrir "a morada de minhas mensagens", quando o telefone toca. "Alô. Quem fala?" Não é meu hábito me aborrecer com as coisas, mas não deu outra: "Com quem tu queres falar?" "Ora Zeca, aqui é o Crau, e tu a esta hora da manhã  já tá 'aporreado'!". Desligo "aporreado". Não mais com o Crau que ligou errado, mas comigo mesmo, pois o pior da vida é arranhar a si mesmo! Então, o matuto aqui passou a matutar: da próxima vez vou responder que sou eu mesmo. Explico meu "aporreamento" - sempre que ligo a primeira coisa que faço é me identificar - "Aqui quem fala é o Luiz Fernando, posso falar com beltrano?".
Vou mandar um Feliz Natal a todos vocês, meus especiais amigos, já que Natal começou no mês passado. No outro tempo era uma bela espera pelo dia 24. Hoje tudo é "mercância", coisa que o Galpão não aceita, mas terá que aturar, pois a festa será no seu Chão Bagual, e tem uma brincadeira de presentes roubados, que se torna muito gostoso. 
Feliz Natal!




quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Boletim 305.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A bendita Internet.
O Estado do Paraná sempre foi um belo e atrativo estado da Nação Brasileira, tanto que lá estão construindo um novo e promissor Brasil. O atrativo é tanto, que o Galo Velho também chegou na cidade do Pontal do Paraná, encontrando meu parente Murilo Bittencourt de Camargo Sobrinho, que se comunicou comigo. Daí, descobrindo que nossos tataravós foram irmãos estamos fazendo "recoluta" na grande invernada do passado, repontando uma existência linda que lá habitou. A Mãe do Murilo, Amália Germano de Camargo, com 86 anos de vida útil e memória viva reside na capital, Curitiba. Encontrei entre fotos antigas da minha família, uma do casamento dela, datada de 27/5/1947, que lhe enviei através da bendita internet. Na dedicatória da foto está escrito: "Amália completou 17 anos no dia em que casou".
Pois Paraná é tão atrativo, que atraiu meu filho Luis Mário Azambuja, hoje morando em uma fazenda no distrito de Balsa Nova.
Salve a bendita internet! 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Boletim 304.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.

A PAZ do Galpão do Galo Velho.

Será difícil descrevê-la, e para entendê-la é necessário chegar lá, apreciando a simplicidade do Galpão, bebendo um pouco do seu profundo silêncio que se esconde nas paredes enegrecidas de picumã. Disse o poeta: “Para que tanta ambição tanta vaidade, procurar uma estrela perdida, se o que nos traz felicidade, são as coisas mais simples da vida”. Esse verso explica a PAZ do Galpão do Galo Velho, pois é em suas rústicas paredes que encontramos os fluidos benéficos, de quem ali viveu com PAZ E RESPEITO. Os amigos que desfrutam de nossa hospitalidade, na convivência da igualdade campeira deixam cada vez mais PAZ em nosso chão. Ela jamais pertencerá a uma ou duas pessoas, trata-se de um conjunto social, onde todos se doam, na oferta ao Patrão Celestial.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Boletim 303.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Gumercindo Saraiva.
"Mas valiente do que feo".
Seus feitos foram notáveis na Revolução de 1893, combatendo de espada em punho o governo impopular de Júlio de Castilhos. Eis a história que os livros me contaram, assinada por Odilon Abreu.

Corria o mês de fevereiro de 93. O rebuliço no Rio Grande alvoroçava caudilhos e caudilhetes contrários ao governo castilhista. Gumercindo Saraiva era estancieiro forte no Uruguai e Santa Vitoria do Palmar. Filho de pais brasileiros se achava no direito de pelear junto aos federalistas. Com uma tropa bem montada e armada, o caudilho cruzou a fronteira ocultando-se no rincão de Ana Correia, entre os rios Jaguarão e Jaguarão-Chico. Vinha para se encontrar com o Cel. Jóca Tavares, a fim de engrossar as tropas rebeldes, que já andavam por volta de três mil homens.
Quando esse pintor bizarro jogou o Sol no abismo do fim do mundo começou a colorir o poente, e a tropa se acantonou numa canhada bonita. Gumercindo distribuiu as ordens para o acampamento. Pelo sul um caponete abrigava e ocultava a gente do caudilho. Na chapada que se erguia ao norte, Gumercindo postou uma sentinela para proteger de qualquer surpresa o sossego dos insurretos castelhanos.
                        - Todo listo, mi comandante! Disse marcialmente o ordenança de Gumercindo, um tipo melenudo, com barba de semana e meia esse ordenança. Dente de ouro exibido na linha de frente da boca. Chapéu com barbicacho de fleco e aba tapeada na testa. O beiço rachado lhe dava uma voz fanhosa. “Todo listo, mi comandante.” De fato, em pouco tempo os vaqueanos já estavam com uma rês carneada, a título de requisição guerreira. E nessas ocasiões o puxirão se faz de vereda. Se põe esperto o mais lerdo dos andarengos. Vala grande cavada no chão, as carneadeiras descobrindo os espetos nos galhos retos das guajuviras, lenha farta, fogo grande, carne gorda e caneco de branca de mão em mão. Mate, charla e patacoada. Palas no chão, mão nas cartas, e na ponta da língua os versos debochados do truco. E de repente, atenção! O sentinela firma os olhos e descobre no horizonte um vulto que vem crescendo. Num galope chasqueiro vem um gaudério batendo estribos. Ele dá o aviso: “Se aprochega um  cavaleiro Dom Gumercindo” Então, de relancina o chefe forma uma patrulha com dez voluntários. Ordena uma espera na ponta do capão pra deter o intrometido. No lusco-fusque na noite o índio ia passando a lo largo, quando se viu cercado. “La fresca, tô perdido, pensou. E o chasque o patrão não vai chegar ao destino.” Conduzia uma mensagem trocada entre chefes castilhistas. Preso, foi levado à presença do caudilho. Não apeou do cavalo. Tipo miúdo e entroncado, com lenço branco no pescoço e entonado como pica-pau em tronqueira. Um nariz grandalhão e achatarrado, escondendo um eito de bigode esfiapado, sem apuro nem jeito. O mulato meio pendendo pro índio, tinha séria sua cara de lua escarrapachada. Foi logo despido da adaga de quase metro e do nagão quarenta e quatro. Tilintavam as rosetas das esporas de papagaio comprido, abraçando a barriga do flete.
                        Os homens de Gumercindo se alvorotaram com a petulância do tipo. Foi preciso cinco homens pra desgrudar o taura do lombo do cavalo. E ele quieto. Gumercindo, ex-delegado de polícia em Santa Vitória, no fim do Império, tinha prática num interrogatório. Tanto podia falar castelhano, como muito bem o português, mas este só falava com caudilhos de igual patente. Antes, porém, que Gumercindo começasse a inquirição, o ordenança se antecipou atrevidaço. “Pucha Che, será que sos tan valiente como feo?” E o índio quieto. “Quién eres? De donde vienes? Para donde vás? Que andas haciendo?” Indagou o caudilho. “No le digo porque ando de próprio.” “Sabes com quiém estás hablando?” “Sei. Com o castelhano bandido Gumercindo Saraiva”. “Si yo cayeras em tus manos que harias conmigo?” “Le passava o lenço colorado”. “Maténlo.” Ordena seco Gumercindo. E o índio quieto. A sentença já era de todos conhecida, e o ordenança tirou uma pedrita dos arreios assentando o fio da faca. Lambia os beiços pensando no sangue que ia jorrar de orelha a orelha. As labaredas do fogo iluminavam a cena bárbara. E o índio quieto. O afobamento do ordenança fez com que Gumercindo dissesse: “Párate. Este no es servicio para um boludo como tu.” A coragem do homem fez com que a sentença fosse reformada. “Larguénlo! Le den um buem caballo. Sus armas. E que se vaya juntar a su gente. Porque se matamos a los valientes, los cobardes es que no van defender los ideales.” E o índio quieto. O ordenança de aproxima da cara do índio, e não se contém: “Pucha Che, tu eres mucho más valiente do que feo”.


terça-feira, 22 de novembro de 2016

Boletim 302.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Não quero mais desafios!
Interessante como a gente vai se dar conta da vida, só ao chegar no fim dela. Parece que não deveria ser assim, mas o que vai se fazer. Passei uma existência inteira aceitando desafios, e quanto mais os aceitava, mais e maiores eles ficavam. Agora no ocaso, só agora, comecei a recusá-los, e eles começam a desaparecer. A vida é assim, ela te cobra, e se aceitares vai te desafiando a cada passo, como procurando te fazer forte, pois só seremos fortes olhando a vida de frente. Quando lhe damos as costas, desaparecemos do cenário fantástico, que é vencer na vida. Vencer o que?
Não escrevam as suas vitórias, apenas pensem muito, e digam a si mesmo se estão satisfeitos. Eu por mim respondo: "Estou satisfeito, mesmo cansado. Agi com amor e respeito. Não venci nada, e só saberei se venci ou perdi ao chegar na presença do Senhor. Aqueles que não creem no Senhor voltarão ao zero que eram antes do nascer."

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Boletim 301.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA
As injustiças.
Alguém pode avaliar todas as injustiças que o povo brasileiro recebeu nos últimos anos? Não estou me referindo só ao governo do PT, pois ao longo de muitos anos, eu mesmo como agricultor, fui injustiçado mais de uma vez, o que me custou belo patrimônio. Agora é a população que está sofrendo com tamanha crise financeira e moral. Pois recebi de meu filho, Luiz Fernando Azambuja Júnior, uma bela mensagem que está circulando na Internet, e que coloco abaixo para apreciação de vocês. Já escrevi lá atrás que detesto a política, pela única razão de ser ela a verdadeira culpada das nossas crises financeiras e morais. 
Está acendendo uma luz no fim do túnel!





segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Boletim 300.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Os perfeccionistas.
Já escrevi em algum lugar que tenho pena deles. Primeiro porque buscam uma coisa que não existe. Por último porque são uns tristes e insatisfeitos, por viverem em um Mundo cheio de imperfeições. Perfeição só encontraremos ao chegarmos na presença do Criador, quando então Ele nos ensinará o que nunca aprendemos nesta vida. O perfeccionista está permanentemente se machucando, ou àqueles que mais ama. Com os estranhos são alegres e satisfeitos. São na realidade ótimas pessoas, longe de seus amores. Com os de casa são "corrigíveis", como se não encontrassem boas qualidades no outro, ou ao encontrarem permanecem calados, sem qualquer incentivo. É hora de aprendermos a "conviver" com as imperfeições da vida. Então seremos muito mais felizes.

sábado, 5 de novembro de 2016

Boletim 299.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
O que passou não volta nunca mais. - III.
Sabia que iria receber contestações. Infelizmente ainda existe os incrédulos, a quem envio bênçãos do céu para que encontrem PAZ. Recebi um comentário: "Quando partires não levarás nada mais do que aquilo quando aqui chegaste". Não foi preciso pensar muito, estava na ponta da língua - "VOU LEVAR O AMOR". Creio mesmo que é a única e especial coisa que vou conseguir levar. Apenas amei na vida. Nunca guardei ódio em meu coração. Orgulho-me de não ter inimigos, e ter alimentado apenas a amizade. Então meu Anônimo, espero que tenhas entendido ao menos um pouco do que viemos fazer aqui na Terra.
Deus esteja contigo sempre.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Boletim 298.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
O que passou não volta nunca mais. - II.
Certamente que não volta, mas deve ficar algo em algum lugar. Não creio que ao apagar de nossas vidas voltemos aquilo que fomos antes de nascermos. Alguém lembra de alguma coisa? Nada. Um verdadeiro zero. Todos deixaram uma vida lá atrás, com tudo aquilo "que passou" e que construíram em suas almas. Se existe outra vida não vamos discutir. Só sei que existe um significado para ela, e ao fecharmos os olhos, não pode haver um "ponto final". Viemos ao Mundo com a mensagem divina de sermos felizes. Se conseguimos ou não, temos de dar conta de nossos esforços. 
Por vezes me esforço para lembrar de alguma coisa, e só vem à memória fatos lá dos meus quatro ou cinco anos, o resto é uma bruma. Que construção será esta? Que caminho a percorrer, que eu não tenha domínio sobre ele? Que destino me reserva, que eu não tenha uma conclusão final dele? Por favor, não foquem as construções materiais! Nada do material me pertence! Deixarei tudo aqui para que outros se envolvam na sua continuação. O que eu levarei comigo? Esta é a obra que espero entender, nem que seja no último momento final!
O que eu levarei comigo?
Estou me dando conta que o dia de hoje é dos mortos, e creio que por tal fiquei pesado...

sábado, 22 de outubro de 2016

Boletim 297.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.

O que passou não volta nunca mais.
Se pudermos fixar isto a todo o momento, certamente seremos muito mais felizes. Lembrem do velho ditado: "Não adianta chorar pelo leite derramado". Se conseguíssemos fazer as coisas voltar, poderíamos corrigir nossos erros, mas o que passou não volta nunca mais! É um fato concreto! Conheço outros tantos que querem voltar para o passado. Certamente lá foram felizes, e hoje não o são.
Daí podemos tirar lições: Cuidemos do tempo presente, evitando erros, promovendo acertos, apreciando a vida, alimentando o amor. Se fixarmos esse fato concreto, até mesmo os consultórios dos psicanalistas esvaziarão.
A vida se resume no efêmero dia de hoje. Assim como o passado não deve nos alimentar, o futuro não deve nos assustar Vivamos, rogando a Deus pelo nosso amanhã, perdoando nossos erros passados.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Boletim 296.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A outra pessoa.
O título ficaria bem melhor se colocado no plural - As outras pessoas. Entretanto, creio que fica bem mais forte se focar a existência de uma outra simples pessoa, que estará ao nosso lado, por uma vida inteira, ou mesmo que seja por um só momento. A identificação de um olhar na busca da aproximação, continuação da existência, que se resume no conviver. Solidão é um deserto na árida planície sem fim. Nosso caminhar será em vão, se não tivermos alguém para dar a mão. Alguém com quem dividir a alegria, ou mesmo partilhar a dor. 
Sei, é a perpetuação da espécie que nos aproxima, mas sobre este instinto, seremos sociais, parceiros, amigos, companheiros de jornada, que nos leva a crer, nem que seja no seu final, que o fim não existe. Existirá uma nova vida, não na perpetuação de uma raça, mas na perpetuação do AMOR. Sopro divino que nos alimenta.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Boletim 295.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Recebi do meu Amigo, Irmão e Parceiro Ignácio Mahfuz o texto abaixo, que julguei muito meditativo, principalmente para os velhos como eu. Assino abaixo.


TROPEANDO O TEMPO.
Conto meus anos e descubro que tenho menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero mais participar de eventos onde desfilem egos inflados.
Não mais tolero gabolices.
Inquietam-me os invejosos.
Não tenho mais tempo para projetos megalomaníacos, faraônicos.
Já não tenho tampo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, mesmo cronologicamente maduras, são imaturas.
Já não perco tempo debatendo vírgulas e detalhes gramaticais sutis.
Tenho tempo apenas para debater conteúdos.
Meu tempo tornou-se escasso para discutir rótulos.
Quero meu tempo para viver ao lado de gente humana, muito humana.
Gente que sabe rir dos seus tropeços e que não se deslumbra com os efêmeros triunfos.
Gente que não foge de sua mortalidade, gente que defende a dignidade e, apenas, deseja andar humildemente com o Grande Arquiteto.
Ah!, também tenho muito tempo para estimar os animais.
Caminhar perto de seres amigos nunca é  perda de tempo.

(setembro/2016)




segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Boletim 293.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.

O Galpão. 
(Um texto velho, copiado de um velho boletim)...


Balbino Marques da Rocha poetiza assim: “Meu santuário de fumaça, onde às vezes desencilho. Faço um altar de lombilho, do fogo a reminiscência, e cultuo a dor da ausência no oratório do passado. Galpão onde eu fui fedelho corpeando tala de relho, tirando raspa de tacho. Templo de fogo vermelho, onde os avós se reuniram e de onde a cavalo partiram para uma cruzada de macho...”. 
Pois é ali que cultuo o respeito, pela ausência daqueles que partiram. Não encontro dor, e creio que isto é pelo fato de ter sofrido muito ao me despedi da Mamãe com apenas quatorze anos de idade. Não entendia das coisas, pois só quando se fica velho, na aproximação da porta final é que perdemos a dor pela morte, entendendo que ela nada mais é do que a passagem para um novo tempo. Sabem aquelas fotos de família antigas, grandes, desbotadas e com as molduras corroídas? Pois elas estão lá no Galpão do Galo Velho, moldurando uma parede que chamam de Parede dos Mortos, que para mim é dos vivos, pois eles olham para os olhos da gente, numa permanente comunicação de amor. Então, acendo perfumes, deposito flores do campo, e faço orações. Não há medo, há respeito. Fixo-os, sabendo que um dia também fixarei vocês, com amor, respeito e proteção.

Boletim 294.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
O bobo e o esperto.
Esta comparação vai dar panos pra mangas! Já passei pelas duas, e o fato não me faz entendido no assunto, mas passível de comentar. Não conheci bobo mau, como também descobri que poucos espertos são bons. Talvez isto ocorra apenas naquela fase do homem, quando ele disputa bens materiais. Depois, quando a gente vai ficando velho descobre que o verdadeiro sentido da vida é outro, e ao perder o interesse do ganho material, vai ficando mais pra bobo do que para esperto.  
Diz um velho ditado, que a esperteza termina engolindo o esperto. Conheço vários exemplos, assim como assisti a maioria dos bobos perderem tudo. O inteligente jamais será bobo, assim como o burro jamais será esperto. Será possível fica entre o bobo e o esperto? Dizem que o equilíbrio é a razão da felicidade humana. Vou matutar.
Não disse que o assunto é complicado? Ando ultimamente focando coisas complicadas. Vou me descomplicar. Afinal, quando bater na porta do São Pedro, quero chegar mais para bobo do que para esperto, pois ele deve ser muito, mas muito esperto, lidando com este mundão de gente todo o dia.  

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Boletim 292.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
O sacrifício.
Outro dia uma amiga especial me disse: "Não te sacrificas tanto". Passei a matutar, o que não tem nada a ver com matuto, lá do mato, certamente é coisa de gente esperta. Pois querendo ser esperto, concluí que aquilo me fazia bem - me sacrificar! Claro, fui para minha amiga "amansa burro" chamada Wikipédia, e lá encontrei assustado: "é a prática de oferecer aos deuses, na qualidade de alimento, a vida de animais, humanos, colheitas, como ato de propiciação ou culto". Cruzes! Ainda bem que lá atrás ela se referia a origem do termo, que é do latim da antiga Roma. Então vai lá, Nero lulista.
Ainda bem que a Wikipédia lá adiante registra: "o termo (sacrifício) é usado também metaforicamente para descrever atos de altruísmo, abnegação e renúncia em favor de outrem". Bem, fiquei mais compreensivo. Já aprendi que não posso viver só para mim, tenho que me ofertar, o que não deixa de ser um sacrifício, dentro do meu conceito de religião. Até aí, ofertar o meu sangue, é um exagero!

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Boletim 291.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.

Boletim nº 1 - datado de julho de 2006.
Neste boletim, que não foi publicado aqui, relacionei alguns dados, que me foram ofertados pelo amigo João Luiz Horta Barbosa, aos quais agora adiciono outras informações procedente do Núcleo de Pesquisas Históricas de Camaquã.

ORIGEM DA FAZENDA DA QUINTA.

            A Fazenda da Quinta, desmembrada da sesmaria Flor da Praia, que foi recebida por Faustina Maria Centeno, nascida em 01-07-1804, na Freguesia de Triunfo, filha do Sargento–Mor Boaventura José Centeno e de Dona Antônia Joaquina Gonçalves da Silva, irmã do Gal. Bento Gonçalves, era casada com o português João Luiz Pereira da Silva, conhecedor da arte da enxertia fez um enorme pomar, que terminou dando o nome à grande Fazenda da Quinta. Conhecemos três de seus filhos, ignoramos a existência de outros.
1) Antônia Luiza Centena Vianna  casada com José Soares Vianna – ainda não pesquisada.
2) Boaventura Luiz Pereira da Silva, nascido em 26-01-1829 em Camaquã, casado com Júlia César Centeno, e por falecimento desta, casou em 2ª núpcias com Isabel Eufrásia de Oliveira Guimarães, nascida em 30-05-1846 no Boqueirão onde casou em 08-12-1867. Isabel Eufrásia foi a terceira filha de Perpétua (filha do Gal. Bento Gonçalves e Caetana) e de Inácio Oliveira Guimarães. Dos seus quatro filhos destacamos o Cel. Boaventura Luiz Pereira da Silva Júnior, chefe do Estado Maior do Gal. Zeca Netto, e pai de Dona Isabel Silveira da Silva, viúva de Dorval Ribeiro, progenitores de Cláudio da Silva Ribeiro e Ieda Ribeiro Karan. Boaventura Júnior faleceu em Camaquã em 29-04-1887, com a idade de 58 anos.
3) Francisco Luiz Pereira da Silva, que aprendeu a arte da enxertia com seu pai, continuou a grande quinta. Casou com Ana Júlia da Silva, filha de Júlio Cesar Centeno, que era filho do Sargento-Mor, Boaventura José Centeno. Conhecemos dois filhos: 
                                   A) Adolfo Luiz Pereira da Silva casou com Anna América Centeno, e tiveram quatro filhos: Thereza Centeno Azambuja, casou com o primo Mário Silva Azambuja, pais de Luiz Fernando e Maria de Lourdes: Maria Centeno Azambuja casou com o primo Lauro Silva Azambuja, sem descendência; Sylvio Luiz Pereira da Silva casou com Morena Centeno Pereira, pais de Gladis Terezinha. Seu último filho foi Francisco Luiz Pereira da Silva, que casou com a irmã de Morena, Ivone Centeno Pereira, pais de César Augusto e Marco Antônio Luiz.
                                   B) Faustina Pereira da Silva Azambuja, casou com o Cel. Ney Xavier de Azambuja proprietário da Fazenda da Invernada. Deste casal nasceram treze filhos, sendo que apenas oito sobreviveram: Mário Silva Azambuja, casou com sua prima Thereza Centeno (já mencionado); Marieta Silva Azambuja, casou com José Olavo Fay, pais de Marila, que casou com Ruy Rodrigo Azambuja, Tito Livio Fay e José Olavo Fay Júnior; Lauro Silva Azambuja, casou com Maria Centeno (já mencionado); Mariá Silva Azambuja, casou com Tito Paranhos, pais de José Carlos Paranhos Barcellos;  Ney Xavier Azambuja, que foi prefeito em Camaquã, casou com Nilda Souza Azambuja, pais de Ney, que casou com Solange Paiva, e Neyta Azambuja, casada com Reni Marques; Marcolina Azambuja casou com Romeu Luiz Pereira da Silva, pais de Zélia Maria e Ruy Pereira da Silva; Cel. Dário Silva Azambuja casou com Maria de Lourdes Vilamil, pais de Vera Maria e Ney Artur, e finalmente, Adolfo Silva Azambuja, que casou com Zilda Souza, pais de Luiz Felipe, Maria da Graça e Luiz Alberto.
                        Agradeço ao amigo Dr. João Luiz Horta Barbosa, com sua primeira pesquisa sobre a família Pereira da Silva, que se encontrava perdida. Nossa história não terá fim, na continuação de tantos que virão, entretanto, poucos saberão contá-la. O Galpão do Galo Velho quer deixar gravado o registro daqueles que nos ofertaram o dia de hoje, com a doação de sua dignidade, amor à família e ao próximo. Foram os verdadeiros fazendeiros, que conviveram com seus empregados dividindo o suor da labuta, num mundo sem conforto, mas pleno de respeito e trabalho profícuo. Resta derramar sobre nós e àqueles que virão de nós, as bênçãos do Grande Criador, na esperança que saibam seguir a mesma trilha que eles traçaram, carregando o peso de seus esforços na busca de dias melhores para todos nós.  
                             Agradeceria também, àqueles parentes que estiverem lendo, que me enviassem suas descendências com seus nomes e o ano de nascimento.
      

Galo Velho

Camaquã, Rio Grande do Sul, Brazil
Fundado em 05/07/1980, assim foi escrito em sua 1ª página do 1º Livro: “O que importa neste GALPÃO é que cada um saiba ser irmão do outro. Aqui terminou o patrão e o empregado; o pobre e o rico, o branco e o preto; o burro e o inteligente; o culto e o ignorante. Aqui é a INVERNADA DA AMIZADE e tem calor humano como tem calor de fogo. Nosso Galpão nem porta têm, está sempre aberto para quem buscar um abrigo. Neste Galpão os corpos cansados da lida diária encontrarão sempre um banco para descansar, e um mate amargo para a sede matar. Aqui o frio do Minuano não encontra morada, temos toda a Sant’Anna irmanada. A cada nascer de uma madrugada há de encontrar alguém aquentando fogo, buscando nas cinzas do passado, o Galo Velho que será, quando partir para a Invernada do Esquecimento. Ninguém será esquecido, se passar nesta vida vivendo como o nosso “Galo Velho” viveu, a todos querendo, sem nunca ter o mal no coração.”