quinta-feira, 27 de abril de 2017

Boletim 330.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A velhice.
Ainda não comecei a rir de minha velhice, mas logo logo o farei. São pequenos tropeços, esquecimentos, impaciências e atrapalhadas, que nos fazem rir. Ela é relevante. Maravilhosa por ser respeitosa. As pessoas nos olham com inveja. Verdadeiramente é inveja, pois ficam pensando em chegar lá. Quem não chegou é porque foi. Vejam na mídia o destaque que dão àqueles que chegaram no centenário, ou melhor, cruzaram muito além dele. Lembrem que Matuzalém chegou nos 969 anos de idade, e foi o avô de Noé. Meu Deus, tinha mesmo que haver um dilúvio para carregar aquela velharia. Não consigo imaginar carregar tantos anos, eu que já ando atrapalhado com meus 83. 
O importante não é viver muito. O importante é viver bem. 

terça-feira, 25 de abril de 2017

Boletim 329.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
O flagelo de Deus.
Não consigo soltar do David Coimbra. Agora foi com o tema A peste negra, publicado no último domingo. Depois de comentar o Gengis Khan, que disse: "Eu sou o flagelo de Deus, e onde pisa a pata do meu cavalo, a grama jamais volta a crescer", ele relata os milhares que matou porque cometeram grandes pecados. David então arremata: "Que pecado teremos nós cometido para Deus nos enviar Renan Calheiros? Renan tem o poder da pata do cavalo de Gengis: por onde ele passa, nada mais crescerá". Conclui ainda dizendo que Gengis e seus mongóis, trouxeram do pé do Himalaia, um mal ainda pior - a peste negra!
Agora eu concluo: Será que o David está vaticinando que Renan Calheiros irá nos deixar um mal pior do que ele próprio?

domingo, 23 de abril de 2017

Boletim 328.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
É preciso saber viver.
O Roberto Carlos, Erasmo Carlos e a Vanderléia alegraram meu domingo ensolarado. Era um filme "chanchada" daqueles que  só mesmo brasileiro sabe fazer. Até o velho José Lewgoy bandidou engraçado. Mas, o que valeu mesmo foi compreender como o tempo passou bonito. Corria o botão da TV a procura de nada, quando encontrei a linda cena no Rio de Janeiro, e aquela cara bonita, fazendo eu pensar quem era mesmo o belo mancebo? Foi preciso aparecer na tela o Roberto Carlos para entender que se tratava do Tremendão. Eles até cantaram pouco, e mais trabalharam de maus artistas teatrais. Estou escrevendo tudo isto para dizer que em certo momento me emocionei. Voltou a minha juventude junto de meus heróis. É preciso saber viver, entendendo que nada dá volta, e que "Eu menino em outras eras que se perde na distância, na longa trilha da vida, que só se cruza uma vez. Uma só vez, pois a vida é como uma sanga, que tem uma só direção, e a gente mal comparando é como uma folha ressequida, que na tal sanga da vida vai levada de roldão". (Apparício Silva Rillo).  

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Boletim 327.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Lula será preso.
Não dá para deixar de ler a última página hoje de Zero Hora - o David Coimbra. Não pelas evidências que ele aborda ao se referir a culpa do Lula, mas pela clareza com que diz  da "paixão do povão por Lula". O certo é que o Povo brasileiro crê na justiça brasileira e detesta o Lula. Ele nos iludiu, pediu nosso voto, mentiu, roubou e promoveu o roubo de nosso parco dinheiro. Ninguém poderá por dúvida nesta afirmativa! Copio o que está lá, por David:
"Lula virou uma espécie de santo malandro, um tipo divertido e cheio de recursos que viceja na imaginário nacional. Os nossos grandes personagens da TV e do cinema são parecidos: o Didi Mocó, de Renato Aragão; o Bronco, de Ronaldo Golias; o Agostinho da Grande Família. Há dezenas de tipos manemolentes, de alegria constante e moral inconstante, que encantam o brasileiro". (deveria ter escrito o povão brasileiro)
Bem, está explicado o amor pelo Lula, e a causa de tudo é o povão brasileiro, mas não nós que estamos lendo isto, já que somos o Povo, e exigimos a prisão do Lula.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Boletim 326.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A depressão.
Nunca sofri deste mal, entretanto, estou sendo contagiado pela "depressão brasileira". Preciso de uma notícia boa! Já briguei com a TV que só fala porcaria. Preciso que alguém me dê alguma esperança. Dizem que ela é a última que morre, pois já estou no fim! Falaram que o pib tá dando lucro, mas acho que é mentira, só pra inventar coisa boa. Nasci e vou morrer agricultor, e é o setor que está dando algum alento. Sei. O Brasil é grande, e muito rico, tão rico que com toda a roubalheira ainda está havendo sobras.
Preciso de notícia boa. Tomar que o Inter ganhe hoje de noite... 

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Boletim 325.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Nojo.
21 horas. Acabo de desligar a TV. Não consigo mais ouvir, ou mesmo ler sobre as roubalheiras no Brasil. A vergonha sempre me acovardou. Estou com nojo! Lembro quando em 1952, com a pouca idade de 18 anos, sendo funcionário da Secretaria da Fazenda em Porto Alegre, ao assinar meu ponto encontrei "Nojo - 7 dias". Não entendi, pois não sabia que a palavra se referia a "profunda mágoa, pesar, luto", como define o dicionário. Era a morte naquele dia de meu avô Ney Azambuja, e seu enterro no dia seguinte. Como meu chefe descobriu isto, ainda hoje me assusta, pois nem eu sabia de sua morte. Verdade que as comunicações naquele tempo eram difíceis. 
Pois eu estou com nojo. Tão profunda mágoa, que não consigo mais ler ou falar sobre as roubalheiras no nosso País. Nenhuma explicação me satisfaz. Para concluir envio a vocês a melhor de todas as campanhas políticas que conheço:
NÃO REELEGER POLÍTICO ALGUM.
Nesta hora, até os bons devem ser condenados, igual a Cristo. 

Boletim 324.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A Páscoa.
Nossas feridas do corpo doem. Sangram. Nos assustam, mas terminam cicatrizando. Criam cascas, que ao caírem dão lugar a nova pele, jovem e sedosa. A única chaga que não cicatriza é a de Cristo! Seu sangue estará vivo em nós, enquanto lembrarmos do crime que cometemos contra ele, condenando-o ao martírio na cruz. Sim, o crime é nosso, pois não foi Pilatos quem o condenou, foi o povo. Então, esta ferida em nossas almas é mais profunda que as feridas em seu próprio corpo, que cicatrizaram e o ressuscitaram. 
Nossas feridas da alma são muito profundas. Mais doloridas e mais assustadoras que as do corpo. O único remédio para as suas dores é o esquecimento, mas será que podemos esquecer daquele nosso imenso crime? Hoje estamos buscando penitência, entretanto, há 2017 anos a humanidade busca esta penitência, mas continua pecando...

domingo, 9 de abril de 2017

Boletim 323.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.

As coisas Boas e as Ruins.
     Certamente que elas se originam em nossas mentes. Chega ao ponto de nos viciar! Bashar al-Assad é um viciado em coisas Ruins e nunca, mas nunca, pensou em coisas Boas. Também Hitler e outros tantos foram viciados em coisas Ruins. Madre Tereza, Luter King e outros tantos foram viciados em coisas Boas.
     E nós? Vamos olhar para dentro de nós. O quanto pensamos Bom, e o quanto pensamos Ruim? Será que contagiamos nosso vizinho com o ruim? Se ele também for viciado com o Ruim, a coisa vai de mal a pior! Se for viciado com o Bom irá de melhor à melhor...
     Creio que isto é cultura, e deveria ser desvendada em sala de aula, na cabecinha de nossos filhos ou netos, única maneira de acabar com a violência que nos assalta a cada momento. Pensem...

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Boletim 322.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Obrigado e desculpa.
Certamente são duas palavras irmãs, e fazem parte do princípio fundamental para ingressarmos no céu - a humildade. A primeira é o reconhecimento daquele que nos ofertou, e a segunda é o reconhecimento de nosso próprio erro. 
Como rotariano vou ofertar a vocês um vídeo que expressa o sentimento rotário - Mais se beneficia quem melhor SERVE! De nada me servirá a felicidade se não souber dividi-la com os demais. Somos mais de um milhão e duzentos mil rotarianos no Mundo buscando SERVIR aqueles mais necessitados. Basta que se diga: "estamos erradicando a poliomelite no Mundo inteiro". 
Apreciem:
video


quinta-feira, 30 de março de 2017

Boletim 321.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.

Obs. - Não é falta de assunto, é falta de tempo. Reproduzo um boletim de mais de cinco anos... 

Felizes são aqueles que assim se sentem...

Recebi do meu filho Magrinho, que nasceu Luiz Fernando Azambuja Júnior, um e-mail lembrando esta frase, que era uma das filosofadas de meu Velho Pai, Mário Silva Azambuja. Certamente convivendo com a "real" pobreza daquele outro tempo, nos ranchos de leivas, cobertos de santa-fé, ele se espantava com a felicidade morando com aquela gente. Então vejam a foto que o Magrinho me mandou anexo ao e-mail, me fazendo pensar nas tacadas do mestre Cláudio da Silva Ribeiro, na sua mesa oficial da Fazenda da Palmeira.



quarta-feira, 22 de março de 2017

Boletim 320.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Bodas de Prata.
Nada melhor do que assistir Bodas de Prata de filho, na demonstração de que a gente curtiu o tempo, assistindo a vida passar. Não conseguimos conviver com eles em nossas Bodas de Ouro, pois patrocinaram a viagem à Buenos Ayres. Agora  nos homenagearam com ida, volta e hotel em Floripa, no paraíso do Hotel Morro das Pedras, onde a festa se associou ao 3º encontro da família Graeff, gente alegre e com destaque na educação. Rolou descontração, cantoria e dança, num palco de circo, marca do eterno sorriso. Gostaria de postar alguma fotografia do momento que ficará vivo em nossas lembranças, mas são tantas, que fica impossível a escolha. Queremos participar do 4º encontro, no respeito e carinho à querida nora Majô Graeff Chagas Azambuja. Destacamos a presença dos Graeff de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, que marcaram por suas atuantes e alegres participações. Valeu Luis Mário e Majô.
Convidamos vocês todos para o dia 12 de novembro próximo em nossas Bodas de Diamante, numa missa especial na Igreja São João Batista de Camaquã, já que não encontramos local para abrigar tantos parentes e amigos.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Boletim 319.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Chegando de Férias.
Chegando da preciosa "férias" e concluindo alguma coisa das muitas que já tirei. Nada melhor do que "a véspera" das coisas, pois concluí agora que cheguei cansado. Lembro das imagens projetadas do "gozo das férias". Lembro das arrumações e do preparo para a viagem. Coisa bem boa. Agora a preparação para o retorno, a desarrumação das coisas, a projeção das imagens daquilo que me esperava - coisa ruim. Todos nós sabemos que o bom de tudo é a véspera. Véspera de casar certamente foi a melhor de todas minhas vésperas, e a sua projeção foi tão boa que dura por 60 belos anos. Também pudera, casamento não tem retorno! 
Bem, sempre procuro escrever pouco, e desta vez será ainda menor, pois estou desarrumando a desarrumada mala...
PS - Véspera de coisa boa, pois nunca se prepara véspera de coisa ruim. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Boletim 318.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.


Por férias adiadas vou matutando...

Os desafios.
Estamos enfrentando desafios permanentemente, com intensidades variáveis. Muitos fogem da raia. Nas competições é que se nota melhor os seus esforços, já que somos assistência. Vencer é o objetivo final, mas poucos estão aptos à vitória. Na maioria das vezes deixamos de olhar aqueles que lutam sem a mínima chance de lá chegar, e que são tão obstinados como os vencedores, lutando muitas vezes contra si mesmos. Na vida tudo é uma questão de competência, e ela pode ser física, intelectual ou espiritual (alguns dirão - emocional, mas afirmo que a força espiritual também impulsiona nossos passos). Voltemos então nossos olhos àqueles que abandonam a luta por se sentirem incompetentes. São os fracos, ou fracassados. Os fortes ou competentes sabem que devem continuar lutando, e que aquela contenda não é a última, pois outras virão depois, e eles deverão estar preparados. Pensem nisto, enquanto fico lembrando do meu amigo Kurt Kegel, que por incompetente estourou os miolos.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Boletim 317.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Sou importante.
Sim, sou importante, mas para mim, não para os outros. Se agir pensando nos outros, certamente serei mais um vaidoso entre os inúmeros deste Mundo. Minha importância deve ser reservada ao mais íntimo do meu ser, pois se ela transparecer passarei a ser, além de vaidoso, mais um egoísta também. Jamais ela deve ser considerada perfeita, e sim limitada à minha pequenez. Devo direcionar a importância do meu viver às virtudes humanas, que serão conquistadas com muito sacrifício, pois não conheço nenhuma virtude fácil. Fácil são os vícios, principalmente aqueles da alma: o orgulho, o ócio e a volúpia.
Falar do íntimo da gente já é difícil, o que dirá escrever sobre ele, mas como ando me procurando, fico pensando em vocês, que podem perfeitamente me ajudar.
Vou entrar em férias, dando também férias à vocês destas matutices.  

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Boletim 316.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Respeito.
Não existirá respeito sem o "querer bem". Uma frase tão curta com um conteúdo tão grande. Por "querer bem" à meu Papai foi que o Galo Velho lhe dedicou a placa fotografada abaixo.

Fico me perguntando se queria bem ao meu Avô, Cel. Ney Xavier Azambuja. Tinha grande admiração por sua pessoa, austera e correta no trato social, mas eu sentia muito medo daquela austeridade, e medo afugenta o "querer bem". Quando ele morreu em 22 de outubro de 1952, aos 87 anos de idade vim ao seu enterro, agradecendo as lições dele recebidas, mas me interrogando se lhe queria bem. Hoje posso pensar assim: "Meus netos não têm medo de mim, o que me permite imaginar que possam me querer bem, pois medo não se dá bem com o amor". 

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Boletim 315.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Eu não entendi!
Eu não entendi porque o movimento de rotação da Terra é no sentido anti-horário. Também não entendi como a sua translação tem a velocidade de trinta quilômetros por segundo, numa multiplicação difícil para saber qual a velocidade em quilômetros por hora. Parece, entretanto, que nada disto tem importância. O que eu muitas vezes não entendi foi a pessoa que mora ao meu lado, e isto sim é fundamental para minha felicidade. Eu não entendi a palavra de Cristo, e isto é fundamental para o meu desenvolvimento. Ainda não entendo também o verdadeiro sentido da vida, e isto atormenta meu viver. Não entendo ainda qual a minha missão aqui na Terra, nem mesmo entendo o que devo deixar para os outros. O que dizer então do que eu devo levar comigo, quando partir para a Invernada do Esquecimento. 
Só entendo que não devo parar, e se tudo gira ao meu redor, devo girar junto, na procura constante de me encontrar. Talvez me encontre no último momento, quando uma Luz me guiará.  

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Boletim 314.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
O mate.
Vamos falar do mate, nosso hábito diário e imagem do gauchismo.
     O mate "solito". Aquele que temos como parceiro a própria cuia e a natureza nos contemplando. Ele será envolvido em belo silêncio, e para tal devemos colocar só metade de erva na cuia, para que seja comprido e meditativo.
     O mate "de mano". É aquele que dispomos de um parceiro para a mateada. Devemos colocar a terça parte de erva na cuia, equilibrando o tempo entre uma mateada e outra. "Preciso de uma mateada contigo" - já se sabe que tem um assunto importante para ser tratado.
     O mate "de roda". Aqui geralmente é a roda galponeira, ou em rodeios e outros eventos sociais. O mate deve ser servido com a mão direita, na expressão da força gaúcha, e a roda gira pela esquerda. Quando a roda é grande devemos encher o porongo de erva fazendo um mate curto, para que gire mais rápido.
     É necessário frisar que não existe nada escrito ou sacramentado neste assunto do mate, pois as coisas mudam de uma região para a outra. Nosso Núcleo de Pesquisas Históricas de Camaquã está preparando um trabalho sobre o mate, que será publicado oportunamente. 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Boletim 313.

ABRINDO A PORTEIRA.
A convivência.
É a convivência que alimenta o amor, até mesmo a paixão, mas principalmente a amizade. Deixei a amizade para o fim, porque é ela que permanece depois de tudo. Convivo há 59 anos com minha Jane, com quem mantenho a verdadeira amizade. Eu sei, a convivência também acaba com tudo, mas assim deve ser. Terminou - devemos começar tudo de novo, e refazer novas relações. Quando não dá certo, o bom mesmo é esquecer completamente. A sociedade de hoje está nos separando, de tudo e de todos, fazendo com que cada vez mais nos fechemos dentro do peito. Escrevo que é tudo de dentro para fora, então fico com medo que este "dentro" cresça tanto, fazendo  com que esqueçamos dos outros. Nascemos sociais, mesmo sem sermos socialistas, já que o socialista é anti-social, não querendo saber do outro, só cuidando de si mesmo. 
Então se somos sociais, vamos conviver com o outro, aprendendo a dividir diferenças. Não vai ser preciso quebrar nada, nem mesmo dentro de nós.

GALPÃO.
Convivência.
Pois convivi com um amigo que trabalhou comigo por 33 anos, João da Silva Vigano. Já dediquei algumas páginas do Galo Velho à ele, mas não cansarei de trazê-lo junto de mim, já que não posso conviver com ele, posso perfeitamente alimentar lembranças. Foi meu capataz, e depois dos meus dois filhos, deixando na Sant`Anna uma trilha profunda de trabalho, dedicação, honestidade, aprendizado, e amizade. Junto com sua esposa Noeli Rocha Vigano nos visitou no dia 27 do mês passado, quando registramos detalhes no livro do Galpão, inclusive que no dia anterior seria aniversário do meu Papai, Mário Silva Azambuja, que nascera em 26 de janeiro de 1898, na Fazenda da Invernada. Minha neta Fernanda, de surpresa, apareceu com um bolo e uma velinha, cantando o Parabéns ao aniversariante. Foi lindo! Vejam:
Da esquerda - Tomaz Sostruznik, Noeli Rocha Vigano, Fernanda Lahude Azambuja, e ele, o João da Silva Vigano. Valeu!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Boletim 312.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A Felicidade III.
Não procura a felicidade, ela não se encontra por aí. Ela está dentro dentro de ti. 
Encerrando, afirmo que é um tema infinito - Amor.
Não conhecerás a felicidade sem o amor. 
O mundo foi construído com AMOR há 2017 anos passados. Nunca consegui definir o que seja o AMOR, na sua essência. Os dicionaristas também nunca conseguiram. Procurem uma definição para ele, e certamente ficarão frustrados. Eu definiria AMOR como origem e fim da VIDA. Nenhum AMOR será tão grande como aquele da MÃE que nos viu nascer. Nenhum AMOR será tão grande como aquele dos que nos amam, conduzindo nossa putrefata matéria à última morada. Definiria também AMOR como único elemento capaz de ser carregado para a outra vida. Sei, tem alguns que conseguem carregar o ódio. Que Deus os perdoe.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Boletim 311.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A Felicidade II.
Não procurem a felicidade, ela não se encontra por aí. Ela está dentro de nós. 
Continuando, faço minhas considerações, focando a necessidade premente de nos transformar em uma nova pessoa! Por mais satisfeitos que estejamos com nosso ego, certamente podemos ficar melhor. Então percebam que é tudo de "dentro para fora". Olhem:
1- Solidariedade. Cito-a em primeiro lugar por ser o princípio;
2- Tolerância. Parece ser consequência da primeira;
3- Perdão. Certamente o mais difícil do nosso dia à dia;
4- Pensar. Fácil, mas o difícil é sua conclusão; 
5- Ouvir. Fácil também, quando sem preconceitos;
6- Contemplar. Fácil ainda, se contemplarmos apenas o belo;
7- Silêncio. Aqui é difícil, muito difícil, quando da contrariedade.
Todos os 7 são elementos "interiores" de nosso ser. Todos irão construir nossa felicidade, que é a mensagem divina. Basta nossa concentração (talvez seja um oitavo elemento) para nos transformar em nova pessoa. Cristo viveu apenas 33 anos, mas transmitiu com facilidade estes ensinamentos, que a humanidade está custando a entender. 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Boletim 310.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A Felicidade.
Não procurem a felicidade, ela não se encontra por aí. Ela está dentro de nós. Deus nos colocou no mundo para sermos felizes, e parece que a humanidade ainda não descobriu que Ele é a única felicidade do ser humano. Sem Ele, nada existe, tudo é ilusão passageira, tudo é matéria, e toda a matéria é destrutível. Primeiro porque ao partirmos não dá para carregar nenhuma matéria, depois, devemos fazer a longa viagem o mais leve possível, e nada é mais leve do que uma alma limpa e pura. A vida, ou a felicidade, se resume na trilogia:
DEUS, SAÚDE, e FAMÍLIA (amigos).
Peço àquele que descobrir o quarto elemento, que me ensine a VIVER. 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Boletim 309.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Férias.
É um espaço lindo que a sociedade inventou. Todos nós temos necessidade de descansar, pois até o Senhor sentiu o efeito do trabalho e descansou no sétimo dia. Acontece que a sociedade permite que o descanso não seja só no sétimo dia, são dois meses! Tudo fica parado. As ruas desertas, com espaço até mesmo para estacionarmos nossos carros, o que não acontece no resto do ano. Não existe fila em lugar algum, e até mesmo os "carros de som" estão calados. Muitos dizem: Maravilha! Eu fico triste, pois velho não sabe sair da rotina. A gente tira uma semana de férias, e olha lá, mas parece que outros ficam os dois meses de férias. Será possível! Onde está o povo? As praias estão fervendo nos dois meses. Verdadeiramente nosso Brasil é um país rico. Tão rico que não necessitamos trabalhar. Salve a internet que sabe ocupar nossos espaços.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Boletim 308

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Passou mais um ano!
Acabou mais um ano, dos 82 que já festejei. A gente sempre fica pensando, quando a festa irá terminar. Será mesmo que o fim existe? Tenho escrito que ele não existe, pois certamente estará acontecendo em algum tempo e lugar. Sei também que não seremos nós, serão outros, mas alguma coisa de nós permanecerá. Também sei que não haverá lembranças, o que é muito bom. São aprendizados para conquistarmos um lugar à direita do Senhor. A direita d`Ele é muito grande, e não queiram conquistar a esquerda.
Tenho recebido muitas mensagens de Fim de Ano, que repasso à vocês, com carinho e respeito. Mantenho minhas esperanças, e uma delas é a de festejar mais um ou vários Anos Novos, já que a esperança não nos abandonará nunca.
Abaixo uma foto da Fernanda Lahude Azambuja na Santaninha, "Casa Mãe" da Fazenda Sant`Anna. Éramos poucos, perto daquela do Natal, mas estavam todos, todos presentes.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Boletim 307.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Passou mais um Natal.
Acabou mais um Natal entre as muitas dezenas que já assisti. Tentei retroceder na memória algum, que tenha me marcado. O do ano passado ficou, mas também terá esquecimento. Já escrevi que é ruim o apego ao passado, principalmente quando ele foi ruim, como também se foi bom deverá ser esquecido. Vivamos o presente, alimentando esperanças, como aquela que alimento do próximo Natal, junto de minha bela família, com saúde. Quando a qualidade é boa, pouco importa a quantidade! A foto abaixo, da minha neta Roberta Chagas Azambuja, diz tudo do nosso lindo Natal de 2016, lá na sombra dos jamelões, ou jambolões, do meu saudoso tio José Olavo Fay. Os dois velho, os dois filhos, os quatro netos, duas noras, e um "neto-genro".


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Boletim 306.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Alô. Quem fala?
Costumo levantar cedo, então o relógio marcava sete horas desta segunda feira, já me encontrando desperto e atento à vida. De cara lavada e boca escovada, me aproximo do computador para abrir "a morada de minhas mensagens", quando o telefone toca. "Alô. Quem fala?" Não é meu hábito me aborrecer com as coisas, mas não deu outra: "Com quem tu queres falar?" "Ora Zeca, aqui é o Crau, e tu a esta hora da manhã  já tá 'aporreado'!". Desligo "aporreado". Não mais com o Crau que ligou errado, mas comigo mesmo, pois o pior da vida é arranhar a si mesmo! Então, o matuto aqui passou a matutar: da próxima vez vou responder que sou eu mesmo. Explico meu "aporreamento" - sempre que ligo a primeira coisa que faço é me identificar - "Aqui quem fala é o Luiz Fernando, posso falar com beltrano?".
Vou mandar um Feliz Natal a todos vocês, meus especiais amigos, já que Natal começou no mês passado. No outro tempo era uma bela espera pelo dia 24. Hoje tudo é "mercância", coisa que o Galpão não aceita, mas terá que aturar, pois a festa será no seu Chão Bagual, e tem uma brincadeira de presentes roubados, que se torna muito gostoso. 
Feliz Natal!




quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Boletim 305.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A bendita Internet.
O Estado do Paraná sempre foi um belo e atrativo estado da Nação Brasileira, tanto que lá estão construindo um novo e promissor Brasil. O atrativo é tanto, que o Galo Velho também chegou na cidade do Pontal do Paraná, encontrando meu parente Murilo Bittencourt de Camargo Sobrinho, que se comunicou comigo. Daí, descobrindo que nossos tataravós foram irmãos estamos fazendo "recoluta" na grande invernada do passado, repontando uma existência linda que lá habitou. A Mãe do Murilo, Amália Germano de Camargo, com 86 anos de vida útil e memória viva reside na capital, Curitiba. Encontrei entre fotos antigas da minha família, uma do casamento dela, datada de 27/5/1947, que lhe enviei através da bendita internet. Na dedicatória da foto está escrito: "Amália completou 17 anos no dia em que casou".
Pois Paraná é tão atrativo, que atraiu meu filho Luis Mário Azambuja, hoje morando em uma fazenda no distrito de Balsa Nova.
Salve a bendita internet! 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Boletim 304.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.

A PAZ do Galpão do Galo Velho.

Será difícil descrevê-la, e para entendê-la é necessário chegar lá, apreciando a simplicidade do Galpão, bebendo um pouco do seu profundo silêncio que se esconde nas paredes enegrecidas de picumã. Disse o poeta: “Para que tanta ambição tanta vaidade, procurar uma estrela perdida, se o que nos traz felicidade, são as coisas mais simples da vida”. Esse verso explica a PAZ do Galpão do Galo Velho, pois é em suas rústicas paredes que encontramos os fluidos benéficos, de quem ali viveu com PAZ E RESPEITO. Os amigos que desfrutam de nossa hospitalidade, na convivência da igualdade campeira deixam cada vez mais PAZ em nosso chão. Ela jamais pertencerá a uma ou duas pessoas, trata-se de um conjunto social, onde todos se doam, na oferta ao Patrão Celestial.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Boletim 303.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Gumercindo Saraiva.
"Mas valiente do que feo".
Seus feitos foram notáveis na Revolução de 1893, combatendo de espada em punho o governo impopular de Júlio de Castilhos. Eis a história que os livros me contaram, assinada por Odilon Abreu.

Corria o mês de fevereiro de 93. O rebuliço no Rio Grande alvoroçava caudilhos e caudilhetes contrários ao governo castilhista. Gumercindo Saraiva era estancieiro forte no Uruguai e Santa Vitoria do Palmar. Filho de pais brasileiros se achava no direito de pelear junto aos federalistas. Com uma tropa bem montada e armada, o caudilho cruzou a fronteira ocultando-se no rincão de Ana Correia, entre os rios Jaguarão e Jaguarão-Chico. Vinha para se encontrar com o Cel. Jóca Tavares, a fim de engrossar as tropas rebeldes, que já andavam por volta de três mil homens.
Quando esse pintor bizarro jogou o Sol no abismo do fim do mundo começou a colorir o poente, e a tropa se acantonou numa canhada bonita. Gumercindo distribuiu as ordens para o acampamento. Pelo sul um caponete abrigava e ocultava a gente do caudilho. Na chapada que se erguia ao norte, Gumercindo postou uma sentinela para proteger de qualquer surpresa o sossego dos insurretos castelhanos.
                        - Todo listo, mi comandante! Disse marcialmente o ordenança de Gumercindo, um tipo melenudo, com barba de semana e meia esse ordenança. Dente de ouro exibido na linha de frente da boca. Chapéu com barbicacho de fleco e aba tapeada na testa. O beiço rachado lhe dava uma voz fanhosa. “Todo listo, mi comandante.” De fato, em pouco tempo os vaqueanos já estavam com uma rês carneada, a título de requisição guerreira. E nessas ocasiões o puxirão se faz de vereda. Se põe esperto o mais lerdo dos andarengos. Vala grande cavada no chão, as carneadeiras descobrindo os espetos nos galhos retos das guajuviras, lenha farta, fogo grande, carne gorda e caneco de branca de mão em mão. Mate, charla e patacoada. Palas no chão, mão nas cartas, e na ponta da língua os versos debochados do truco. E de repente, atenção! O sentinela firma os olhos e descobre no horizonte um vulto que vem crescendo. Num galope chasqueiro vem um gaudério batendo estribos. Ele dá o aviso: “Se aprochega um  cavaleiro Dom Gumercindo” Então, de relancina o chefe forma uma patrulha com dez voluntários. Ordena uma espera na ponta do capão pra deter o intrometido. No lusco-fusque na noite o índio ia passando a lo largo, quando se viu cercado. “La fresca, tô perdido, pensou. E o chasque o patrão não vai chegar ao destino.” Conduzia uma mensagem trocada entre chefes castilhistas. Preso, foi levado à presença do caudilho. Não apeou do cavalo. Tipo miúdo e entroncado, com lenço branco no pescoço e entonado como pica-pau em tronqueira. Um nariz grandalhão e achatarrado, escondendo um eito de bigode esfiapado, sem apuro nem jeito. O mulato meio pendendo pro índio, tinha séria sua cara de lua escarrapachada. Foi logo despido da adaga de quase metro e do nagão quarenta e quatro. Tilintavam as rosetas das esporas de papagaio comprido, abraçando a barriga do flete.
                        Os homens de Gumercindo se alvorotaram com a petulância do tipo. Foi preciso cinco homens pra desgrudar o taura do lombo do cavalo. E ele quieto. Gumercindo, ex-delegado de polícia em Santa Vitória, no fim do Império, tinha prática num interrogatório. Tanto podia falar castelhano, como muito bem o português, mas este só falava com caudilhos de igual patente. Antes, porém, que Gumercindo começasse a inquirição, o ordenança se antecipou atrevidaço. “Pucha Che, será que sos tan valiente como feo?” E o índio quieto. “Quién eres? De donde vienes? Para donde vás? Que andas haciendo?” Indagou o caudilho. “No le digo porque ando de próprio.” “Sabes com quiém estás hablando?” “Sei. Com o castelhano bandido Gumercindo Saraiva”. “Si yo cayeras em tus manos que harias conmigo?” “Le passava o lenço colorado”. “Maténlo.” Ordena seco Gumercindo. E o índio quieto. A sentença já era de todos conhecida, e o ordenança tirou uma pedrita dos arreios assentando o fio da faca. Lambia os beiços pensando no sangue que ia jorrar de orelha a orelha. As labaredas do fogo iluminavam a cena bárbara. E o índio quieto. O afobamento do ordenança fez com que Gumercindo dissesse: “Párate. Este no es servicio para um boludo como tu.” A coragem do homem fez com que a sentença fosse reformada. “Larguénlo! Le den um buem caballo. Sus armas. E que se vaya juntar a su gente. Porque se matamos a los valientes, los cobardes es que no van defender los ideales.” E o índio quieto. O ordenança de aproxima da cara do índio, e não se contém: “Pucha Che, tu eres mucho más valiente do que feo”.


terça-feira, 22 de novembro de 2016

Boletim 302.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Não quero mais desafios!
Interessante como a gente vai se dar conta da vida, só ao chegar no fim dela. Parece que não deveria ser assim, mas o que vai se fazer. Passei uma existência inteira aceitando desafios, e quanto mais os aceitava, mais e maiores eles ficavam. Agora no ocaso, só agora, comecei a recusá-los, e eles começam a desaparecer. A vida é assim, ela te cobra, e se aceitares vai te desafiando a cada passo, como procurando te fazer forte, pois só seremos fortes olhando a vida de frente. Quando lhe damos as costas, desaparecemos do cenário fantástico, que é vencer na vida. Vencer o que?
Não escrevam as suas vitórias, apenas pensem muito, e digam a si mesmo se estão satisfeitos. Eu por mim respondo: "Estou satisfeito, mesmo cansado. Agi com amor e respeito. Não venci nada, e só saberei se venci ou perdi ao chegar na presença do Senhor. Aqueles que não creem no Senhor voltarão ao zero que eram antes do nascer."

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Boletim 301.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA
As injustiças.
Alguém pode avaliar todas as injustiças que o povo brasileiro recebeu nos últimos anos? Não estou me referindo só ao governo do PT, pois ao longo de muitos anos, eu mesmo como agricultor, fui injustiçado mais de uma vez, o que me custou belo patrimônio. Agora é a população que está sofrendo com tamanha crise financeira e moral. Pois recebi de meu filho, Luiz Fernando Azambuja Júnior, uma bela mensagem que está circulando na Internet, e que coloco abaixo para apreciação de vocês. Já escrevi lá atrás que detesto a política, pela única razão de ser ela a verdadeira culpada das nossas crises financeiras e morais. 
Está acendendo uma luz no fim do túnel!





segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Boletim 300.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Os perfeccionistas.
Já escrevi em algum lugar que tenho pena deles. Primeiro porque buscam uma coisa que não existe. Por último porque são uns tristes e insatisfeitos, por viverem em um Mundo cheio de imperfeições. Perfeição só encontraremos ao chegarmos na presença do Criador, quando então Ele nos ensinará o que nunca aprendemos nesta vida. O perfeccionista está permanentemente se machucando, ou àqueles que mais ama. Com os estranhos são alegres e satisfeitos. São na realidade ótimas pessoas, longe de seus amores. Com os de casa são "corrigíveis", como se não encontrassem boas qualidades no outro, ou ao encontrarem permanecem calados, sem qualquer incentivo. É hora de aprendermos a "conviver" com as imperfeições da vida. Então seremos muito mais felizes.

sábado, 5 de novembro de 2016

Boletim 299.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
O que passou não volta nunca mais. - III.
Sabia que iria receber contestações. Infelizmente ainda existe os incrédulos, a quem envio bênçãos do céu para que encontrem PAZ. Recebi um comentário: "Quando partires não levarás nada mais do que aquilo quando aqui chegaste". Não foi preciso pensar muito, estava na ponta da língua - "VOU LEVAR O AMOR". Creio mesmo que é a única e especial coisa que vou conseguir levar. Apenas amei na vida. Nunca guardei ódio em meu coração. Orgulho-me de não ter inimigos, e ter alimentado apenas a amizade. Então meu Anônimo, espero que tenhas entendido ao menos um pouco do que viemos fazer aqui na Terra.
Deus esteja contigo sempre.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Boletim 298.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
O que passou não volta nunca mais. - II.
Certamente que não volta, mas deve ficar algo em algum lugar. Não creio que ao apagar de nossas vidas voltemos aquilo que fomos antes de nascermos. Alguém lembra de alguma coisa? Nada. Um verdadeiro zero. Todos deixaram uma vida lá atrás, com tudo aquilo "que passou" e que construíram em suas almas. Se existe outra vida não vamos discutir. Só sei que existe um significado para ela, e ao fecharmos os olhos, não pode haver um "ponto final". Viemos ao Mundo com a mensagem divina de sermos felizes. Se conseguimos ou não, temos de dar conta de nossos esforços. 
Por vezes me esforço para lembrar de alguma coisa, e só vem à memória fatos lá dos meus quatro ou cinco anos, o resto é uma bruma. Que construção será esta? Que caminho a percorrer, que eu não tenha domínio sobre ele? Que destino me reserva, que eu não tenha uma conclusão final dele? Por favor, não foquem as construções materiais! Nada do material me pertence! Deixarei tudo aqui para que outros se envolvam na sua continuação. O que eu levarei comigo? Esta é a obra que espero entender, nem que seja no último momento final!
O que eu levarei comigo?
Estou me dando conta que o dia de hoje é dos mortos, e creio que por tal fiquei pesado...

sábado, 22 de outubro de 2016

Boletim 297.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.

O que passou não volta nunca mais.
Se pudermos fixar isto a todo o momento, certamente seremos muito mais felizes. Lembrem do velho ditado: "Não adianta chorar pelo leite derramado". Se conseguíssemos fazer as coisas voltar, poderíamos corrigir nossos erros, mas o que passou não volta nunca mais! É um fato concreto! Conheço outros tantos que querem voltar para o passado. Certamente lá foram felizes, e hoje não o são.
Daí podemos tirar lições: Cuidemos do tempo presente, evitando erros, promovendo acertos, apreciando a vida, alimentando o amor. Se fixarmos esse fato concreto, até mesmo os consultórios dos psicanalistas esvaziarão.
A vida se resume no efêmero dia de hoje. Assim como o passado não deve nos alimentar, o futuro não deve nos assustar Vivamos, rogando a Deus pelo nosso amanhã, perdoando nossos erros passados.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Boletim 296.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A outra pessoa.
O título ficaria bem melhor se colocado no plural - As outras pessoas. Entretanto, creio que fica bem mais forte se focar a existência de uma outra simples pessoa, que estará ao nosso lado, por uma vida inteira, ou mesmo que seja por um só momento. A identificação de um olhar na busca da aproximação, continuação da existência, que se resume no conviver. Solidão é um deserto na árida planície sem fim. Nosso caminhar será em vão, se não tivermos alguém para dar a mão. Alguém com quem dividir a alegria, ou mesmo partilhar a dor. 
Sei, é a perpetuação da espécie que nos aproxima, mas sobre este instinto, seremos sociais, parceiros, amigos, companheiros de jornada, que nos leva a crer, nem que seja no seu final, que o fim não existe. Existirá uma nova vida, não na perpetuação de uma raça, mas na perpetuação do AMOR. Sopro divino que nos alimenta.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Boletim 295.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Recebi do meu Amigo, Irmão e Parceiro Ignácio Mahfuz o texto abaixo, que julguei muito meditativo, principalmente para os velhos como eu. Assino abaixo.


TROPEANDO O TEMPO.
Conto meus anos e descubro que tenho menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero mais participar de eventos onde desfilem egos inflados.
Não mais tolero gabolices.
Inquietam-me os invejosos.
Não tenho mais tempo para projetos megalomaníacos, faraônicos.
Já não tenho tampo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, mesmo cronologicamente maduras, são imaturas.
Já não perco tempo debatendo vírgulas e detalhes gramaticais sutis.
Tenho tempo apenas para debater conteúdos.
Meu tempo tornou-se escasso para discutir rótulos.
Quero meu tempo para viver ao lado de gente humana, muito humana.
Gente que sabe rir dos seus tropeços e que não se deslumbra com os efêmeros triunfos.
Gente que não foge de sua mortalidade, gente que defende a dignidade e, apenas, deseja andar humildemente com o Grande Arquiteto.
Ah!, também tenho muito tempo para estimar os animais.
Caminhar perto de seres amigos nunca é  perda de tempo.

(setembro/2016)




segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Boletim 293.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.

O Galpão. 
(Um texto velho, copiado de um velho boletim)...


Balbino Marques da Rocha poetiza assim: “Meu santuário de fumaça, onde às vezes desencilho. Faço um altar de lombilho, do fogo a reminiscência, e cultuo a dor da ausência no oratório do passado. Galpão onde eu fui fedelho corpeando tala de relho, tirando raspa de tacho. Templo de fogo vermelho, onde os avós se reuniram e de onde a cavalo partiram para uma cruzada de macho...”. 
Pois é ali que cultuo o respeito, pela ausência daqueles que partiram. Não encontro dor, e creio que isto é pelo fato de ter sofrido muito ao me despedi da Mamãe com apenas quatorze anos de idade. Não entendia das coisas, pois só quando se fica velho, na aproximação da porta final é que perdemos a dor pela morte, entendendo que ela nada mais é do que a passagem para um novo tempo. Sabem aquelas fotos de família antigas, grandes, desbotadas e com as molduras corroídas? Pois elas estão lá no Galpão do Galo Velho, moldurando uma parede que chamam de Parede dos Mortos, que para mim é dos vivos, pois eles olham para os olhos da gente, numa permanente comunicação de amor. Então, acendo perfumes, deposito flores do campo, e faço orações. Não há medo, há respeito. Fixo-os, sabendo que um dia também fixarei vocês, com amor, respeito e proteção.

Boletim 294.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
O bobo e o esperto.
Esta comparação vai dar panos pra mangas! Já passei pelas duas, e o fato não me faz entendido no assunto, mas passível de comentar. Não conheci bobo mau, como também descobri que poucos espertos são bons. Talvez isto ocorra apenas naquela fase do homem, quando ele disputa bens materiais. Depois, quando a gente vai ficando velho descobre que o verdadeiro sentido da vida é outro, e ao perder o interesse do ganho material, vai ficando mais pra bobo do que para esperto.  
Diz um velho ditado, que a esperteza termina engolindo o esperto. Conheço vários exemplos, assim como assisti a maioria dos bobos perderem tudo. O inteligente jamais será bobo, assim como o burro jamais será esperto. Será possível fica entre o bobo e o esperto? Dizem que o equilíbrio é a razão da felicidade humana. Vou matutar.
Não disse que o assunto é complicado? Ando ultimamente focando coisas complicadas. Vou me descomplicar. Afinal, quando bater na porta do São Pedro, quero chegar mais para bobo do que para esperto, pois ele deve ser muito, mas muito esperto, lidando com este mundão de gente todo o dia.  

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Boletim 292.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
O sacrifício.
Outro dia uma amiga especial me disse: "Não te sacrificas tanto". Passei a matutar, o que não tem nada a ver com matuto, lá do mato, certamente é coisa de gente esperta. Pois querendo ser esperto, concluí que aquilo me fazia bem - me sacrificar! Claro, fui para minha amiga "amansa burro" chamada Wikipédia, e lá encontrei assustado: "é a prática de oferecer aos deuses, na qualidade de alimento, a vida de animais, humanos, colheitas, como ato de propiciação ou culto". Cruzes! Ainda bem que lá atrás ela se referia a origem do termo, que é do latim da antiga Roma. Então vai lá, Nero lulista.
Ainda bem que a Wikipédia lá adiante registra: "o termo (sacrifício) é usado também metaforicamente para descrever atos de altruísmo, abnegação e renúncia em favor de outrem". Bem, fiquei mais compreensivo. Já aprendi que não posso viver só para mim, tenho que me ofertar, o que não deixa de ser um sacrifício, dentro do meu conceito de religião. Até aí, ofertar o meu sangue, é um exagero!

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Boletim 291.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.

Boletim nº 1 - datado de julho de 2006.
Neste boletim, que não foi publicado aqui, relacionei alguns dados, que me foram ofertados pelo amigo João Luiz Horta Barbosa, aos quais agora adiciono outras informações procedente do Núcleo de Pesquisas Históricas de Camaquã.

ORIGEM DA FAZENDA DA QUINTA.

            A Fazenda da Quinta, desmembrada da sesmaria Flor da Praia, que foi recebida por Faustina Maria Centeno, nascida em 01-07-1804, na Freguesia de Triunfo, filha do Sargento–Mor Boaventura José Centeno e de Dona Antônia Joaquina Gonçalves da Silva, irmã do Gal. Bento Gonçalves, era casada com o português João Luiz Pereira da Silva, conhecedor da arte da enxertia fez um enorme pomar, que terminou dando o nome à grande Fazenda da Quinta. Conhecemos três de seus filhos, ignoramos a existência de outros.
1) Antônia Luiza Centena Vianna  casada com José Soares Vianna – ainda não pesquisada.
2) Boaventura Luiz Pereira da Silva, nascido em 26-01-1829 em Camaquã, casado com Júlia César Centeno, e por falecimento desta, casou em 2ª núpcias com Isabel Eufrásia de Oliveira Guimarães, nascida em 30-05-1846 no Boqueirão onde casou em 08-12-1867. Isabel Eufrásia foi a terceira filha de Perpétua (filha do Gal. Bento Gonçalves e Caetana) e de Inácio Oliveira Guimarães. Dos seus quatro filhos destacamos o Cel. Boaventura Luiz Pereira da Silva Júnior, chefe do Estado Maior do Gal. Zeca Netto, e pai de Dona Isabel Silveira da Silva, viúva de Dorval Ribeiro, progenitores de Cláudio da Silva Ribeiro e Ieda Ribeiro Karan. Boaventura Júnior faleceu em Camaquã em 29-04-1887, com a idade de 58 anos.
3) Francisco Luiz Pereira da Silva, que aprendeu a arte da enxertia com seu pai, continuou a grande quinta. Casou com Ana Júlia da Silva, filha de Júlio Cesar Centeno, que era filho do Sargento-Mor, Boaventura José Centeno. Conhecemos dois filhos: 
                                   A) Adolfo Luiz Pereira da Silva casou com Anna América Centeno, e tiveram quatro filhos: Thereza Centeno Azambuja, casou com o primo Mário Silva Azambuja, pais de Luiz Fernando e Maria de Lourdes: Maria Centeno Azambuja casou com o primo Lauro Silva Azambuja, sem descendência; Sylvio Luiz Pereira da Silva casou com Morena Centeno Pereira, pais de Gladis Terezinha. Seu último filho foi Francisco Luiz Pereira da Silva, que casou com a irmã de Morena, Ivone Centeno Pereira, pais de César Augusto e Marco Antônio Luiz.
                                   B) Faustina Pereira da Silva Azambuja, casou com o Cel. Ney Xavier de Azambuja proprietário da Fazenda da Invernada. Deste casal nasceram treze filhos, sendo que apenas oito sobreviveram: Mário Silva Azambuja, casou com sua prima Thereza Centeno (já mencionado); Marieta Silva Azambuja, casou com José Olavo Fay, pais de Marila, que casou com Ruy Rodrigo Azambuja, Tito Livio Fay e José Olavo Fay Júnior; Lauro Silva Azambuja, casou com Maria Centeno (já mencionado); Mariá Silva Azambuja, casou com Tito Paranhos, pais de José Carlos Paranhos Barcellos;  Ney Xavier Azambuja, que foi prefeito em Camaquã, casou com Nilda Souza Azambuja, pais de Ney, que casou com Solange Paiva, e Neyta Azambuja, casada com Reni Marques; Marcolina Azambuja casou com Romeu Luiz Pereira da Silva, pais de Zélia Maria e Ruy Pereira da Silva; Cel. Dário Silva Azambuja casou com Maria de Lourdes Vilamil, pais de Vera Maria e Ney Artur, e finalmente, Adolfo Silva Azambuja, que casou com Zilda Souza, pais de Luiz Felipe, Maria da Graça e Luiz Alberto.
                        Agradeço ao amigo Dr. João Luiz Horta Barbosa, com sua primeira pesquisa sobre a família Pereira da Silva, que se encontrava perdida. Nossa história não terá fim, na continuação de tantos que virão, entretanto, poucos saberão contá-la. O Galpão do Galo Velho quer deixar gravado o registro daqueles que nos ofertaram o dia de hoje, com a doação de sua dignidade, amor à família e ao próximo. Foram os verdadeiros fazendeiros, que conviveram com seus empregados dividindo o suor da labuta, num mundo sem conforto, mas pleno de respeito e trabalho profícuo. Resta derramar sobre nós e àqueles que virão de nós, as bênçãos do Grande Criador, na esperança que saibam seguir a mesma trilha que eles traçaram, carregando o peso de seus esforços na busca de dias melhores para todos nós.  
                             Agradeceria também, àqueles parentes que estiverem lendo, que me enviassem suas descendências com seus nomes e o ano de nascimento.
      

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Boletim 290.

ABRINDO A PORTEIRA.
O silêncio.
O mais importante dos silêncios é aquele que habita em nosso interior. Ele não cessa, mesmo com todo o barulho lá fora. É ele que permite nossa mente trabalhar no discernimento dos fatos. Sem ele estaremos cometendo erros sobre erros. Alguns dirão que é a calma e a serenidade, e eu somo a sabedoria. É um exercício difícil este de mantermos nosso interior tranquilo. Só o conseguiremos se aprendermos a meditar! Meditar no silêncio de algum lugar, para aumentarmos o silêncio em nosso interior. Então estaremos nos aproximando da sabedoria. Meditem.

GALPÃO.
Galpão do Galo Velho.
Nada melhor do que assistir a vida passar. Lá se foram vinte e dois anos da significativa foto, ao comemorar meus 60 anos. Nada pior na vida (aprendi no Livro da Vida) do que a gente se queixar da vida. Os dois guris foram embora para cumprir com seus belos destinos, e os velhos ficaram sós, cada vez se agarrando mais um no outro. Foi bom os guris terem ido embora. 

HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.
As calhas.

Calhas de madeira. Tábuas de polegada, com 30 cm. de largura, 5,5 metros de comprimento, com guias de 15 cm de largura, pregadas em suas laterais, formando assim uma calha. Elas foram pregadas sobre estacas de madeira cravadas no leito do Arroio Jacaré, em duas fileiras, no nível, e exatamente da largura dos pneus de um automóvel. Automóvel do Senhor Adriano Scherer, o precursor, o empresário, o grande arrozeiro, e desbravador de Santa Rita do Sul, então chamado de Guaraxaim, lá por 1925. Ele com seu automóvel, que me parece ter sido um chevrolet, cruzava voando pelas calhas, e depois pelo Aterro da Terra Dura, que também construiu com suas turmas de corte do arroz, totalmente executado à pá. Como não havia ponte sobre o Jacaré, ele imaginou e construiu inteligentemente as tais calhas, que lamento não possuir uma foto das mesmas. Quem sabe alguém me dá esta alegria.

FECHANDO A PORTEIRA.
Já é muita falação. Desejo uma boa semana para vocês, com a Dilma pelas costa. Acabo de sair da frente dela, pois sua falação é pior do que a minha.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Boletim 289.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
A tolerância.
Certamente a tolerância é o primeiro passo para a boa convivência social. Nada irá funcionar sem ela, principalmente na mais importante das células sociais, a família. Afirmo sempre que é tudo de dentro para fora, e aquilo que vem de fora não me diz respeito, pois já devo ter construído meu Universo, principalmente quando se é velho. Nossas reações com quem amamos é diferente daqueles que nos são estranhos. Não toleramos seus erros, e justamente com eles que devemos ter o melhor dos trato, agimos com impaciências. Augusto Cury nos ensina o poder do SILÊNCIO e da TOLERÂNCIA, em seu livro "Código da Inteligência", que aconselho a lerem. Por minha vez afirmo que devemos "conversar" muito com nossas consciências, sempre com voz calma e tolerante, principalmente nos momentos de tensão. Se aprendermos a fazer isto estaremos conversando com Deus, que habita em nós.
Desejo à todos uma ótima semana, que começa com nossos corações lavados de alegria, ao mostrarmos ao Mundo que o Brasil, com todos os seus problemas, é um País feliz. 

sábado, 13 de agosto de 2016

Boletim 288.

ABRINDO A PORTEIRA.
Nada é fácil!
Não busquem pelo fácil, ele nada constrói. Vou dar um exemplo: "Alguém mora numa ilha paradisíaca. Arma um chapéu de sol à beira mar. Um serviçal leva a ele a cerveja gelada e as refeições necessárias. Passa o dia, passa o mês, ele gosta, e decide passar a vida toda ali. O que ele constrói? Nada, ou talvez alguma poesia, alguma música, mas nada mais."
Voltando. Você que dá murro o dia inteiro para sobreviver, basta não se queixar, entendendo que ao chegar em casa irá encontrar carinho e respeito. É exatamente vencendo obstáculos, que construiremos o belo em nosso interior. 

GALPÃO.

Querência dos Poetas Livres Vilmo Medeiros.
Um grupo de gaúchos, hoje somos 22, reúne-se quatro vezes ao ano, em rodízio nas suas querências, onde é proibido falar em dinheiro, mercâncias e mulheres, só nas próprias. Na tertúlia galponeira cada um diz ou canta o que sabe, toca, declama, ou apenas saúda os de casa. Na semana passada foi no Galpão do Galo Velho, e deixo apenas duas fotografias, dos muitos momentos agradáveis, que ali passamos. 
  
Em plena Tertúlia Galponeira, o som de um bom violeiro, no encanto de um garrafão de vinho, aquentando o frio brabo de um longo inverno.

Aqui o grande amigo, poeta, pajador, mas acima de tudo gaúcho com a marca do Rio Grande do Sul no peito, apaga a vela de 84 anos de bela existência, entre a Patroa e o Patrão.


Então no outro dia, no calor de um fogo forte, mateando no silêncio de mim mesmo, escrevi no Livro nº 7 dos Causos do Galpão. Registro que há 35 anos, neles gravo os causos acontecidos.
07/08/2016 - "Agora, já no dia 7, a festa acabou, mas o tempo não acaba, pois a vida irá continuar para sempre. Eu mesmo nem sei quando é "sempre". Certamente ele não será para sempre aqui nesta Terra, pois tem muito mais em outros lugares. Na vida basta sabermos amar, para sermos amados, pois além do amor não existe mais nada".



quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Boletim 287.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.

TEMPO É DINHEIRO?

            Primeiro devemos analisar: TEMPO é um substantivo abstrato. DINHEIRO, um substantivo concreto. O primeiro é etéreo e o segundo é matéria. Lógico, os materialistas querem impor que tempo é dinheiro. Ele não existia para nossos ancestrais, e só em 1509, quando o alemão Peter Henblein inventou o relógio, as coisas se complicaram, “limitando nossas  existências”. Certamente que para Deus o tempo não existe, ele é ETERNO.
            Assim, tempo não é dinheiro, pois a vida não é matéria. O valor do tempo terá a forma de como gasto na construção do bem ou do mal. Se recebemos o Livre Arbítrio, permitindo que façamos dele o que bem entendermos, também recebemos uma  imensa responsabilidade do que fazermos dele. A vida que portamos não nos pertence, visto que não a pedimos para ninguém, recebendo-a gratuitamente, sem assinaturas ou contratos, sem cláusulas estabelecidas. Ela foi o resultado do amor entre duas pessoas, transmitindo o dever da continuação da espécie humana, criação mais perfeita de Deus.
            Toda esta “charla” é para os novos, num pedido para que apliquem “bem o seu tempo”, estudando as belas lições deste Caderno da Vida, adquirindo a difícil virtude da meditação. O caminho é longo, e por tal, passa a ser belo, principalmente por repleto de novas esperanças de vida. Pensem, pois é pensando que vivemos e alcançamos as vitórias. 
            

domingo, 31 de julho de 2016

Boletim 286.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Deixem acontecer!
Não façam acontecer! Sei. É difícil. Como deixar acontecer aquilo que nos desagrada? Aceitar os fatos como está acontecendo por vezes dá desespero, dor, revolta, ira, e por ai todas nossas fracas emoções. Quais as nossas fortes emoções? Resignação, tolerância, calma, e outras fortes. Então, tudo está em sabermos contar - um, dois, três, por vezes até dez, ou mais. Deixar o tempo passar, para depois agirmos, identificando e controlando a emoção que nos toma conta. Difícil. Verdadeiramente muito difícil. Já escrevi muitas vezes: "É tudo de dentro para fora". Tudo que vem de fora, não deve nos abalar, mas abala a maioria. Porque a maioria não se ama! Quem se ama é porque se conhece, já que há uma lei: "Não amamos aquilo que desconhecemos". Sabem porque devemos nos amar? Porque fomos feito à semelhança de Deus, e ele habita em nós. Quem não se ama é porque não crê em Deus. Meditem e aprendam a orar!

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Boletim 285.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
"Terra a gente não queima".
Assunto não falta nos dias de hoje, entretanto, andei olhando os primeiros boletins do Galo Velho, que não foram publicados, assim como aquele último da minha Tia Marieta. Então vai mais um.

Do Boletim 09.
Lá pelo ano de 1964 aconteceu um fato com Selvina, esposa do nosso Galo Velho, que desejo registrar para a posteridade.
            Selvina apareceu na Sant´Anna, e sabendo que eu tinha uma olaria, pediu alguns tijolos para calçar uma cacimba em sua chácara. Fomos até a olaria que ficava próximo, onde escolhemos os tijolos mais requeimados, que seriam ideais para o seu poço. Na saída disse ao Seu Carlos Krüger, meu oleiro, que mais tarde mandaria um reboque levantá-los, e foi quando nos retirávamos ao longo do galpão de palha taboa, que Selvina sentenciou: “Menino, terra a gente não queima”. Parei estarrecido. Já andava inconformando com a tal olaria, que só me trazia aborrecimentos. Então gritei ao Seu Carlos Krüger: “Seu Carlos fecha a olaria. Está todo mundo demitido”. Selvina se assustando me retrucou: “Menino, o que houve?”. Respondi: “Tu tens toda a razão, terra a gente não queima, ela é sagrada, a natureza nos deu para dela tirarmos o nosso sustento, e um dia ser nosso berço, para o descanso eterno.”
                        Sentencio – “Não se metam com olaria!”

Boletim 284.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Marieta.
Vocês perdoem, mas vou falar de minha gente, por uma simples razão - o texto está muito bem escrito. Lá no boletim nº 10, que não transcrevi para o blog, ele consta límpido e alegre. Uma querida tia, irmã de meu Papai, cujos dados foram fornecidos por uma filha, que por professora, e de coração limpo e puro, assim escreveu:


 Marieta Azambuja Fay.
Segunda filha do Cel. Ney nasceu no último ano do século XIX, em 14 de abril de 1899, na fazenda da Invernada. Era chamada por quase todos os sobrinhos de Dinda. Alfabetizada na fazenda foi criada naquele bucolismo rural, até que adolescente, o pai a mandou para junto de sua irmã Amália, em Rio Grande, onde passou os melhores momentos de sua juventude. Passados alguns anos foi transferida para Porto Alegre, residindo com a outra tia, Sinhá, também irmã de seu pai, e casada com o professor Sampaio, do Colégio Militar. Ali ela passou muito trabalho, pois encontrou um verdadeiro “quartel”, lamentando a perda do contato com as primas de Rio Grande, com quem estabelecera forte amizade. A oportunidade junto da tia Sinhá foi a técnica de bordado, chamado “pintura de agulha”, no qual se especializou, deixando bons trabalhos. Terminou retornando à Invernada já mocinha, e foi no Hotel São João, na vila do Duro, que estando a almoçar com a família, um jovem e esbelto moço, chamado José Olavo Fay, almoçando ao lado perguntou ao garçom Bino, quem era aquela bela morena de olhos tão lindos. Recebeu a resposta que era filha do Cel. Ney Azambuja, ao que ele retrucou: “Vou casar com ela”. O garçom corrigiu: “Vai ser difícil seu moço, o velho é exigente, e não creio que concorde em dar a mão da filha, a um simples caixeiro-viajante”. Não se sabe que caminhos o teimoso Fay percorreu, para chegar no coração da bela morena, mas o certo é que em 9 de abril de 1921 casavam na Fazenda da Quinta. Contam que a festa tendo terminado muito tarde tiveram que pernoitar na mesma, mas em camas separadas. Imaginem uma cena desta nos dias de hoje!
                        Como todo o Azambuja, Marieta era extremamente devotada ao lar, acompanhando os filhos e netos, por quem foi muito amada e respeitada. Escreveu: “O dia mais feliz de minha vida, foi quando recebi minha primeira comunhão, já com 42 anos de idade”. Então, no dia 14 de abril de 1974, ao completar 75 anos de existência, na sua bela chácara da Glória, junto aos filhos e netos, seu coração parou de bater, encaminhando-se ao encontro de sua eterna ressurreição.
                                              Dados de sua filha Marila.

Concluo: Ela se chama Marila Azambuja de Azambuja, pois casou com meu Amigo e Companheiro de Rotary, Ruy Rodrigo Azambuja. Ela vive, e também extremamente devotada ao lar. Conta com a pouca idade de 93 anos, para sua bela estrutura física. Tanto que ano passado quebrou uma perna e anda lépida e faceira.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Boletim 283.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Eu errei!
Espero que tu saibas pronunciar esta frase. Ninguém é perfeito! Então, todos nós somos passíveis de erros. Nosso consciente é alimentado cada vez que reconhecemos nossos erros, da mesma forma que nos alimentamos quando vibramos com nossos acertos. Certo que existem os doentes, como os psicopatas, que em maior ou menor escala, jamais reconhecem seus erros, conforme acaba de me afirmar um amigo. Se afirmei que ninguém é perfeito, também posso afirmar que podemos buscar pela perfeição, mesmo sabendo que ela pertença só à Deus. Conheço várias pessoas que nunca reconhecem seus erros, as quais chamo de egoístas. Estamos cercados delas por todos os lados, cuidado! Estes egoístas cuidam apenas de si, jamais pensam em ofertar ao outro. Moral: é tudo de dentro para fora, mas de tal maneira, que ao construirmos algo de bom, pensemos em transmiti-lo ao outro, sem pensar em proveito próprio.


quarta-feira, 6 de julho de 2016

Boletim 282.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Meu Rotary.
Fica difícil descrever meus sentimentos por esta bela organização. Isto simplesmente por medo que vocês pensem que eu queira fazer propaganda de Rotary. Ele não precisa de propaganda, primeiro, por ser uma das poucas entidades que tem assento na ONU. O que quero me referir é na sua simbologia. Imaginem uma associação possuir como lema: "Dar de si antes de pensar em si".  Entendo que é um chamamento para jogarmos fora nossas vaidades, já que nossos pensamentos serão apenas para os outros. Não esqueçam - somos aquilo que pensamos. Assim o rotariano pensa na obra social de sua comunidade, e a obra necessita de ação, que é impulsionada pelo Malho, ao vibrar o Sino.
Sino é a reunião entre o Céu e a Terra, e a sua sonoridade simboliza o poder do Criador. Com ele está o Malho, que é a "vontade na aplicação". 

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Boletim 281.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Forrest Gump.
Acabo de assistir, mais uma vez, este maravilhoso filme, onde Tom Hanks sai da tela, contando uma bela história. Apenas uma "bela história", vivida por um ótimo contador, além de uma exagerada e empolgante história, que nos deixa presos a um imprevisível acontecer. Realmente muita morte. Morte de tantos soldados, morte da mãe, morte da mulher amada, o que me faz crer que morte fascina. Possivelmente tanto quanto o nascer. Dirão que um é alegria e o outro é tristeza. Os dois caminham juntos. Tudo caminha junto. O certo, com o errado, pois só assim poderemos compreender a vida, bastando meditar. O meditar que é tão fácil para uns, e tão difícil para outros. Alguns querem compreender o viver, mas outros têm medo. Moral da história, não tenhamos medo de morrer, basta ter feito, e bem feito, os deveres de casa...

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Boletim 280.

ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Família +Amor = Perdão.
São temas inesgotáveis. Agora o Papa Francisco nos deixa esta bela mensagem:
FAMÍLIA, LUGAR DE PERDÃO...
Não existe família perfeita. Não temos pais perfeitos, não somos perfeitos, não nos casamos com uma pessoa perfeita nem temos filhos perfeitos. Temos queixas uns dos outros. Decepcionamos uns aos outros. Por isso, não há casamento saudável nem família saudável sem o exercício do perdão . O perdão é vital para nossa saúde emocional e sobrevivência espiritual. Sem perdão a família se torna uma arena de conflitos e um reduto de mágoas. Sem perdão a família adoece. O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente e a alforria do coração. Quem não perdoa não tem paz na alma nem comunhão com Deus. A mágoa é um veneno que intoxica e mata. Guardar mágoa no coração é um gesto autodestrutivo. É autofagia. Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente. É por isso que a família precisa ser lugar de vida e não de morte; território de cura e não de adoecimento; palco de perdão e não de culpa. O perdão traz alegria onde a mágoa produziu tristeza; cura, onde a mágoa causou doença.
                       Papa Francisco.

Galo Velho

Camaquã, Rio Grande do Sul, Brazil
Fundado em 05/07/1980, assim foi escrito em sua 1ª página do 1º Livro: “O que importa neste GALPÃO é que cada um saiba ser irmão do outro. Aqui terminou o patrão e o empregado; o pobre e o rico, o branco e o preto; o burro e o inteligente; o culto e o ignorante. Aqui é a INVERNADA DA AMIZADE e tem calor humano como tem calor de fogo. Nosso Galpão nem porta têm, está sempre aberto para quem buscar um abrigo. Neste Galpão os corpos cansados da lida diária encontrarão sempre um banco para descansar, e um mate amargo para a sede matar. Aqui o frio do Minuano não encontra morada, temos toda a Sant’Anna irmanada. A cada nascer de uma madrugada há de encontrar alguém aquentando fogo, buscando nas cinzas do passado, o Galo Velho que será, quando partir para a Invernada do Esquecimento. Ninguém será esquecido, se passar nesta vida vivendo como o nosso “Galo Velho” viveu, a todos querendo, sem nunca ter o mal no coração.”