ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.
Os balaqueiros.
Conheci vários ao longo da minha longa jornada. Todos eles repletos de orgulho, e os orgulhosos não têm alma. Se alguém me perguntar o que é alma, vou dizer que é aquilo que existe depois do fim. Assim é que tenho me expressado no decorrer destes boletins, insistindo que o fim não existe. Mas vou voltar aos balaqueiros. Interessante que o meu dicionário está grifando a palavra, e fui buscar em outros dois e não a encontrei. Será o balaca um termo regional? Bem, mas os balaqueiros, queriam ou não os dicionaristas, são todos perfeitos, não erram nunca, são os mais lindos, são verdadeiros ídolos (para eles, lógico), e entendem que só eles é que existem, por tal é que não têm alma. Alma não nos pertence, pertence à Deus.
Essa reflexão me ocorreu, porque lembrei de um grande amigo, que foi o rei dos balaqueiros, e certamente anda por aí no etéreo, procurando por ele mesmo. Tomar que tenha se encontrado, pois era uma boa pessoa, apenas, balaqueiro.
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